06 maio 2010

Resende em movimenTTo

Com autoria da Ana PAS, aqui fica um filmezinho do fim-de-semana passado, algures no monte perto de Resende.

O Pajero Pinin só teve direito a 2 segundos de filmagem, mas são logo os primeiros.
;-)



Daqui por uns dias deve aparecer por aqui mais um relato e fotos do mesmo, as usual!

04 maio 2010

Páscoa Florida

Páscoa?
Sim! No dia de Páscoa!

O colorido da natureza, que todos os anos se repete na Primavera.
Três olhares macro deste renascimento pascal.



02 maio 2010

TransPisões II

A segunda parte dos TransPisões, ou seja, em torno da albufeira de Pisões, ou Alto-Rabagão, tardou mas não faltou.
Em 13 de Março por aqui andei, acompanhado pelos amigos do Clube Aúdio-TT.


Dois grandes momentos do passeio:
O momento "Serralves".
;-))


E o momento "pastor de gado"!
:-)))


Mas nem só de divertimento se fazem estes passeios.
Há também as partes sérias... (será?... :-)
Aqui está uma dessas partes, mais a sério, em termos de Todo-o-Terreno: uma travessia a vau de uma ribeira.
Tinha chovido muito nos dias anteriores e a dificuldade poderia estar bem complicada.
Mas não, fez-se muito bem, muito facilmente, para desencanto de muitos!...
;-)


O Pinin feito em submarino!...
:-))



O dia já ia longo e Vilarinho Seco já não estava longe.
Faltavam os últimos trilhos, mas nem por isso os mais fáceis...
A água continuava a abundar e agora os muros a estreitar.


Na última subida o cheiro a cozido já pairava no ar!...
;-)
Mas agora é que as coisas se complicavam...
O ano passado tínhamos feito esta passagem a descer (coisa que o Pajero Pinin não gosta muito...), mas agora era a subir.


É que a descer o Pinin tem tendência (natural!) a raspar com o a protecção da frente, que é a sua parte mais baixa.
Como o diferencial de trás está "bem lá em cima" e o ângulo de saída é enorme, a subir é muito fácil de controlar. Ainda assim, raspou em três sítios.
É que os degraus não eram propriamente pequeninos, como (até) dá para notar pelas fotos!...


Mas muito bem se chegou lá cima, por entre pedras, calhaus e... mais pedras.
Antigo caminho romano, não admira, né?
;-)

Chegamos!
O restaurante é daqueles que só lá vai quem conhece. Praticamente não tem indicação à porta e menos ainda em placas de beira de estrada.
Fica uma imagem do mesmo para se ter uma noção do que é que estou a falar.



Mas o que interessa de um restaurante não é a sua fachada, nem na realidade o interior.
É mesmo o que se come e o que se bebe.
E o que se come é um dos melhores cozidos à portuguesa deste nosso Portugal, e o vinho também ajuda!
Pena que não tenha dado (nunca dá!) para comer tudo.
Vai um enchido?


Não me parece que alguém tenha ficado mal servido, nem de TT nem de cozido.
Foi realmente um dia muito bem passado, em boa companhia e em paisagens fantásticas!


Mais uma vez o meu obrigado à organização e, em particular, a este senhor atrás do vidro:
O Rui Martins, que além dos reconhecimentos tinha ficado para trás, mesmo no final, atascado na contagem das notas, sem ninguém para o desastascar!
:-))


27 abril 2010

Sai da frente pinheiro, que eu vou matar-te!!

E foi em grande espíriTTo de liberdade, e por terras da reforma agrária, que vivi este fim-de-semana, do 25 de Abril de 2010.

Onze sócios do Moto Clube do Porto, e quatro acompanhantes femininas, deslocaram-se às planícies de Alter do Chão para aprenderem as melhores técnicas de condução em fora-de-estrada em motos Trail, num curso organizado pelo MotoXplores.
Para a maioria, a deslocação para a herdade do Monte Redondo foi feita ainda na sexta-feira, tendo-se realizado uma paragem à saída de Abrantes para um belo e animado repasto. Chegados ao local já perto da meia-noite, e tratadas as normais formalidades hoteleiras, rapidamente fomos descansar, uma vez que o dia seguinte previa-se fisicamente “puxadote”…


Começamos a formação de condução sentados, não nas motos…, mas em belos cadeirões antigos, de pele, onde nos foi feita a apresentação genérica do curso, dos formadores e das primeiras técnicas e aspectos relevantes à condução fora-de-estrada. Por exemplo, foi-nos explicado que o curso pretendia transmitir as melhores técnicas para uma condução equilibrada e relaxada e não no sentido de competição “à la” Hélder Rodrigues.

Mas não era estando encerrados numa sala que iríamos aprender a conduzir melhor! Junto às motos, começamos por realizar os necessários ajustes à pressão dos pneus, à inclinação dos guiadores, e outras adaptações à montada, necessárias para a condução em fora-de-estrada, tão diferente da condução em estrada.
A saída para a pista “relvada” fez-se com todos já cheios de vontade de aprender as apregoadas técnicas de equilíbrio para não deixar tombar as nossas big Trail, nos piores estradões dessas serras e vales…
Como? Não deixar cair? Claro que ela vai cair. Mais tarde ou mais cedo, vai cair. É garantido!!
Assim, a primeira coisa que há a fazer é aprender a levantá-la!
Que linda visão que ocorreu naqueles 5 min: uma verdadeira “plantação” de big Trails, todas deitadas num pasto alentejano. ;-)
E foi precisamente aqui que tive o único problema “mecânico” do fim-de-semana: a Transalp, que já tinha tombado umas dezenas de vezes sem estragar nada (já estava habituada aos maus tratos, portanto!) não gostou de ser “pousada com miminho” e… lá ficou com um espelho estalado. Ele há coisas!...


E há que fazer “figuras”, num treino mais apropriado para concorrer ao “Carrossel da GNR”.
Só com uma mão. Só com uma perna. Agora com o pé esquerdo no estribo direito…
Isto, sempre às voltinhas em torno da oval campina.
E a posição de “pega de touro”, com o peso todo em cima da perna de “fora”? E não é que resulta mesmo? Aquelas curvas apertadas que até então me pareciam impossíveis, em velocidade super-reduzida, estavam finalmente ao meu alcance. E não só a mim. A todos, mesmo aos menos “cromos”, como passamos a ser tratados. ;-)

O almoço saiu já tarde, pois ainda fomos dar uma voltinha à herdade, mas saiu em bom. Muita “pasta” para a energia voltar aos níveis normais e necessários de funcionamenTTo, e lá voltamos nós aos treinos.
Travar, e travar a fundo, foi uma das técnicas treinadas já da parte da tarde de sábado. Em ambiente controlado, aqueles “riscos” na terra iam crescendo à medida que se ganhava confiança.
Só com a roda de trás (aquela que não serve para parar mas apenas para controlar) e com mais pressão dum lado, e depois do outro, para atravessar para um lado, ou para o outro. Julgava eu que sabia travar em terra, mas aprendi agora a travar de forma mais controlada.
Agora quando cair já vou cair a maior velocidade, pois já sei travar melhor e o limite do “Ai fod#-%& !!” (os termos que nós aprendemos!-) já está bem mais avançado!!
;-))

No final do dia, já com o sol a pôr-se ao fundo da planície, fomos fazer um percurso fantástico. O Alentejo está verde e florido. Lindo e perfumado!
Fazer alguns single-tracks entre flores amarelas, azuis e brancas é uma das imagens que mais me ficou na retina.
Usando muitas das técnicas que aprendemos durante o dia foi uma verdadeira curtição. É que a técnica, quando aplicada devidamente, vale de muito!
Cansados, mas muito satisfeitos, chegamos ao final do dia!
Depois do jantar ainda houve tempo para uns jogos de cartas, para uns, de bilhar para outros (dominado por um certo “cromo da bola e do taco”, moi même! :-)) e para a visualização, a muuiiitoo baaaiixaa velocidade ;-), de alguns filmezinhos realizados durante o dia de treinos.
Xix’i cama”, que amanhã há mais…

Completamente formados e equipados a rigor, lá estávamos nós prontos a arrancar à hora marcada.
Deste último dia destaco o treino de inversão de marcha em subida íngreme, sem esforço. E repito, sem esforço, pois foi disso mesmo que se tratou. É que deixou de ser uma coisa verdadeiramente assustadora (porque o era, para mim, até então!) para uma coisa relativamente simples.
Destaco também a subida íngreme (íngreme mesmo!) em inércia. Chegar ao topo e parar para permitir visualizar os obstáculos à frente, que antes estavam escondidos.


Enfim, um fim-de-semana de muito saber adquirido, que valeu muito a pena!
No final, e resumindo, para todos os que lá estiveram fica a grande máxima:
“Olhar para a frente e dar gás!”
E não é que resulta?
;-))

Parabéns aos quatro formadores da MotoXplores, e em particular ao Carlos Martins pela excelente “finesse” com que nos formou durante o fim-de-semana. Além de um grande, enorme, domínio da máquina (uma BMW HP2), demonstrou ainda uma grande capacidade de transmissão da mensagem, nem sempre fácil neste domínio.


E de lá saímos nós, com um diploma de “excelente desempenho” conseguido!
Estão também assim de parabéns todos os participantes do curso, em particular os dois elementos femininos, a Fina e a Catarina, pelo grande empenho e vontade demonstrada.
Voltamos cheios de vontade de experimentar as novas técnicas já no próximo passeio para Trails do MCP.
E não é que é já aí ao virar do mês, no dia 9 de Maio?
Bora lá?
;-)

10 abril 2010

Pinin em resposta

Aproveitando uma resposta a uma mensagem que foi colocada aqui no Aventuras Blogais (na forma de comentário), deixo um post "de texto" com mais uma apreciação sobre o Pajero Pinin.
Uma apreciação muito objectiva, é claro!!
;-)

CA:
Olá!
De facto o teu site é o maios completo sobre o pinin.

Caro Celso,
Quando comprei o Pinin não havia quase nada na net sobre ele.
Neste momento já há muita coisa, desde filmes a descrições de utilização.
Agradeço o comentário sobre o meu blog.
 ;-)

CA:
Fiz um percurso jipesco samurai 1000 - jimny 1300 - jimny canvas top 1300. Gosto muito dele por ser pequeno, altinho e cabrio. Mas tentaram-me para troca-lo por um Pinin. O Jimny tem redutoras, trancando apenas o diferencial central. Em dificuldades patina uma roda por eixo. Ao que percebi isso nao acontece no Pinin.

O Jimny é realmente um carro muito diferente do Pinin.
Cheguei a andar com dois 1300, alugados, em Cabo Verde, está quase a fazer 10 anos...
Gostei muito do pequeno Suzuki, mas quando testei o Mitsubishi Pajero Pinin, dois anos depois, percebi que é "muito mais carro".
A diferença de motor fá-lo "disparar" em relação ao Jimny.


Em termos de TT, o Pinin tem o mesmo sistema de transmissão dos irmãos mais velhos, Pajero, o que significa que não há melhor!
Tem 4 posições: só tracção atrás (o que torna o carro muito mais divertido para uns drifts ;-); com tracção às 4 rodas, em altas e diferencial central "solto"; 4 rodas-altas, com bloqueio central; 4 rodas-baixas, com bloqueio central.

CA:
Tu consegues eficazmente em redutoras ter as 4 rodas a puxar efectivamente?

Com o bloqueio central consegue-se distribuir, de forma fixa, 50% da potência para a frente e 50% para trás.
Não tem bloqueio atrás (como o Pajero 2800 - e a partir daí - tem) mas já se safa muito bem na maioria das situações.

Para TT tem um problema principal, que é o facto de ser baixo, e daí não há grande volta a dar...
Se leste as minhas análises, o meu está subido em 3 cm na suspensão (molas e amortecedores) e com os pneus consigo mais 3 cm, o que resulta numa grande, enorme, diferença, mas continua a não ser minimamente comparável, por exemplo, a um Vitara preparado "em altura", como já vi alguns, com 20 e tal cm de incremento...
Na volta, consigo ter um carro equilibrado, que funciona muito bem no dia-a-dia, que é 90% da utilização que lhe dou.

CA:
O chassis é monobloco, ou chassis + carroceria?


É monobloco, como a grande maioria dos novos carros TT, como por exemplo o Pajero e o Discovery, que têm grandes prestações em fora-de-estrada.

CA:
Em termos de consumos, a diferença eh um bocadito, pois o meu faz cerca de 8 litros.

Sim, é verdade!
E quando começares a andar com ele vais ver que não consegues fazer os consumos que eu faço e que registei no blog.
Como o carro anda muito mais do que o Jimny, ... apetece andar mais ainda! Só que isso ressente-se, naturalmente, nos consumos, que conseguem facilmente chegar aos 11/12 L/100 km.

CA:
Sei que és apaixonado pelo teu carrinho, mas gostava de ter uma opinião, para além do que li. Tipo despesas de manutenção e aventuras com os injectores.

Com despesas... para já não me posso queixar muito.
A manutenção é a normal de um carro... normal.
A última revisão que fiz, dos 90 mil km, levou velas (que são especiais e bem carotas!), óleos e filtros, e na próxima vai mudar correia de distribuição.
Tenho ainda o cuidado de pedir sempre na revisão para fazerem uma limpeza, com spray apropriado, da cabeça e injectores.
O mecânico que me fez o serviço (o Guilherme, da X-Ray, aqui em Alfena) disse-me, desta vez, que nem seria necessário, pois estava tudo muito limpo, sem qualquer crosta de carvão (e esse é um problema dos motores de injecção directa)
Nada de especial, portanto, até porque nunca estraguei nada em TT. Mas claro que pode acontecer!...

CA:
Já agora ... parabéns pelo site.

Já agora, obrigado!
;-))