15 setembro 2012

Nascente do Rio Leça

Custou, mas cheguei lá.
À terceira foi de vez!
 
A nascente do rio Leça, marcada com baixo relevo em penedo e tudo.
Não é propriamente o que estava à espera.
Pareceu-me... artificial. E é!...
 

Mas é aqui que formalmente o rio Leça nasce e portanto o destino a que me tinha dedicado nos últimos 3 sábados.
Este último foi ainda mais curto, com uma distância total abaixo do 13 km, mas sempre deu para um "treininho"! ;-)

E agora que fiquei com o "bichinho", arranjei novo objectivo: chegar à foz...

09 setembro 2012

Leça - de Alfena à nascente

Gosto de caminhadas!
De caminhadas de natureza, principalmente.
De andar no monte, por entre terra, pedras e vegetação.
Mas gosto de caminhar, mais, muito mais, do que correr.

Depois de ter iniciado a "atividade" em finais de Março, com um primeiro reconhecimento pela serra da Santa Justa, e depois do passeio com um grupo de amigos, parei.
Nesta última semana resolvi voltar à carga.
E à carga a sério.
A ideia é chegar de Alfena à nascente do rio Leça, sempre a acompanhar, o mais possível, as suas margens.

Sábado passado foram 36 km. Ontem mais 20.
Uma distância considerável para mim, tendo em conta que as minhas deslocações são normalmente feitas sobre duas ou quatro rodas...



O percurso que fiz a semana passada é quase sempre plano, com apenas algumas subidinhas.
E é natural que assim seja, pois estamos no vale do Leça, já depois do rio ter descido das montanhas.
A maior parte do percurso, nesta zona, é feito em caminhos ou estradas com bom piso, empedrado ou asfaltado.
Só em curtas ligações usei caminhos de terra, por entre campos ou monte.


 

Pouco depois de entrar em terras de Santo Tirso, em Água Longa, surge um primeiro trilho pedestre marcado pelo município. Bem que o tentei acompanhar... mas não é fácil.
Já foi marcado nitidamente há uns largos anos e os sinais, pintados nos postes ou paredes, estão a desaparecer.
Além disso, parece-me que quem o marcou percebia "pouco da poda". Há imensos cruzamentos e entroncamentos sem sinalização e há rectas de 500 m, sem qualquer possibilidade de desvio, com sinalização a meio...
Ainda assim, é uma ajuda grande para quem anda a tentar fazer um reconhecimento de percurso, sem fazer antes uma preparação decente.




Ontem já não saí de casa a pé.
Levei o carro até ao ponto mais extremo que tinha atingido da vez anterior e comecei a pé a partir daí.
20 km parece menos (e é, claro! ;) mas deixaram de ser quilómetros planos para serem a subir.
E em alguns troços sobe de tal maneira que mais parece que estamos a escalar (usando as mãos para ajudar deixamos de caminhar e passamos a escalar, certo?)
Mas é esta precisamente a parte mais interessante em termos de paisagem ribeirinha.
Aqui, acompanhamos o Leça no seu percurso mais violento, saltando enormes penedos graníticos.
Como estamos no final do verão o caudal é mínimo, mas ainda tem alguma água...



As fotos deste post, como dá para notar, são de "qualidade telefónica".
Como a ideia inicial era apenas caminhar, fazendo um reconhecimento do reconhecimento, não pensei sequer em levar câmara.
No primeiro dia não senti grande necessidade, mas neste segundo dia... fiquei com a sensação que fiz mal. Nada, nunca, é só "isto ou aquilo".
A máquina fotográfica é uma necessidade física! ;)

E aí está ele, o trilho já marcado no google earth, com informação de altimetria e tudo.
A fazer num destes dias...




 

01 setembro 2012

Angola - #7.1

Fiquei "perdido" em Lubango.
Gostei da cidade, capital da província da Huíla, antiga Sá de Bandeira, mas não era razão para ter ficado, blogalmente falando (os termos que se vai inventando...), sem relatar nada durante mais de um ano... (Angola - #6.5)
 
O sétimo dia por terras angolanas começou cedo. O toque de alvorada foi dado antes do sol nascer.
Estava previsto ser um looongo dia!... para não variar e estranhar muito ;-)
 

É curioso, mas dois anos depois de lá ter estado, e apenas por passar revista ao registo fotográfico, vêem-me à cabeça alguns pormenores interessantes (esta viagem foi sem dúvida um enorme conjunto de pequenos pormenores interessantes!...)
O pequeno almoço desta segunda manhã no Grande Hotel da Huíla foi feito na companhia de cowboys. Provavelmente eles não gostariam do termo, mas os chapéus e os casacos de pele não enganavam. Por aquilo que nos foi possível perceber, ia decorrer naquele dia uma feira de gado e os grandes produtores da região estavam por lá.
Devia ser mesmo uma grande feira, pois os indivíduos falavam inglês. Da Namíbia? Da África do Sul? Cowboys... do velho oeste?...

O sol a despontar queria dizer que estava na hora de arrancar e de começar a registar pormenores.
Primeiro, o cartaz da região turística da "grande" Lubango. Este é mesmo à porta do hotel mas existem vários iguais.


Os primeiros raios que incidiam sobre as flores desta flame tree.
A fotografia não saiu exatamente como queria, mas ainda assim gostei do efeito da luz quente do início do dia, que incidia na árvore.


À porta do shopping Milennium um... avião?
Este shopping, que não chegamos a visitar, mas que pelos vistos é um dos atuais ex-líbris da cidade, está localizado na praça João Paulo II.
No meio da praça colocaram, um... avião?
Só vejo uma associação possível: em homenagem ao antigo papa, que tanto viajou pelo mundo, resolveram fazer-lhe um monumento de um... avião!
Será?...

 
Três casas, três referências clubísticas ;-)
Portas e postigozinhos verdes, em fundo branco.
Casa Azul. Será um armazém angolano da Loja Azul?
N'Gola em vermelho. Esta tem mesmo um SLB por lá escrito...




Hora de ponta Lubanguense.
Na principal estrada de acesso norte da cidade, curiosamente, havia mais trânsito a sair do que a entrar...


Esta oficina de reparação ainda não tinha aberto.
Os televiso vão continuar avariados por mais um tempo...  ;-)


Lubango ficava para trás.
A distância a percorrer neste dia era grande, mais de 400 km até Huambo.
Por ali não há autoestradas como as conhecemos por cá, pelo que o tempo é muito relativo.
Há estradas boas, com looongas rectas, e há estradas... muito más. As picadas em terra. Mas isso são já outras histórias...
Para já, adeus ao Cristo Rei.


 
Espero que o regresso ao tema não volte a ser daqui por mais um ano...
 

31 agosto 2012

Férias passadas - #3

Integrado no grupo de hotéis "Ô", onde ficamos hospedados em Monfortinho, existe o Clube de Pesca e Tiro.
Não, não levei a minha shot-gun de tiro ao faisão de pena azul nem a cana de pesca à inglesa, mas aproveitei as piscinas do complexo.
 
... Aproveitei...  a meio gás.
Da primeira vez que lá estive batia o dente e tremia como varas verdes, graças a uma infecção da garganta. Uma daquelas coisas que já é costume acontecer-me no inverno, mas no verão foi "uma primeirinha".
Coisas que aparecem e que passam só à custo de antibiótico...
 
Não deu para entrar na água mas o apontador direito ainda funcionava ;-)
 
Feitos verdadeiros profissionais, fomos os primeiros a entrar nas instalações e a aproveitar a frescura do ambiente, com um relvado circundante muito grande e muito bem tratado.
Tudo muito bom, por sinal!
 


 
Para a pesca desportiva existe no clube uma pequena albufeira, onde é também possível uns passeios de caiaque ou de gaivota.
À escolha do freguês, com uma tabela de preços condizente.
Há uns anos, quando lá estive, cheguei a dar ao pedal, mas desta vez fiquei-me pelo registo fotográfico das coloridas embarcações estacionadas no pequeno embarcadouro.






A barragem é feita num pequeníssimo curso de água (não lhe consegui descobrir o nome...), que desagua a pouca distância no rio Erges, aparentemente para efeitos de regadio.
E digo aparentemente porque nesta altura, em pleno verão, poderia estar a circular água para a rega dos campos a jusante, mas não.
O canal estava com aspecto de já não ser usado há uns tempos grandes...



Mas como o objetivo destas Aventuras Blogais não é a verificação do "funcionamento técnico" dos canais de regadio da Beira Baixa, deixo antes, na imagem seguinte, um pormenor de um possível esconderijo para o tiro ao pato.
Parece, mas será?

 
 

30 agosto 2012

Férias passadas - #2

O segundo dia de férias começou por ser dedicado à "recolha" de parte da família.
O escuteiro mirim cá de casa estava a terminar uma semana inteira no XXII ACANAC, ou seja, no acampamento nacional desta miudagem que se dedica às "boas ações".

Coitados!
Quando lá cheguei fiquei com pena daquela gente. É certo que estavam lá porque quiseram, mas não sei se estariam à espera daqueles 40 ºC à sombra.
Estava um dia de calor como eu nunca (nunca!) senti.
Estava QUENTE!
É que nem sequer se sentia a sombra tal era a temperatura da corrente de ar que fazia.
(estava a pensar em escrever brisa, mas este é um termo que faz logo lembrar algum ar fresco, o que não era minimamente o caso!...)



E se estava quente à hora em que a rapaziada trajada de calções esperava pelos autocarros, o que dizer de 3 horas depois.
Após o almoço em Idanha-a-Nova (terra que aprecio muito!) e enquanto atravessava a planície de regresso a Monfortinho, parei para fazer uma tele-fotografia.
QUARENTA e DOIS graus???...


Nunca antes senti tal temperatura.
É absolutamente impressionante! Tórrido!
Coitada da bicharada que não é capaz de arranjar, pelo menos, uma sombra enquanto o sol baixa "qualquer coisa"...


A chegada ao hotel, através das sombras das frondosas árvores do seu jardim, fazia adivinhar um certo fresquinho...
... mas qual quê? Que nada!
Os mais de 40 ºC mantinham-se mesmo por ali!



Só se estava bem era no interior, em ambientes com ar-condicionado, ou debaixo de água.
Isso, literalmente debaixo de água!



Ao final do dia já se aguentava.
Aproveitei para uma voltinha pelas sombras de um dos trilhos pedestres, marcados pela câmara de Idanha.
Não o fiz todo, mas ainda deu para fazer parte do trilho que segue junto às margens do rio Erges.
Do outro lado é Espanha.
As árvores são deles, os reflexos já são nossos ;-)


A serra de Penha Garcia não estava a arder.
Era mesmo do pôr do sol, que tinha acontecido há uns minutos.


Hora de recolher, mas antes uma nova paragem para o registo nocturno da piscina do Astória.
Agora sim, já se respirava, mas a temperatura ainda rondava os 30 ºC.
Venha lá o ar-condicionado!...