14 maio 2016

Por TTerras negras

No passado dia 7 de Maio foi dia de passeio fora-de-esTTrada.

Organizado pelo Eduardo Vasconcelos e pelo Rui Martins (uma grande dupla!), em nome do Audio TT, este passeio, pelas terras do Couto Mineiro do Pejão, foi molhado mas cheio.
Cheio de pequenos grandes pormenores.
Estamos a meio da Primavera, no tempo do colorido das flores, do nascimento das aves, dos cheiros fortes e perfumados dos campos...



E se o último registo blogal foi em duas rodas, desta vez ficam as quatro do Pajero Pinin.
A máquina!
Mesmo com uma protecção inferior meia desapertada (veio assim da última revisão... :( raspando em mais pedras do que o normal (...), fez o percurso sem qualquer dificuldade.
E não estava propriamente fácil. A chuva que caía, e que caiu todos os dias da semana anterior, tornou o percurso "viscoso".
O nível de dificuldade estava "apimentado q.b." para o tornar bem divertido.
As atravessadelas e meios peões saíam "em cada esquina ;-)
Que o diga o Gonçalo que desta vez quis ir comigo.



O bom e são "cumbíbio", esse, até parece que já nem é preciso ser referido.
Mas não. É mesmo preciso.
Mesmo desfalcado de muita gente, o grupo que se juntou esteve em grande, com conversa animada e interessante.
Muito bom! Obrigado aos "pilotos e companhia".



E se o passeio se desenrolou, naturalmente, por caminhos de terra, a água do rio Douro e/ou do seu afluente, Arda, estiveram sempre "ali", à vista.
Muita água...
... e muito Vinhão (sim, a bela casta tinta de vinho verde) que acompanhou o mui saboroso almoço.
Um grelhado misto, servido em looongas e altas travessas.
Ali sim, no restaurante Ramadinha, o atascanso foi tal que não houve pneus de taco ou guincho capazes de empurrar toda aquela boa comida.
E a bom preço. A repetir!



Agradecimento final, grande, do tamanho da torre da mina na foto abaixo, aos organizadores, pelo esforço e pelo resultado.

Além das fotos disponibilizadas neste post, ficam por aqui mais umas, minhas, e as do site do Audio TT.
Filme... também há, mas não está montado.
Será que algum dia vai aparecer no Tutubo? A ver vamos... ;-)



12 maio 2016

Batuques africanos?

Depois de uma conversa que tive há uns dias com os meus colegas da Atlética-equipa do MC Porto, Maxions, e aproveitando o fácil acesso a um sonómetro (que está neste momento em cima da minha secretária de trabalho), resolvi testar o nível sonoro da Africa Twin.



A segurar na mão o equipamento a cerca de 1,2 m da saída do escape, estes foram os valores obtidos:

Rotação /rpm    Nível sonoro /dB(A)
    2000                            79
    3000                            80
    3750                            86
    5000                            89
    máx("gasada")           104

O único valor indicado no livrete, e inscrito numa placa na própria moto, é o referente às 3750 rpm, com um valor máximo (legal) de 93 dB(A).
No entanto, resolvi fazer um varrimento a outras regimes de funcionamento do motor para avaliar se o nível sonoro, em funcionamento "normal", andava muito fora do valor máximo.
E não.

Primeiro, às 3750 rpm, o nível sonoro está bem abaixo do limite legal.
Segundo, só mesmo quando se acelera a fundo, até ao corte, perto das 7000 rpm, é que esse limite é ultrapassado (e aí bem ultrapassado!), chegando a valores acima dos 100 dB(A).

Nada mais a reportar, disse!  ;-)

23 abril 2016

kilometografia - Casa - Porto

E depois de mais um longo período sem novas Aventuras Blogais e de um longo período sem caminhar, aqui fica o registo de uma longa caminhada, de quase 30 km.

Mais uma vez, com uma intenção pouco específica: sair de casa para "espairecer".
Como? A caminhar, por aí.
Por onde vou?...
Porto.
Novamente pelo caminho de Santiago da Costa?
Não. Desta vez pelo "verdadeiro" caminho da costa, junto ao mar.
Adjudicado!
E aí fui.

Tendo feito o primeiro registo fotográfico no momento em que o GPS "anunciou" o 1º quilómetro, lembrei-me de registar os restantes quilómetros.
À passagem de cada um dos restantes, mais coisa menos coisa.
Kilometografia, portanto ;)

Aqui ficam as imagens kilométricas, feitas num dia bonito e de temperatura excelente para caminhar.
































A volta, by train ;)


20 março 2016

Quinze dias e 500 km depois

Não são muitos, mas foi o possível, em período de muito trabalho e chuvinha.
Quinze dias e 500 km servem já de bom test-drive, digo eu! ;)

A nova "bichinha" que pára lá em casa está a portar-se bem.
Ainda não me deixou apeado ;)

CRF1000A.
Dito de uma forma mais simples e simpática, Africa Twin com ABS e controlo de tracção.

O primeiro contacto, visual, impressiona. 
Não a toda a gente, já sei, mas a mim consegue faze-lo.
Começo por confessar que, para quem gosta tanto de conduzir motos, não deixo de ficar um pouco surpreendido comigo próprio: não sou grande amante da estética da grande maioria das motos.
Mas desta gosto. Muito! 
Do aspecto geral e dos imensos, pequenos e grandes, pormenores que tem.

On or Off, sempre com um "olhar" imponente e intrigante!



Com o mesmo estilo de moto da Transalp, Trail, ou Big Trail, a comparação é directa.
Directa... mas com resultado tão distinto!...

E começo pelo motor, provavelmente o causador da maior diferença entre as duas.
O dois cilindros paralelos, por troca do V2, é... "delicioso"!
A subida de rotação, em qualquer das 6 velocidades, é muito linear, sempre acompanhada por um "ronronar", até cerca das 6 ou 7 mil rot/min, altura em que o roncar passa a "grito".
Apetece ir trocando de velocidade engrenada, também pela suavidade da caixa/embraiagem.
A caixa é mais macia do que a da Transalp e muito mais fácil e intuitiva de engrenar do que a da nova GS1200, com que rolei durante um fim-de-semana e nunca lhe "apanhei o jeito".

A posição de condução sentada é muito semelhante, muito boa, confortável qb, não sendo perfeita.
O banco tem duas posições de encaixe, uma mais alta e outra mais baixa, 2 cm. Nesta última consigo pousar perfeitamente os dois pés no chão, o que irá ser muito bom para andar fora de estrada, em pisos muito degradados ;)
Nestes 500 km circulei sempre com o assento na posição mais elevada, posição com que fico com as pernas mais esticadas, sendo assim melhor para os joelhos.
Ainda relativamente à posição e conforto, dois apontamentos negativos:
o primeiro relativamente aos suportes dos poisa-pés traseiros. Até pode ser que venha a habituar-me, mas para já os "encontros imediatos" com os mesmos não são nada agradáveis...
o segundo apontamento, relativo à baixa protecção aerodinâmica das pernas, abaixo dos joelhos. Existem uns "pingarelhos" de colar, com 20 cm de comprimento e 2 de largura, que supostamente melhoram o efeito, mas pagar 150 € para experimentar... não me está a apetecer.
Já a posição de condução de pé é muito melhor do que a da Transalp. É muito natural, quer em termos de altura, quer em largura, ficando com os joelhos muito mais juntos, facilitando o controlo.
No entanto, ainda não a testei de forma efectiva, em terra...

A suspensão é muito macia e absorvente, conseguindo passar por lombas, tampas de saneamento ou pequenos buracos de forma quase insensível.
Ainda assim, a condução é perfeita. Alinha-se o guiador e a inclinação e ela segue a direcção na perfeição. A Transalp não dava nem metade da confiança!...
Mas mais uma vez, nem tudo são rosas. O travar em curva faz levantar a frente, o que provoca o alargar da trajectória. Não sendo nada de anormal nas motos, tem uma acção muito mais notória do que na Transalp.
Os pneus, uns Dunlop Trailmax D610, específicos da Africa Twin, para já estão a dar muito boa conta de si. Desconhecidos por completo, ainda não li qualquer comentário, já que só aparecem textos em german...

Vai haver mais... I hope, mas para já fico-me por aqui...

07 março 2016

Pois é, já foste!

Custou muito, muito, separar-me da Transalp, a máquina que foi a minha primeira moto e que me acompanhou durante mais de 11 anos, (quase) sem gemer.

Desde o primeiro "tomba para o lado", ao fim de apenas 3 km de sair do stand, até ao último grande passeio por terras algarvias e alentejanas, foram muitas as Aventuras Blogais, mas não só, que vivi com ela.

Mas mais tarde ou mais cedo... tinha de acontecer.
Achei que estava na altura.

Foi-se a Transalp...



... chegou a Africa Twin.

Que seja muito bem vinda a casa!