16 janeiro 2010

Estalactites dente-de-sabre

E é isto!

Já me tinha parecido no próprio dia, mas agora confirmei.
A recordação maior que o Gonçalo trouxe da nossa pequena snow trip não foi nem o excelente bacalhau que comemos em Padronelo, nem a luta de bolas de neve que tivemos no cume da Aboboreira.
Foi a paragem que fizemos para ele brincar um pouco com os pingentes gelados.

Aqui está essa lembrança, na forma de registo artístico ;-)



Apreciei, sobre-maneira, a visão que ele tem do Pajero Pinin, de um carro longo e rápido (mostrado no desenho pelo fumo a sair disparado dos 2 escapes que tem!!)
Gostei!
:-))

11 janeiro 2010

Bbbbrrrrr.......

"Se está a nevar em Alfena, no Marão deve estar tudo branquinho!"
Pensei eu, de forma totalmente inocente, neste domingo de manhã.
"E se lá fossemos espreitar? Aproveitávamos e almoçavamos por lá, na Campeã."
Totalmente inocente, claro!
;-))

Já imaginava, com os nossos serviços de protecção civil super-hiper eficientes, que as estradas para chegar lá cima estivessem fechadas.
Imaginei bem!
Logo no nó de Padronelo aparece um carro da GNR a cortar o acesso.
"A nacional 15 também está cortada?", perguntei eu ao senhor agente, mais uma vez de forma inocente.

É claro que estava. Mas não há problema!
Desço novamente a Amarante e desvio para Fridão, onde começamos, por diversas vezes, os passeios de Trail organizados pelo Tosta.

Aqui, já no início da subida, perto de Olo, onde entramos em terra gelada, ligeiramente coberta por uma fina camada de neve.
Paisagens bonitas, estas!


Um pouco acima, uma pequena corrente de água que se tinha tornado numa nascente de estalactites congeladas.
O Gonçalo é que adorou brincar com a sua espada de He-man. ;-)
Só não apreciou muito o punho gelado, que não dava para a segurar durante muito tempo!...


Mas se até ali foi fácil de chegar, perto do cume as coisas tornaram-se mais sérias.
O muito vento levantava a neve, provocando fortes turbilhões gelados à nossa volta.
As fotos, mais uma vez, traduzem mal as dificuldades sentidas, mas a coisa esteve mesmo negra.
Ou melhor, branca!
:-)))


Mas a pior parte foi mesmo sair de lá.
Depois de perceber que seria mesmo impossível, por ali, chegar à Campeã (até porque precisaria de voltar a atravessar a cortada IP4) resolvemos voltar a Amarante para almoçar.
Descendo agora a montanha pela estrada, passando por Covelo do Monte, verifiquei que o asfalto estava coberto de gelo, com cerca de 1 cm, e depois com mais 2 cm de neve por cima. Qualquer toque no travão, por mais ligeiro que fosse, fazia atravessar o Pajero Pinin.
Estava incrivelmente escorregadio!!!


Dois quilómetros abaixo da completamente gelada aldeia, e logo depois de passar uma ponte sobre um pequeno rio, encontramos um Honda Civic.
Tinha tentado chegado à aldeia mas, depois de chegar àquele ponto, não mais conseguiu avançar. Nem para trás, nem para a frente!
(ele há artistas!... e a Mónica achava que eu é que era o maluco ;-))

Pela segunda vez, em apenas um mês, voltei a usar a cinta de reboque para salvar alguém.
Reboquei-o dali para fora, com uma facilidade, que até a mim me surpreendeu!
Sem rede de telemóvel, a nevar, com vento forte e temperaturas negativas, a cerca de 2 km da casa mais próxima, o homem ia ter muitas dificuldades em sair dali...


Depois de almoçar, num restaurante de beira de estrada, em Padronelo, resolvi voltar pelo Marco de Canaveses.
Acontece que voltei a ver branco. Muito branco.
A serra da Aboboreira estava coberta de neve e, por volta das 4 da tarde não nevava.
Há que mudar o percurso e atravessar a serra para depois seguir junto ao Douro.
Nevava pouco mas a estrada estava a ficar gelada. Os carros de duas rodas motrizes estavam a ter muitas, mas muitas mesmo, dificuldades para progredir naquelas condições.


As condições estavam tão complicadas para nós ;-) que... resolvemos parar e encontrar um bom sítio para uma boa brincadeira de bolas de neve.
Pura diversão!!! :-))))
A pequenada ainda conseguiu aguentar a neve gelada durante meia hora.
Nestas ocasiões parece que o frio não existe (ou existe pouco ;-)


No final, já de volta novamente pelo Marco (fez-se tarde, e por ali era mais rápido...) ainda houve tempo para umas brincadeiras com o Pajero Pinin.
As atravessadelas sobre a neve são muito divertidas, mas como estava com o resto do pessoal dentro do carro não dava para abusar (muito!)
Ainda assim, ainda deu para um beijinho com o para-choques num rail...
Definitivamente tenho que treinar mais um pouco!
Quando é que volta a nevar?
;-))
(mas para a próxima tenho que experimentar de Transalp...)

02 janeiro 2010

Mitsubishi Pajero TR4 renovado

Nada como começar o ano com notícias de há três meses.
;-)

No Brasil, o Pajero Pinin também existe mas nunca se chamou assim. Quando por lá começaram a sua comercialização chamaram-no de Pajero iO, curiosamente a mesma designação dada em Espanha.
Em pouco tempo começaram a montá-lo por lá e a designação passou a ser de Pajero TR4.
Esta deve ter um qualquer significado, que ainda não descortinei, mas hei-de lá chegar! :-)


No final deste ano resolveram renová-lo. À séria!
Tem um novo visual exterior, onde todos os paineis foram redesenhados. A frente e a traseira estão muito diferentes, com um design muito próximo daquilo que a Land Rover tem feito!... A frente faz lembrar um pouco o anterior Freelander.
Gostos são sempre relativos mas, para mim, deixaram o carro com pior estética do que o desenhado por Pininfarina.

Uma melhoria que também seria claramente bem vinda por cá é a alteração efectuada no motor.
Com mais potência (140 Cv) e menores consumos, deste motor ninguém se queixaria, garantidamente!

Aqui fica o link para a notícia do Globo online, de onde apanhei isto, e de onde a fotografia que apresento também pertence.

Parece que vou ter que começar a seguir com mais atenção o que se está a fazer do outro lado do Altlântico.
Há por lá muito boas ideias, e a utilização cada vez maior do TR4 por "maus caminhos" faz com que haja no Brasil muitos acessórios que não existem em Portugal.
Pena que na Europa não tenham sabido aproveitar o potêncial deste carrinho da mesma forma que no Brasil!...

30 dezembro 2009

Cursando Condução Todo-o-Terreno

Com um título em brasilêro (...) começo a descrição de uma actividade em que participei há mais de 3 meses, em 19 de Setembro, mas que, com o início de 2010, voltou a ganhar actualidade (já explico...).

O evento teve lugar numa quinta de Marco de Canaveses, mais propriamente em Livração, e correspondeu a um estágio de condução Todo-o-Terreno que o piloto Pedro Bianchi Prata ofereceu a alguns elementos do Moto Clube do Porto em troca da disponibilidade para comissariar uma prova de Enduro, uns meses antes.


A ideia era melhorar a minha condução em Todo-o-Terreno, com a Transalp, embora soubesse de antemão que o curso seria mais dirigido à condução de Enduro e não propriamente de Trail.
Com três motos BMW G450 X Dakar, da escola, e mais duas, de outros tantos sócios, fomos experimentando as diferentes técnicas propostas pelo "professor" Bianchi Prata.


Curioso foi perceber que, embora todos os que lá estávamos já tivéssemos alguma prática em condução TT, pelos passeios para Trail que temos feito, praticamente ninguém tinha grande prática de condução neste tipo de moto, mais endurista e de tacto muito distinto das Trail.

A posição de condução de pé é (quase) obrigatória, mantendo os cotovelos abertos e com o peito sempre por cima do guiador. Mas isto nem é nada de muito complicado.
O mais difícil de habituar é à travagem, principalmente com o travão da frente. Mais uma vez, ninguém estava habituado a tal. Parecia um contra-senso para todos.
Mas resulta! É apenas uma questão de dosear a maneta até atingir o limite de bloqueio, mantendo sempre um cheirinho do travão traseiro, para equilibrar.


Depois de uma primeira sessão na pista de motocross e à volta das vinhas da quinta, saímos para outra localização: uma nova quinta, a cerca de 1 km da primeira, que proporcionava uma nova pista em torno da mesma.
Aproveitando para uma sessão fotográfica...
;-)


Mas antes de circularmos em volta da mesma, nova sessão de treino: travagem forçada antes de curvar à direita.
Nesta tivemos direito a exemplificação e de ficarmos todos (mas todos mesmo!) de queixo caído.
O Pedro, que sem equipamento não queria exagerar (dizia ele!!...) fez uma derrapagem controlada com a roda da frente de uns bons dez metros, antes de fazer a curva.
E esta nem era a forma de curvar à competição!


Nós lá íamos tentando... mas a coisa é mais complicada do que parece.
Ou se trava muito cedo, ou a roda foge demasiado para o lado errado, ou...
Mas era muito interessante verificar o poder de travagem das G450, preparadas para competição com alguns elementos de grande qualidade, como eram as suspensões (só elas ficavam por mais aérios que a minha Transalp!... ;-)
E então quando comparadas com as outras duas, uma Honda 350 e uma Yamaha 250 (a dois tempos), completamente stock, é que se notava a grande diferença...


Mas o ponto alto do dia estava a chegar.
Pudemos todos testar, em duas voltas à pista, a moto de competição do Pedro Bianchi Prata.
Que excitação!!
Uma moto que tinha chegado há muito pouco do Brasil, onde tinha competido no Rally do Sertões, obtendo um 23º lugar.
Ainda vinha com gasolina brasileira no depósito e o resultado eram uns alucinantes rateres de cada vez que se reduzia para mais uma curva.
Apaixonante!
Todo aquele comportamento de competição, com uma suspensão que parece ultrapassar todas as dificuldades sem qualquer dificuldade.
Adorei!


Claro que uma moto destas conduzida por mim deixa muito por desvendar!...
É nas mãos de um piloto profissional, que treina umas horas diárias em cima dela, que se revela em absoluto.
Outras amostras de domínio foram mostradas na sessão de saltos.
Uma coisa é vê-los a saltar na televisão, em provas de motocross ou de exibição, mas outra bem diferente é vê-los mesmo à frente!...
Chega a ser assustador.


Mas isto foi há três meses pois agora a "bichinha" está novamente na América do Sul, desta vez na Argentina, já em parque fechado depois das verificações técnicas, preparada para arrancar amanhã, dia 1 de Janeiro, no Rally Dakar.
O Pedro Bianchi Prata vai participar uma terceira vez nesta mítica prova, pela segunda, infelizmente, fora de Africa.

Pena que também não lá esteja...
Quem sabe qualquer dia ;-)
É que com a perícia de condução TT que ganhei neste curso, ninguém me segurava!!
Reparem neste saltos. Quase que saía do chão!
:-)))


O encontro terminou com os pés debaixo da mesa, num belo repasto também oferecido pela "casa".

Quanto ao estágio, gostei e vale a pena!
Os links que deixei atrás permitem facilmente obter os contactos para marcar um curso.
Ainda estou a pensar em marcar um para o Gonçalo.
Em 2010, já com 8 anos, pode ser uma prenda engraçada...

27 dezembro 2009

Espanta-Espíritos de Natal

Há muito que não fazia isto: uma apresentação de pormenores.
Especificamente, uma apresentação de pormenores florais.

Mas estando nós a atravessar a quadra mais espiritual (ou será que quero dizer doce?) do ano, começo com um espanta-espírito, daqueles que os "deixam lá fora" quando está vento.
E oh!, como tem estado vento!!...


A natureza é realmente uma coisa poderosa e fora da nossa compreensão.
Depois de uma semana absolutamente tempestuosa, como há pouca memória de tal, despontam pormenores destes, tão delicados.


Mas as Camélias não são as únicas a florir e a colorir os jardins neste início de inverno.
Na imagem seguinte só se consegue perceber o pormenor se se expandir para o tamanho total da fotografia (clicando em cima da mesma). E mesmo assim...
Uma spider-net, de fio super fino, que resistiu à chuva e ao vento.


Um exemplar, em botão, das minhas preferidas, as rosas.


São picos senhor, são picos!
Sem as tradicionais bolinhas vermelhas, que ficaram todas na foto de cima, o azevinho sob efeito de urticária.
;-)


E para contrastar com a rudeza dos espinhos do azevinho, termino com mais dois pormenores de delicada beleza.