10 agosto 2015

Dois primeiros

E como não há duas sem três... (ah, agora sim, parece que é assim! ;)

Depois de muito ensinamento e muitos treinos, os resultados tinham que aparecer.
Dois primeiros lugares, em duas competições de pesca desportiva, organizadas pelo saudoso Mário Rocha para a antiga e também já extinta Jódique - Artes Gráficas.


A primeira (a da direita) em Agosto de 1986 e a segunda em 1987.

Ambas as provas realizaram-se no Douro, na longínqua, para a altura, albufeira da Valeira, perto de São João da Pesqueira.

Era tão longe, que as próprias viagens eram uma aventura!...
Acordar às 4:15 para sair às 4:30, com tudo preparado de véspera.
Acompanhei por muitas vezes o meu pai em provas de pesca, mas sempre mais próximas, na albufeira do Carrapatelo ou da Régua. Na Valeira foram só estas duas vezes.
Na primeira fomos de carro, no Datsun 1200 vermelho do tio Nando.
Medo! (na altura ele era um condutor fraquinho ;)
Na segunda fomos de mini-bus, alugado à própria Câmara Municipal de Valongo pela organização da prova.

Curiosamente, ou não, lembro-me muito melhor da primeira prova do que da segunda.
O pesqueiro, marcado, era dentro de uma casa submersa, sem telhado, naturalmente.
Com os meus 14 aninhos, só a meio da prova resolvi pegar na pesadíssima cana de 8 metros... Uma cana com que nunca gostei de pescar.
Mas teve que ser. Dentro da casa só entraram dois peixinhos...
Com a "pingona" de 8 metros chegava "para lá" do muro e ainda fui tirar dois pimpões.
Fantástico!!
Um quilo e tal de peixe, que deu para o primeiro lugar.
Foi, sem dúvida, um dos meus momentos mais inspirados de sempre!
No sábado seguinte, lá fomos nós à Junta de Freguesia receber os prémios.
Ser chamado para receber o troféu de primeiro lugar... soou a algo de importante ;)
De tal forma que já lá vão quase 30 anos e a memória ainda por cá anda.

E antes que a memória se desvaneça de vez, ficou aqui o registo.

Dia de aniversário especial

E porque não há uma sem duas (isto não é bem assim, pois não...) um post mais emocional.

O meu pai faria hoje 74 anos.
Muito ano, sem dúvida!... como eu próprio já o posso comprovar.

Ficam duas imagens de há 40 anos. Sim, quarenta...

O "Quim Noé" no seu terreno de eleição: junto ao rio Douro (albufeira do Carrapatelo) com uma cana na mão.


Aqui acompanhado das suas crias.


E para não esquecer de ninguém, os créditos à fotografa, a minha mãe.


Pelas praias do lado

Após mais uma enorme temporada sem contribuir com qualquer elemento, de espécie alguma, aqui volto eu ao caminho.
E não foi apenas no blog que não pus os pés. Os próprios caminhos não me viram nestes dois últimos meses.
E que mal! É que o arranque custa, e isso já eu sei.
Já passei por muitos, muitos "arranques".
Já não sabia o que era ficar a doer-me os músculos das pernas, os joelhos, as virilhas, os tornozelos, as costas, ...
Mas fiquei a senti-los, durante os "tradicionais" 3 dias.


De casa à "praia", passando por Vilar do Pinheiro, Labruge...



... Angeiras, Lavra, ...




O bonito colorido e a dura labuta dos pescadores e peixeiras de Angeiras.





Aveleda e casa novamente, sem passar pelo túnel do aeroporto que ainda está em obras...




17 quilómetros de uma boa voltinha, onde já nem o GPS sabia onde estava.
Foi preciso reiniciar o próprio instrumento para conseguir detectar satélites.
A ver vamos se não volta a acontecer...

30 junho 2015

À década sai a medalha.

Uma década de motos já merece ómenage!
Não é costume colocar por aqui fotos minhas, mas desta tem mesmo que ser.

Aproveitando o seu aniversário, o Moto Clube do Porto costuma comemorar, partilhando com os sócios que têm vindo a acumular selos do cartão de sócio às dezenas.
Desta vez calhou-me a mim, comemorando a minha primeira década de muitas actividades, em família. Uma família de "maluquinhos" destas máquinas de duas rodas.
Bons maluquinhos, portanto.
O MCP não é o típico motoclube, e com ele eu me identifico.
Não é um grupo de "feios, porcos e maus"... mas talvez "pouco bonitos, um pouco cheiinhos e maus feitios" ;-)

E por falar em mau feitio, o líder deles todos.
O Sérgio Correia, que há quase duas décadas (sim, duas e não uma), em 1997, me desviava para a minha primeira actividade ligada ao clube, a organização da prova nacional do Europeu de Trial.
Sendo o meu padrinho destas lides, foi das mãos dele que recebi, com muito agrado, a medalha dos dez anos.


À saída, como também é normal, a Morcegada.
Prova tipo moto rali, mas em formato nocturno e com muita animação.
Era meia noite e estava na hora da saída dos "duros".
Bem, dos duros e também da minha saída. Por mais uma vez eu não participei, mas estou quase como o Sporting: "pró ano é que vai ser!" ;-)


Obrigado à Delfina pelas fotografias.
De profissional, como sempre!

14 junho 2015

Medio e Grande, com o Gerês em fundo

Fim de semana de chuva e de trabalho durinho, mas saboroso.
Participação na organização do Gerês Granfondo 2015, com a "minha atlética equipa" do Moto Clube do Porto, desta vez virada para os homens de lycra, no ciclismo.



Com o organizador mor, Manuel Zeferino, sempre presente e sempre em grande.



No sábado, um aperitivo extra, a Subida (do Diabo) da Boavista.
Que esforço!!!!
Chegava a ter pontos com 26 % de inclinação!!!


Depois de uma noite semi-mal dormida, com episódio nocturno absolutamente isotérico (...), o dia acordava com uns laivos de azul.
Será que não vai chover?...
Nã...


As motos bem alinhadas, preparadas para mais uma etapa.


E os corredores, profissionais e amadores, amontoavam-se.
Faltavam uns minutos para a partida...


Circular no meio do pelotão não é pêra doce.
Não é mesmo!...
E por uma vez havia que parar, lá na frente, para os ver passar.


O posto de abastecimento, perto dos 70 km do Mediofondo, à hora que passaram os primeiros não teve clientes.
Deu para comer meia banana ;)


"Bem vindo ao Inferno", dizia a faixa colocada no início da escalada à Pedra Bela.
Aqui sim, dureza!!




Enquanto os acompanhava à velocidade que subiam, dava para fazer uns registos fotográficos e de movimento.
Sempre no meio do verde do Parque Nacional.



Ao contrário do ano passado, e de quase todos os meus colegas de equipa, este ano levei a Transalp e não uma BMW da Antero.
Sim, portou-se muito bem, como sempre.
Já nem se pergunta ;)



No final, antes da saída a caminho de casa, o pódio dos GrandeS fundistas.
E que gás com que os primeiros chegaram ao fim!


Terminando em movimento, o filmezinho que fiz durante a subida.