Este blog foi criado com o intuito de publicar os meus "feitos" extra curriculares e extra familiares.
Pretendo relatar, sempre que possível com apoio fotográfico, as actividades que desenvolvo como hobbie, quer seja de carro, moto, bicicleta, a caminhar, correr ou simplesmente fotografia.
Não é costume colocar por aqui fotos minhas, mas desta tem mesmo que ser.
Aproveitando o seu aniversário, o Moto Clube do Porto costuma comemorar, partilhando com os sócios que têm vindo a acumular selos do cartão de sócio às dezenas.
Desta vez calhou-me a mim, comemorando a minha primeira década de muitas actividades, em família. Uma família de "maluquinhos" destas máquinas de duas rodas.
Bons maluquinhos, portanto.
O MCP não é o típico motoclube, e com ele eu me identifico.
Não é um grupo de "feios, porcos e maus"... mas talvez "pouco bonitos, um pouco cheiinhos e maus feitios" ;-)
E por falar em mau feitio, o líder deles todos.
O Sérgio Correia, que há quase duas décadas (sim, duas e não uma), em 1997, me desviava para a minha primeira actividade ligada ao clube, a organização da prova nacional do Europeu de Trial.
Sendo o meu padrinho destas lides, foi das mãos dele que recebi, com muito agrado, a medalha dos dez anos.
Fim de semana de chuva e de trabalho durinho, mas saboroso.
Participação na organização do Gerês Granfondo 2015, com a "minha atlética equipa" do Moto Clube do Porto, desta vez virada para os homens de lycra, no ciclismo.
Com o organizador mor, Manuel Zeferino, sempre presente e sempre em grande.
No sábado, um aperitivo extra, a Subida (do Diabo) da Boavista.
Que esforço!!!!
Chegava a ter pontos com 26 % de inclinação!!!
Depois de uma noite semi-mal dormida, com episódio nocturno absolutamente isotérico (...), o dia acordava com uns laivos de azul.
Será que não vai chover?...
Nã...
As motos bem alinhadas, preparadas para mais uma etapa.
E os corredores, profissionais e amadores, amontoavam-se.
Faltavam uns minutos para a partida...
Circular no meio do pelotão não é pêra doce.
Não é mesmo!...
E por uma vez havia que parar, lá na frente, para os ver passar.
O posto de abastecimento, perto dos 70 km do Mediofondo, à hora que passaram os primeiros não teve clientes.
Deu para comer meia banana ;)
"Bem vindo ao Inferno", dizia a faixa colocada no início da escalada à Pedra Bela.
Aqui sim, dureza!!
Enquanto os acompanhava à velocidade que subiam, dava para fazer uns registos fotográficos e de movimento.
Sempre no meio do verde do Parque Nacional.
Ao contrário do ano passado, e de quase todos os meus colegas de equipa, este ano levei a Transalp e não uma BMW da Antero.
Sim, portou-se muito bem, como sempre.
Já nem se pergunta ;)
No final, antes da saída a caminho de casa, o pódio dos GrandeS fundistas.
E que gás com que os primeiros chegaram ao fim!
Terminando em movimento, o filmezinho que fiz durante a subida.
De forma equivalente ao que aconteceu este ano com o Campeonato Nacional de Todo-terreno, que acompanho há anos pela televisão mas que nunca tinha visto ao vivo, este ano fui ver a passagem das "biaturas"do WRC pelo centro de Valongo.
A grande diferença é que enquanto no CNTT vi os carros "àbrir", em competição, aqui foi apenas uma simples passagem, a uns tristes 20 km/h.
Ainda cheguei a pensar que algum dos participantes pudesse fazer chiar os pneus à passagem da rotunda, mas rapidamente a ideia se desvaneceu. Eles por e simplesmente não arriscam.
Já não é nada como era nos anos oitenta, em que cheguei a ir para a Nacional 13, à noite, ver a passagem dos carros na ligação para Vila do Conde. Com a "central" à frente ligada, encadeavam tudo e todos e passavam completamente a fundo.
De tolos, verdadeiramente. A loucura total, que atraía milhares de petrolheads para ver as grandes máquinas dos rallys.
Não admira que (quase) toda a gente diga que "dantes é qu'era"!
Mas não podia ser assim e foi por isso que acabaram. A segurança era baixíssima, a vários níveis, como infelizmente se veio a confirmar.
E como é que este evento surgiu?
Quem é que se lembrou que seria interessante obrigar os pilotos a fazer um desvio da autoestrada enquanto faziam a ligação do final do troço do Marão até à Exponor, zona de assistência, apenas para colocar um carimbo?
Não sei. Não cheguei a perceber...
Assim à partida parece uma boa ideia publicitária, para Valongo, que está a fazer um grande e meritório investimento a este nível e em vários desportos, motorizados e não só, mas neste caso não sei se correu muito bem.
A maioria dos comentários que ouvi, das centenas de pessoas que encheram as ruas da cidade, eram de quem estava a achar pouca piada.
"Carros coloridos a passar a baixa velocidade... É só isto?"
"Afinal quando é que começa?"
As expectativas saíram um bocados goradas...
Para mim correu bem, porque sabia ao que ia.
Deu para fazer uns belos (digo eu, pouco convencido ;) registos fotográficos e de "imagens moventes".