13 abril 2011

ReconhecimenTTo pelo Douro Superior

Magnífico. Memorável. Fantástico.
Difícil é escolher um único adjectivo para caracterizar o último fim-de-semana, passado "lá em cima" no Douro Superior.




Se em 2009 já por lá tinha andado "perdido" aos comandos da Transalp, desta vez a montada não tinha uma, mas 4 rodas motrizes.
Com o Pajero Pinin as sensações são diferentes mas a beleza do local continua em alta. A beleza, os aromas inebriantes e a companhia.
Em preparação de um passeio para os amigos do Clube Audio TT, andei por terras do Douro Superior em companhia da Mónica, a minha co-pilota preferida ;-), do Rui Martins e da Luz, no seu sempre fiel UMM Amarelo.




Tendo viajado na sexta-feira ao final da tarde, chegamos a Freixo-de-Espada-à-Cinta já de noite.
O local escolhido para passarmos as duas noites, por estas terras do Alto-Douro vinhateiro, foi uma das Moradias do Douro Internacional, na Congida, geridas pela CM da localidade de Freixo.
Um local fantástico, junto ao rio Douro, onde as casas estão disfarçadas, "enterradas", nos socalcos da encosta.
Calmo. Pacífico. Relaxante. Onde só se ouvem os pássaros.
Para quem gosta de shoppings e de confusão, a Congida não serve...




Em 2009 já lá tinha passado uma noite, mas com a "pressão" da prova do WTC, que obrigou a passar hora e meia com a preparação da estratégia do dia seguinte, não deu para disfrutar convenientemente as instalações e o ambiente.
Desta vez, pelo contrário, as noites foram bem relaxadas.
Tendo acordado bem cedo nos dois dias, as manhãs permitiram apreciar o ambiente que se vive nestas terras.
Ver nascer o sol aqui é mágico.




Mas afinal, nós não estávamos lá para disfrutar, mas para trabalhar!
Há que partir à procura dos maus caminhos que a região tem para oferecer.
O WTC tinha permitido fazer uma selecção de alguns dos pontos de interesse, mas havia que definir um percurso "em linha" e fora-de-estrada.
Mas este vai ser um passeio com um toque ligeiramente diferente daqueles que são normalmente os passeios do Audio TT.
Será um passeio essencialmente turístico, com muita, muita, paisagem para absorver!




Mas se alguns dos estradões da região foram recentemente alcatroados, a componente TT também está assegurada.
Caminhos de terra batida, entre campos, ou pelo meio das serranias, caminhos planos, junto ao rio, ou nos picos mais altos, ao lado de vários marco geodésicos.
Fiz uma selecção de algumas (das muitas) fotos que fomos fazendo ao longo dos dois dias.
Assim, sem uma explicação, não dá para perceber tudo, mas acho que já dá para perceber alguma da beleza da região.
Digo eu, convencido! ;-)




Para sábado está prevista uma visita guiada à vila de Freixo-de-Espada-à-Cinta, "oferecida" pela Margarida, pelo que, quer a parte da manhã, quer a parte da tarde, foram feitas "à volta" da localidade.
De manhã para sul, com uma passagem num dos pontos que retive, logo em 2005, quando por lá passei no Lés-a-Lés desse ano: o miradouro de Penedo Durão.
Não se esquecem aquelas longas vistas, sobre o Douro e terras espanholas, e menos ainda os abutres, grifos e águias, gigantes passarões que teimam em pairar sobre as nossas cabeças...




De tarde fomos para norte.
A passagem na aldeia de Mazouco permitiu observar uma pequena localidade com casas antiquíssimas, muitas abandonadas, mas com algumas crianças pelas ruas, a brincar.
Por ali estamos bem no interior do território mas, ao contrário do que tem vindo a ser normal, esta região não foi abandonada. Os campos e montes estão bem aproveitados a nível agrícola, tendo como resultado a fixação da população.
Nesta parte do passeio temos algumas das maiores dificuldades a nível de TT, mas ainda assim nada de muito especial: alguns corta-fogo bem compridinhos e umas veredas em encostas bem verticais... "logo ali".




E para finalizar em grande esta crónica, falta ainda referir a bela da posta, a vitela e o polvo à lagareiro.
Tudo pratos típicos da região, testados e avaliados (e que bem!), tanto em Freixo como em Torre de Moncorvo, localidade onde irá terminar o passeio.
Depois de cerca de 60 km, no domingo chegamos a Moncorvo cheios de vontade de provar a comidinha local.
Mas só nos consideramos satisfeitos depois de experimentar outro dos produtos típicos: as amêndoas, ao natural, com açucar ou com chocolate. Ali, no centro, junto à igreja.
Vamos lá voltar, com certeza! ;-)


E agora pessoal?
Vamos lá a marcar a presença?

26 março 2011

15 "Guerreiros" em forte combaTTe

Aproveitando o facto de ser "obrigado" a escrever umas linhas oficiais para o site do Moto Clube do Porto, aqui fica a notícia do passeio que "dirigi" no passado domingo...
...enquanto me preparo para o dia de amanhã, com os amigos do Clube Audio TT.


O primeiro dia oficial da Primavera 2011 revelou-se magnífico para o grupo de 15 “pilotos” que se fizeram aos caminhos entre Tibães e Esposende neste domingo, 20 de Março. Um dia de muito sol e temperatura surpreendentemente alta, que contrastava em absoluto com o tempo que se fez sentir no primeiro MCP Pro-Capelinhas, em Novembro último.

Eram já 10 da manhã, em frente ao recuperado mosteiro de Tibães, e com um “chefe-de-fila” que se estreava como tal, quando partimos para os maus caminhos, em montadas maioritariamente Trail... É que entre as bem adaptadas ao fora-de-estrada: Transalp, Africa Twin, GS, Tenéré e a única clássica que voltou a repetir o passeio, a Yamanha DT 250 MX, voltaram a estar presentes a CBF 250 e a Innova 125 do Henrique Maia e Fátima Silva.
Mas não é pelo tamanho da sua montada que se medem os pilotos!


Sendo um passeio classificado como de dificuldade média-alta, não foi isso que impediu a participação de dois novos sócios, Roberto Gomes e João Rendeiro, que se estreavam neste tipo de passeio. Mesmo com os trilhos em bastante mau estado devido às fortes chuvas do inverno que se despedia, a primeira parte do percurso fez-se em bom ritmo. Com mais ou menos escorregadela nas poças de lama ainda persistentes, com mais ou menos atravessadela devido às enormes pedras do caminho, todos demonstraram verdadeiro domínio das máquinas. É claro que um ou outro “deixa-tombar-para-o-lado” também aconteceu, mas isso, como todos os que fazem fora-de-estrada, seja em Enduro ou Trail, sabem que acontece.
É natural como... a própria sede que começou a fazer-se sentir devido ao imenso calor que fazia.


Logo numa das primeiras paragens que se fez para admirar a paisagem, no final da escalada ao alto do monte do Facho, já em terras de Barcelos, houve quem se tivesse despido, quase por completo, para tirar metade do equipamento que tinha vestido por baixo.
Senhoras, vamos lá a fechar os olhos...


Há hora prevista, junto à capela da Senhora da Boa Fé, paramos para o programado lanche de meio da manhã. Sandes mistas, rissóis e pasteis, acompanhados por umas minis e uns sumos. Mesmo naquela altura em que a fome começava a fazer-se sentir. Que bem que soube! Obrigado à Fárima, à Raquel e ao nosso vice, Sérgio Correia, que, não podendo participar no passeio por estar de “perna ao peito”, aproveitou para, pelo menos, matar um bocado o bichinho.

E foi pouco depois do intervalo matinal que tivemos o maior obstáculo do passeio: uma descida muito íngreme, em terra mole, que causou algumas dificuldades. Nada que a entreajuda entre todos os participantes, já bem conhecida destes passeios, não resolvesse. Segurando as motos dos dois lados, dando indicações, filmando!!!!!, todos se ajudaram mutuamente e lá se ultrapassou o obstáculo.


A hora da refeição, no restaurante Real foi muito bem passada, em amena cavaqueira e troca de experiências. A cerveja refrescou as goelas secas e acompanhou as costelinhas, a vitela e o lombo, servido em boa quantidade. No final, já de estômago apaziguado, ninguém fazia intenções de dar por terminado o passeio. Todos queriam continuar.
Continuamos pois, que já se fazia um pouco tarde relativamente à hora programada.

Da parte da tarde voltamos a encontrar novos obstáculos dignos desta designação. Numa das subidas que já tínhamos feito em Novembro, as regueiras e a quantidade de pedras lançadas pelas correntes de água eram tão grandes que ninguém se lembrava que já por lá tinha passado.


Mais uma vez a mão de obra foi necessária e a entreajuda voltou a entrar em campo. Desta vez as câmaras de filmar, mais do que as fotografar, entraram também em campo, permitindo ter uma boa ideia das dificuldades do percurso.

Até ao final ainda se encontrou uns pontos de vistas magníficas, como o da capelinha junto ao marco geodésico de S.Gonçalo ou o do Castro de S.Lourenço – Vila Chã. Atravessamos a vau um pequeno curso de água e algumas poças de lama que ainda subsistiam, o que fez as delícias deste grupo de aficionados.


A chegada ao final do passeio, junto ao farol do estuário de Esposende, fez-se já com o sol a cair sobre o mar. Tinha sido um dia cansativo mas muito bem passado, que terminava ali, na esplanada mesmo em cima da praia.
Trocaram-se mais algumas experiências vividas na primeira pessoa, enquanto se voltava, pela última vez, a sacear a sede.
A opiniões foram unanimes: um percurso de dificuldade elevada, apontada sobretudo pelos rookies, mas que todos gostaram de fazer. Com um grupo assim, com toda a atitude de entreajuda demonstrada, consegue-se ir a qualquer sítio e voltar.

… mas não é a qualquer sítio que se pretende ir já no princípio de Maio.
O destino está já marcado e é Montalegre. A vontade e o interesse já paira...

14 março 2011

Corrida do Pai

E antes que passe a pica, aqui fica um rápido registo da minha ocupação matinal de ontem.

Agora virei-me para profissional do atletismo e esta foi a primeira participação do ano com a equipa do Moto Clube do Porto, na Corrida do Pai, organizada pela Run Porto.

Estes são sempre eventos muito interessantes e divertidos, mas o que continuo a achar mais curioso é ver milhares de pessoas a mexer (desta vez foram mais de 12 mil !!!) entre atletas profissionais, amadores e meros interessados em fazer os 6 km de caminhada.
Amadores da vida ao ar livre que vão, literalmente, dos 8 (meses, em carrinhos empurrados pelos pais!) aos (mais de) 80 anos.

A minha equipa, equipada e formada, antes da partida.


Imediatamente antes do tiro de partida.


Uma verdadeira onda azul, que se estendeu ao longo de quilómetros na marginal do Porto.


Este pessoal é que trabalha!!!
;-)))


E pronto, mais um trabalho (bem) feito.



12 março 2011

Angola - #6.1

No sexto dia por terras africanas não acordamos tão cedo como nos anteriores.
O dia anterior tinha sido longo, sempre em viagem, e este não ia ser "pior".
Ainda assim, às 9 da matina lá estávamos nós a sair para tomar o pequeno almoço no restaurante do antigo, mas ainda muito interessante e confortável, Grande Hotel da Huíla.


Há que pegar no batente!

O objectivo do dia era visitar Namibe, a cerca de 180 km de Lubango.
A distância não era muita, mas sabíamos dos muitos motivos de interesse pelo caminho, daí não termos feito uma grande volta diurna de reconhecimento à cidade.
A imagem seguinte é da praça principal, onde se localizam alguns dos edifícios mais importantes, como o do governo provincial da Huíla, com um "monumento à bola" mesmo em frente.


Ainda antes de arrancarmos em direcção à costa fizemos uma paragem num mercado tradicional da cidade.
Não entrei.
Fiquei no carro a aproveitar para registar mais umas cenas coloridas...


Não estava à espera era de tanta "cor"!...
A rapariga da fotografia seguinte, que estava sentada no grupo de vendedoras da imagem anterior, veio imediatamente ter comigo quando percebeu que eu tinha "disparado" contra ela.
Veio pedir dinheiro.
Depois de alguma negociação, pela primeira vez, e única até agora, "paguei a uma modelo" para fazer uma fotografia.
Quarenta cêntimos bem gastos. Digo eu! ;-)


Cidade pacata, colorida e que gosta de futebol, esta Lubango.
Aos pés de mais um importante monumento da antiga Sá de Bandeira - o da Sra. da Serra, a João de Almeida, antigo governador da província da Huíla, há cem anos - mais uma das "bolas de futebol" que ainda se mantêm por lá, depois do CAN 2010.
  

Estando Lubango já na chamada região dos planaltos, a cerca de 1750 m de altitude, o caminho de Namibe obriga a subir ainda mais, logo à saída da cidade.
Estes primeiros quilómetros foram feitos numa escalada a passo de caracol, atrás de fumarentos camiões carregados...


Toda esta região é conhecida pela sua enorme produtividade agrícola.
A criação da localidade, aliás de toda a região da Huíla, pelos portugueses, teve precisamente o objectivo de aproveitar a sua riqueza agrícola. É curioso, mas antes de começar a ser colonizada pelos portugueses - madeirenses, principalmente - não havia praticamente habitantes nestas região.
Os censos de 1901, ano em que é criada a vila de Sá de Bandeira, registaram "1575 habitantes no Lubango, sendo 1248 da raça branca". Curioso, não?
Segundo a informação mais recente que consegui recolher, o município de Lubango tem actualmente quase milhão e meio de habitantes, que continuam a ser, a maior parte deles, agricultores ou que vivem de alguma forma da terra.


O dia ainda vai ser longo...
Para já, fico-me por mais uma curiosidade: um autocarro (Toyota, é claro!) equipado com snorkel.
Não é, com certeza, nestas estradas de asfalto que ele faz falta...



05 março 2011

Pró-Capelinhas versão 2.1

Em Outubro de 2010 fiz um passeio fora-de-estrada, de carro, que já repeti 3 vezes de tão bom que foi.
Mas as 3 repetições foram todas feitas... de moto. De TTransalp.
A primeira das quais foi logo no dia seguinte, em reconhecimento.
Será que de moto se conseguia fazer aquilo que se fez de carro?
Sim!
Se de início me custava a acreditar, agora já parece normal.


No dia 14 de Novembro lá reunimos o maior grupo de sempre de motocicleteiros TTrailistas, ligados ao Moto Clube do Porto.
Uma imensa "gangada", de novas e bem antigas Trails, preparadas para os maus caminhos.



E precisamente de maus caminhos se tratava!
Se no fim-de-semana do passeio de carro e de reconhecimento de moto estava um tempo fantástico, de sol e piso seco, no dia deste passeio estava molhado.
Muito molhado. Muita lama!
Muita diversão nos esperava, portanto ;-))



No entanto, devido a uma certa... "confusão das senhoras" que ficaram de nos levar o lanchinho para meio da manhã, tivemos que encortar em cerca de 40 % o percurso e dirigirmo-nos directamente para o restaurante.
Mas também não ficamos mal servidosl! ;-)


Depois do almoço o percurso tem sempre tendência a parecer mais suave. Mais soft...
O acompanhamento do almoço, seja ele branco ou tinto, amacia qualquer "cratera" que apareça à frente!!
Pobre coitada, as coisas que tem que aguentar :-)


A última parte do dia foi a mais molhada.
Não que estivesse a chover, pelo contrário, mas porque as poças de água e lama eram consecutivas.
Fiquei com sensação que tivesse feito de carro, com este piso, a coisa iria ser bem mais complicada do que foi um mês antes...
Pelo meio da floresta, aqui vamos nós!




Quanto às capelinhas do título... aqui fica uma, quase no final, já bem perto de Esposende.
O percurso compreende (quase como o meu percurso casa-trabalho ;-) vários quilómetros dos caminhos de Santiago, pelo que passamos ao lado de uma série grande de pequenas capelas, daí o nome atribuído ao passeio.
(... série grande de pequenas... Bonito! ;-))


A terceira repetição do percurso foi feita no passado domingo, novamente em reconhecimento para uma nova tentativa de fazer o passeio por completo.
Está... bem mais complicado, depois da muita chuva de todo este longo inverno.
Muito mais lama (embora com menos água, porque voltou a estar um dia de sol) e muita pedra rolante.
Uma grande aventura nos espera para o próximo dia 20...


Logo a seguir ao passeio fiz um filmezinho, que cheguei a publicar no youtube, mas nunca mais disponibilizei as fotografias...
Aqui fica a série completa de fotos e, para quem ainda não o viu, aqui fica então o filme.