27 setembro 2016

É difícil!...

À medida que vamos "crescendo" vão também crescendo todas as actividades, ligações, grupos de amigos, grupos de pais, de isto, daquilo...
Mas no decorrer desse aumento vem a diminuição: diminui o tempo disponível para se fazer tudo aquilo de que se gosta.
Um "tão pouco" no meio do "tanto" que se atingiu ao longo dos anos.
Um contra-censo difícil de balancear.

Crise espiritual de meia idade? Será?...


Forte de São Francisco Xavier - Castelo do Queijo

06 agosto 2016

A realeza passeia-se

Nada como as férias para um tempinho extra para publicação...

Aranjuez, a sul de Madrid, visitado em dois dias.
Terra pequena, "entalada" no vale dos rios Tejo (Tajo, como por lá se diz) e Jarama, sempre com história de realeza como cenário.





Muy, muy caliente!!!
A região de Madrid esteve esta semana com temperaturas escaldantes, sempre acima dos 36 ºC.
No dia que lá cheguei estavam uns tórridos 39 ºC.
Só de manhã dava para circular, pelo que aproveitei para acordar bem cedo e deambular pelas calles e jardines da turística cidadezinha.
De tarde... havia a siesta, debaixo de ar condicionado ;-)





Se há uns tempos passei por Laguna del Duero, junto a Valladolid, onde admirei o riozinho que o Douro é por aqueles lados, aqui foi mais ou menos a mesma coisa: o rio Tejo é ainda um rio infantil.
Deu-me a ideia que o rio Jarama tem, na sua foz, a cerca de 1 km a jusante de Aranjuez, um caudal superior ao do Tejo...



A "vista do alto", de sul para norte, onde se percebe o verde vale, parecendo um oásis no meio das planícies áridas, que se estendem por dezenas de quilómetros.
Ao longe ainda se distinguem as torres mais altas de Madrid (a cerca de 50 km de distância) e toda a cordilheira da serra de Gredos.
Este sítio não aparece na informação turística disponibilizada, mas devia!
Puramente por acaso, percorri a "Senda Botánica, Jardín de los Yesos", ou seja, uma pista criada no monte Parnaso para desfrute paisagístico, com informação das espécies botânicas.
Está é abandonado e muito mal tratado... Ainda assim, tem uma paisagem de 360º que vale muito a pena a subida.


Se a história de Aranjuez está muito ligada ao palácio real, construído há cerca de 250 anos e usado apenas pelo rei que o mandou construir e pelo seu filho, a cidade desenvolveu-se muito a meio do século XX à custa da indústria que por lá se implementou.
A linha férrea teve muito a ver com este desenvolvimento industrial, mas, como em Portugal, deixou de ser importante depois da implementação da rede viária. Assim, a vila aparenta estar num estágio de transição. A indústria foi-se quase toda, deixando muita coisa ao abandono no centro da localidade...
Sobram uns poucos pormenores que precisam de ser "pescados".




E se agora nos queixamos do desgoverno e dos dinheiros mal gastos... nesta altura era igual, se não ainda pior.
Como é que um rei se lembra de construir um palácio gigantesco apenas para passar umas férias de Primavera?!?...
Não admira, portanto, que tenham sido expulsos passado muito pouco tempo e que tenha entrado, a seguir, uns governos republicanos, "castradores" e ditatoriais.
E a seguir? Esbanja-se novamente. E a seguir? Políticas de austeridade. E a seguir?...
Bem, é melhor ficar-me pelas paisagens, pois foi isso que sobrou.




E se Aranjuez para mim era nome de auto-rádio (MX Onda, montado por mim no Seat Ibiza, no já longínquo ano de 1993...) passou agora a ser sinónimo de calor, arcos, jardins, palácios e... de gás.




22 maio 2016

Kilometografia - Mui nobre costa

Caminhada dominical, pela costa sul de Vila do Conde.
Doze quilómetros, sempre acompanhados por registo fotográfico, entre Angeiras e Mindelo, e volta.














14 maio 2016

Por TTerras negras

No passado dia 7 de Maio foi dia de passeio fora-de-esTTrada.

Organizado pelo Eduardo Vasconcelos e pelo Rui Martins (uma grande dupla!), em nome do Audio TT, este passeio, pelas terras do Couto Mineiro do Pejão, foi molhado mas cheio.
Cheio de pequenos grandes pormenores.
Estamos a meio da Primavera, no tempo do colorido das flores, do nascimento das aves, dos cheiros fortes e perfumados dos campos...



E se o último registo blogal foi em duas rodas, desta vez ficam as quatro do Pajero Pinin.
A máquina!
Mesmo com uma protecção inferior meia desapertada (veio assim da última revisão... :( raspando em mais pedras do que o normal (...), fez o percurso sem qualquer dificuldade.
E não estava propriamente fácil. A chuva que caía, e que caiu todos os dias da semana anterior, tornou o percurso "viscoso".
O nível de dificuldade estava "apimentado q.b." para o tornar bem divertido.
As atravessadelas e meios peões saíam "em cada esquina ;-)
Que o diga o Gonçalo que desta vez quis ir comigo.



O bom e são "cumbíbio", esse, até parece que já nem é preciso ser referido.
Mas não. É mesmo preciso.
Mesmo desfalcado de muita gente, o grupo que se juntou esteve em grande, com conversa animada e interessante.
Muito bom! Obrigado aos "pilotos e companhia".



E se o passeio se desenrolou, naturalmente, por caminhos de terra, a água do rio Douro e/ou do seu afluente, Arda, estiveram sempre "ali", à vista.
Muita água...
... e muito Vinhão (sim, a bela casta tinta de vinho verde) que acompanhou o mui saboroso almoço.
Um grelhado misto, servido em looongas e altas travessas.
Ali sim, no restaurante Ramadinha, o atascanso foi tal que não houve pneus de taco ou guincho capazes de empurrar toda aquela boa comida.
E a bom preço. A repetir!



Agradecimento final, grande, do tamanho da torre da mina na foto abaixo, aos organizadores, pelo esforço e pelo resultado.

Além das fotos disponibilizadas neste post, ficam por aqui mais umas, minhas, e as do site do Audio TT.
Filme... também há, mas não está montado.
Será que algum dia vai aparecer no Tutubo? A ver vamos... ;-)



12 maio 2016

Batuques africanos?

Depois de uma conversa que tive há uns dias com os meus colegas da Atlética-equipa do MC Porto, Maxions, e aproveitando o fácil acesso a um sonómetro (que está neste momento em cima da minha secretária de trabalho), resolvi testar o nível sonoro da Africa Twin.



A segurar na mão o equipamento a cerca de 1,2 m da saída do escape, estes foram os valores obtidos:

Rotação /rpm    Nível sonoro /dB(A)
    2000                            79
    3000                            80
    3750                            86
    5000                            89
    máx("gasada")           104

O único valor indicado no livrete, e inscrito numa placa na própria moto, é o referente às 3750 rpm, com um valor máximo (legal) de 93 dB(A).
No entanto, resolvi fazer um varrimento a outras regimes de funcionamento do motor para avaliar se o nível sonoro, em funcionamento "normal", andava muito fora do valor máximo.
E não.

Primeiro, às 3750 rpm, o nível sonoro está bem abaixo do limite legal.
Segundo, só mesmo quando se acelera a fundo, até ao corte, perto das 7000 rpm, é que esse limite é ultrapassado (e aí bem ultrapassado!), chegando a valores acima dos 100 dB(A).

Nada mais a reportar, disse!  ;-)