16 janeiro 2016

Consumos: Pajero Pinin e Transalp

Está na altura certa para uma actualização de dados, completados que estão, esta semana, os 15 aninhos do Pajero Pinin e os 13 e meio da Transalp.
Já começam a ser umas idades muito respeitáveis para veículos que, alternadamente, me transportam diariamente, intercalando ainda com umas "belas de umas surras"...

As fotos deste post reflectem precisamente as últimas dessas duras actividades.
Dois passeios fora-de-estrada, ambos com a duração dos dois (... e meio) dias do fim-de-semana.

De carro na zona da Ericeira, organizada pelo Fórum TT, mais precisamente pelo Jorge Mão de Ferro.






De moto, numa região mais extensa, por terras do Alentejo e Algarve, "O Nosso Dakar", organizado pelo Filipe Elias, da Espaços Sonoros, da BMW Motorrad, da Touratech... ;)






Mas vamos então ao que interessa: os consumos das grandes máquinas.

Englobo nestes resultados todos os quilómetros efectuados, em todas as condições, por todo o tipo de estradas, com rodas de estrada ou de monte. 
O primeiro gráfico mostra a variação das médias, em litros por 100 km, ao longo dos anos.
É nítida a diferença!

A Transalp gastou, desde que a comprei, há precisamente 11 anos, 3729 litros de combustível, totalizando a módica quantia de 4850 € para percorrer 64454 km, equivalendo a um consumo médio total de 5,79 L/100 km.

O Pajero Pinin... andou mais. Já fiz com ele 116916 km, tendo "investido" 14600 € (é ao fazer as contas que se percebe o elevado investimento que são estas máquinas...).
Já queimou, através da sua injecção directa, 11582 litros de gasolina, o que resultou numa média global de 9,91 L/100 km.


É curioso analisar os registos do gráfico seguinte, relativo ao custo de combustível aos 100 km efectuados.
É notório um incremento gradual dos valores, desde 2001 até 2011, principalmente no caso do Pajero Pinin (com uma excepção em 2009, que resulta dum período de "pé mais leve", também notório no primeiro gráfico, do consumo, que eu não sei explicar a razão...).
Desde 2011 que o gasto em combustível tem vindo a diminuir, sendo que a grande diferença foi em 2015, baixando dos 15 para os 11,4 €, no caso do Pajero Pinin e dos 9,21 para 7,89 € no caso da Transalp, o que nos deixa em valores de 2005...

Espero que continue a baixar, o que nem seria de estranhar, dado o actual preço do barril de petróleo, abaixo dos 30 € (já esteve bem acima dos 100...)


O último gráfico também acaba por ser curioso.
Até 2005 não há discussão. Só havia na garagem o Pajero Pinin, que chegou a meio de 2002, rolando com ele 12/13 mil quilómetros por ano.
De 2005 a 2007, anos que estive em formação, pesada fisicamente, rolei consideravelmente mais com o Pajero Pinin, ainda que nunca de forma consciente (nem aí, nem nunca!...).
De 2007 a 2012 rolei aproximadamente o mesmo com os dois, tendo inclusivamente rodado mais com a Transalp em 2012.
Nos últimos 3 anos... tem sido um "descalabro". Qual a razão para rodar muito menos com a Transalp?
Explicações consigo pensar algumas, mas acho que será devido a uma mistura delas.
Não sei é se a maior razão não será a idade... É que se até gosto muito de andar de moto, já comecei a sentir que o carro é bem mais confortável... A ver vamos :-)


Daqui a 5 anos voltamos a repetir a análise?
Ainda serão as mesmas viaturas?...
Não perca as cenas dos próximos episódios! ;-)

31 dezembro 2015

Apontamentos ao pôr do sol... e do ano

Alguns dos últimos raios de sol de 2015.
Ficaram registados. Já não se perdem.

Cabo do Mundo, Perafita.




A meio de uma "volta ao quarteirão", paragem para apreciar o sol e o vento.
Foram vinte quilómetros para "contornar" o aeroporto.


Dois "pilões" com o sol de costas.

O Obelisco da Memória, junto à praia... da Memória.


O vértice geodésico de Picoutos, no alto dos seus 30 m de altitude ;-)


28 dezembro 2015

Um caminho pelas Pedras

"Mais um ficha, mais uma voltinha!".

E esta voltinha foi das grandes, que obrigou a cerca de 250 km, ida e volta, para um encontro de Kempo... chinês, oferta do "Granmestre Gonçalo".

Anyway, aproveitei o final de tarde para um reconhecimento pelos bonitos jardins em torno da nascente, termas e casino de Pedras Salgadas, actualmente conhecido como "spa & nature park".


Estava fresquinho! O interior norte não é bem a mesma coisa que o litoral... À hora que de lá arrancamos, às seis da tarde, estava qualquer coisa como 6 ºC.

Às quatro e meia já só se estava bem a apanhar os últimos e quase horizontais raios de sol.
Que o diga este gatinho equilibrista.


A volta, não planeada, começou por ser algo tão simples como: "vou esticar as pernas fora do pavilhão".
Mas depois de perceber que havia setas amarelas para seguir... a coisa compôs-se ;)
Caminho recentemente marcado, este Caminho Português Interior de Santiago, merece atenção.
Fica aqui a referência para futura pesquisa mais aprofundada.


Não havia tempo para continuar pelo que dei a volta junto à fonte da água das pedras...


Os jardins, muito bem tratados, abrem-se em algumas surpresas.
O edifício do Casino, com uma arquitectura que lembra o (final do) Romantismo é disso mesmo um bom exemplo.

Um pouco à frente, as Eco Houses, que se tornaram, justamente, num actual e autêntico ex libris destes jardins.
Fundidas no meio da floresta, assentes em estacas e cobertas em lousa e madeira, são simplesmente adoráveis. Acredito que vale bem a pena serem experimentadas.


E se as novas Eco Houses estão na moda, algo de muito errado vai acontecendo em Portugal, de tempos a tempos, para se ter deixado umas instalações tão grandiosas como as do hotel Universal entrar em total ruína. De tal maneira, que no google maps aparecem como atracção turística.
Construído no início do séc. XX, até mete dó passar pela rua da entrada principal...



Antes de terminar a voltinha ainda dei com um último ponto de interesse: uma ponte antiga sobre o rio Avelames.
De tal maneira antiga e mal tratada que o trânsito automóvel está impedido de passar pela ponte.
Pelo menos o trânsito pedestre não precisa de molhar os pés ;-)



21 dezembro 2015

Costa da Luz e... do vento

Já não ia à Ericeira há mais de 10 anos...
Uma década onde a tecnologia digital de imagem elevou-se a um patamar inimaginável.
Fui buscar as fotografias feitas em 2004 e quase que ficava chocado: imagens com uma resolução baixíssima, enorme quantidade de ruído e, ainda que a lente da máquina até fosse jeitosa (da Sony DCR-TRV330E) a luz obtida era, também, diminuta.
Na altura não pareciam tão mal...

Mas é precisamente aqui que entra a luz, ainda que à sombra. 
Ericeira, Costa da Luz e Praia das Crianças.




Na manhã de domingo, 6 de Dezembro, eu e o Daniel, que nos tínhamos deslocado à Ericeira para o passeio 4Vales - Magnum Opus, organizado pelo Fórum TT, resolvemos pegar nas nossas Nikon e, ainda antes do pequeno almoço, fazer um pequeno photo tour pelas praias da Ericeira.

O resultado foi um conjunto de imagens muito "fresquinhas", condizentes com a temperatura que se fazia sentir.
Registos em vários tons de azul, com uns amarelos e laranjas ao longe, em fundo, fruto dos primeiros raios de sol do dia, incidentes sobre a neblina matinal.

E na praia já se pescava...




Mas se parecia que estar a pescar junto à água e ao constante bater das ondas, sempre a apanhar com pequenas gotículas geladas arrastadas pela brisa, já era mau o suficiente, eis que chega um grupo de surfistas.
Todos de cabelo oxigenado, de fato de neoprene vestido e.... brrrrr, há que se fazerem à água... brrrrr...

Para registo, aqui fica o link para a câmara online, dirigida ao mundo do surf, onde é permanentemente observável o estado do mar da Ericeira.
Parecem rochas, mas três dos surfistas aparecem a meio da fotografia seguinte.



Ligeiramente mais a norte, a Praia dos Pescadores, mais conhecida pela sua baía, ideal para uns bons banhos de mar e de sol, mas também pela partida para o exílio do último rei de Portugal, Dom Manuel II, há já mais de 100 anos...
Neste domingo, um dos últimos dias outonais de 2015, a calma reinava. Poucas eram as pessoas que por ali vagueavam a esta hora.




A volta ao hotel foi feita pelo interior da pequena vila.
Também por aqui as ruas se mantinham quase desertas, ambiente que contrastava com o buliço típico do verão, quando estão normalmente repletas de turistas.
Mas o que enchia mesmo estas ruas era a luz, baixa mas intensa, que se reflectia nas paredes brancas, debruadas a azul ou a amarelo, da maioria das casas.



15 dezembro 2015

E vão dois... quatros

No dia que sucede à minha quarta capicua, um registo de reconhecimento e agradecimento "à malta amiga".

Pôr do sol visto da Senhora da Lapa, Vieira do Minho
12 de Dezembro