24 junho 2009

Arga, a serra TT

Como tem sido habitual, naquilo que é já uma tradição ;-) o Clube Audio TT visitou a serra d'Arga em meados da primavera.
Assim, no passado 23 de Maio engrossei uma das maiores caravanas de que há memória neste clube.
Organizado pelo Eduardo Vasconcelos e pelo Rui Martins, teve como ponto de partida Vilar de Mouros, bem "lá em cima", no verde alto Minho.


Depois de um pequeno atraso inicial, provocado pela quebra do cabo do acelerador do UMM amarelo, lá partimos nós, para sul, por montes e vales, sempre por maus caminhos.


O dia estava meio cinzento mas muito aprazível para a práTTica.
Não choveu, como soube mais tarde que aconteceu mais para sul, na zona de Aveiro.
Houve inclusivamente algum sol, que permitiu que as sempre agradáveis paragens o fossem ainda mais.


Mas se há coisa que este pessoal não resiste é a uma boa poça de lama!
Nada como ficar bem atascado numa vala de meio metro daquela mistura de terra barrenta e água. Uhhmmmmm!!!
;-))
E assim foi, à hora do "mata-bicho" a meio da manhã.


A pequena grande máquina, essa, está sempre em forma.
Não, não foi chafordar na lama... mas esteve mais perto do que possa parecer! ;-)
Chegou ao final com as cores naturais.


E aqui vai ele, numa subida um pouco mais "trabalhosa", que já há dois anos trouxe alguns dissabores ao Série do Manuel Silva.
Este ano também fez a sua vítima: um Toyota que participava nestas coisa pela primeira vez e que vinha até "de fraldas" (todo coberto de plástico branco autocolante), como o Nuno inspiradamente sugeriu.
:-)))


Um UMM vermelho (que eu também não conhecia) bem atravessado, no mesmo sítio que o Pinin estava na fotografia anterior.
Não ficou muito longe de se atravessar lateralmente... mas no eixo vertical...
:-O


O almoço foi "no sítio do costume", no restaurante "Celeiro" em Bertiandos, muito perto de Ponte de Lima.
Um bom arroz de sarrabulho, acompanhado do tinto local, que faz sempre as alegrias da malta.
;-)


Não sei se foi pelo tinto... mas a parte da tarde pareceu muito mais soft do que a manhã, quase-quase até ao final do passeio...
Não foi pelo tinto! Foi mesmo mais soft, por trilhos florestais muito bonitos.
Mas a descida do alto da serra da Gávea até perto de Vila Nova de Cerveira também teve os seus pontos altos.


Aqui, só quando saí do carro para fotografar o Pajero que seguia à minha frente é que percebi que estava com a roda de trás esquerda bem "lá em cima"!
Se em vez de ser a descer, se fosse a subir, deveria ter sido interessante!!!
Mas assim tão o foi. Que o diga a minha copiloto, que fez toda esta zona de olhos fechados...
;-)


Até o bem artilhado Patrol do Filipe passou por algumas posições menos ortodoxas.
Relembro que as fotografias nunca traduzem por completo as dificuldades verificadas...
É que logo ali à direita, de quem vai a descer, há uma ravina daquelas!!...


Mas chegamos todos ao final muito bem e animados, num ponto com uma paisagem muito interessante, com vista para Caminha, Espanha e a foz do rio Minho.
E tudo isto ao final do dia. Pena que não estava "aquele sol", quente, tão típico destas paragens...


Para variar, e para finalizar a crónica, o acesso às restantes (muito poucas ;-) fotos do passeio.
É preciso ter paciência para as ver a todas, mas a ideia de colocar online tantas pics é fazer a cobertura de todos, na maioria das situações, tipo reportagem fotográfica.

Descubram-se, num jogo tipo "Onde está o Wally?".
:-)))

15 junho 2009

Weekend out

Há muito, muito tempo, eras tu uma criança...
Sim, já foi há algum tempo. Há mais de um mês, e havia por lá duas, mais, crianças.
Por lá, foi em Beja, ou lá perto. É já ali, como se diz em alentejano.

Aproveitei os vales da promoção do Light, e lá fomos nós, a caminho do alentejo profundo.
Um hotel bem no meio de uma quinta, ou monte, como também por lá se diz.
Um monte com uma vista destas, tirada da varanda do quarto.


Ou esta, no acesso à recepção e ao spa.


No primeiro dia de manhã fomos caminhar.
Conhecer o monte, à curta distância permitida pelas curtas pernas do mais novo.
Soube bem! Bem mesmo.


Quando bem pensado e bem feito, o investimento no alentejo retorna rendimento.
Altera-lhe a paisagem natural, mas não a beleza dos tons, aromas e sabores quentes.

05 junho 2009

First Place

Esta é uma novidade das interessantes:
Um primeiro lugar num (mini) concurso de fotografia.

Ainda não consegui chegar à descrição da minha participação na primeira etapa de 2009 do Waypoint Trail Challenge (WTC), que decorreu na serra da Estrela em 16 e 17 de Maio, mas não posso deixar de colocar aqui esta notícia.

Além da prova de orientação, este evento contava ainda com um concurso fotográfico.
Cada equipa podia enviar 3 fotografias para a organização que, em conjunto com o restante júri (formado por um elemento da Organização, um da C. M. de Gouveia e Carlos Azevedo - fotografo Gulbenkian) iria depois escolher as três melhores.
O resultado saiu anteontem no site do WTC (que é também um blogspot).

And the winner is:


O Sérgio Alves, meu primo, a olhar desoladamente p'ra sua TTransalp kitada, enTTerrada até ao pescoço, num sítio que nos custou mais de meia hora - mais outra meia para chegar ao final daquela "subidita"!... :-O

Mas esta não tinha sido a minha escolha para o primeiro lugar.
Foi esta que numerei como número 1:


O vale glaciar do Zêzere, com a Torre ao fundo, ainda com alguma neve, Manteigas lá em baixo e a minha TTransalp em primeiro plano.
Acredito que não ganhou apenas por ter Manteigas, e não Gouveia, em fundo...
;-)

Ainda tinha mais umas opções, das poucas fotografias que fiz naquele fim-de-semana, mas admito que sejam mais interessantes para mim do que para o "público".
É que saber o quanto custou para ali ter estado, para ter tirado aquela fotografia em particular, retira muito do nosso sentido auto-crítico.

No meio do verde.


A subir paredes.


Na Fraga da Batalha com Santinha e Malhão em fundo.


O vale do ribeiro do Covão do Urso.

25 maio 2009

Novas Paisagens e novos Pisos

Para o almoço deste passeio foi decidido um piquenique.
O dia em que fizemos o reconhecimento estava tão solarengo e tão agradável que a ideia surgiu muito naturalmente. No entanto, esteve para correr menos bem, depois de uma semana inteira em que não parou de chover ;-)

Finalmente na serra da Cabreira, as paisagens mudaram bastante.
Passaram daquele verde forte, saturado, para um mais melado.
Primeira foto, a passagem por uma densa floresta de... (faltou lá o Ernesto para o esclarecimento :-)


Subimos e contornámos a serra a norte.
As imagens destes locais são sempre grandiosas (isto se não houver nevoeiro, é claro! ;-) com o vale do Cávado e o Gerês em fundo.


E se à paisagem juntarmos uma peça bonita?
:-))


Mas as dificuldades estavam à espreita.
Depois das grandes paisagens, as grandes pedras!
Acabou por ser mais fácil de ultrapassar do que eu tinha previsto no reconhecimento...
Ainda bem!


Rodeado o Talefe, estava na altura de tomar a direcção norte-sul.


Mas por aqui surgiu uma dificuldade que "não constava no road-book".
Um troço de cerca de 500 m, muito encharcado e enlameado, que causou uma série de vítimas...
Quantas, não sei. O grupo era grande e, mesmo tendo parado várias vezes para ir a pé ajudar (foi um treino físico muito jeitoso!!) nunca dava para ver todos os participantes.


A fotografia seguinte não dá para perceber, mas a inclinação do terreno em conjunto com a moleza do piso, criada pelo desmatamento recente, tornou esta passagem bem complicada!


Mas aqui estamos nós, em novo reagrupamento no final do troço.
Se por lado as maiores dificuldades são, por definição, complicadas (!...) também são o que mais fica na memória de todos:
"-Eu consegui passar ali!"


Neste ponto havia uma fonte de água. Registamos no track durante o reconhecimento e já tínhamos prevista a pausa para novo reabastecimento.
Mais uma vez o descanso soube bem!


Do track ainda constava uma volta maior, pela serra da Maça, que tem também uns trilhos muito interessantes!
No entanto, os vários tempos de paragem que tivemos fez-nos atrasar relativamente ao previsto.
Começou a fazer-se tarde e já havia quem o dissesse claramente ;-)
Resolvemos então cortar um pouco o percurso, tomando o caminho mais rápido para Busteliberne, que ainda assim não foi pêra doce...


A última paragem programada foi junto ao rio Peio, em Frágua, que já pertence às terras de Cabeceiras de Basto.
A partir daqui foi sempre "a abrir", por estrada, até porque já começava a escurecer um pouco. A hora que tínhamos prevista para chegar à "civilização", mais concretamente ao centro de Cabeceiras, foi assim cumprida.



Como opinião final, e de uma forma geral, penso que correu muito bem.
Todos acabaram o passeio em boas condições, embora os menos experientes (havia dois elementos que participavem pela primeira vez), imagino, devem ter andado uma semana para recuperar, com os "ossos" todos quebrados...
Pelo menos lembro-me das minhas primeiras vezes, que assim fiquei!
;-)

Paisagens e Pisos

Ora vamos lá então à répórtage fotográfica sobre o passeio que fiz em 19 de Abril, com o pessoal do MCP.

A coisa já vem de trás: um mês antes, na companhia do Sérgio Sauros e do Paulo Acácio, fiz o reconhecimento deste passeio, traçado em casa, no computador, sobre as cartas que tenho da zona da serra da Cabreira.
Foi uma experiência muito interessante e que resultou surpreendentemente bem!
Além do post imediatamente anterior a este, já tinha colocado outro com um pequeno filme sobre este assunto. Mas já foi há tanto tempo...

Não registei o número de participantes (na realidade até tenho o número "por aí" guardado...) mas andou perto dos vinte. Muitas motos, na sua maioria BMW (a tal marca charmosa, segundo um jornalista da Motociclismo).
A minha TTransalp foi mesmo a única representante deste modelo. Penso que ficou (sem qualquer ponta de modéstia, é claro!!) bem representada.
;-))

O início oficial estava marcado para Fafe, embora se possa considerar que este já era o segundo ponto de encontro, uma vez que o Sérgio já tinha vindo da sede, em caravana, com a maioria dos experimentados pilotos.
Mas há ainda um terceiro ponto de partida a considerar: a entrada em terra, que se fez junto à barragem da Queimadela.


E que entrada!!
Ainda eu, que seguia a fechar a caravana, não tinha entrado em terra, e já se verificava a primeira queda. A primeira poça de lama, a primeira atravessadela e... já estás no chão!!...
Não, não foi o Ilídio, aka Ferramentas, aka Botas Coloridas
:-))


Mais duzentos metros e... primeira paragem "a sério"!
Aqueles 150 m a subir, entre pedras e regueiras, iriam trazer complicações acrescidas para a sua transposição.
Já no reconhecimento fiquei com esta ideia, depois do Paulo Acácio lá ter ficado parado, com um homem numa V5 parado atrás de nós, à espera que o caminho ficasse desimpedido!... ;-)
O pequeno filme que referi atrás foi feito precisamente aqui.


Um passeio que estava classificado com grau 4, numa escala de 0 a 10, acabou por lhe ser atribuído um bom 7, depois das chuvas que caíram nas semanas que antecederam o passeio...
Se por um lado não havia pó, por outro havia muita lama a dificultar a progressão dos pilotos.

Saídos daquele trilho fechado, verde por todos os lados, entramos nos bons troços que ligam Monte a Luílhas, por onde pouco tempo antes tinha passado o rali do FêCêPê.
Aqui já iam todos com mais confiança, embora o piso continuasse escorregadio q.b.!


A paisagem sobre Luílhas.


E aqui a vista sobre a albufeira do Ermal, vista do alto da serra do Maroiço.


Se já no reconhecimento não tinha gostado muito da descida, neste dia estava ainda mais escorregadia (claro, né!)
Ainda assim, não me pareceu que ninguém tivesse tombado, a não ser mesmo lá no fundo... a atravessar um ribeirozito, em Guilhofrei e já perto da albufeira.
A mesma GS azul, que participou nestes passeios pela primeira vez...

Uma passagem por uma poça de lama.
Aqui ninguém caiu.


E a primeira pausa programada, para descanso e reabastecimento, junto à água.
A todos soube muito bem, além de permitir ainda duas de letra mais descansadamente...


Mas tínhamos que nos pôr a caminho.
Os atrasos iniciais não permitiam grandes demoras.
A sério?...
Cinco minutos depois estávamos novamente a parar, desta vez para uma fotografia de grupo, com a bandeira do clube e tudo.
;-)
A paisagem assim o exigia!
O lugar chama-se Pombal, embora a Ponte de Pombal, seja outra, um pouco a montante deste rio, o Ave, que nasce precisamente na Cabreira.


Um pouco a norte passamos por uma pequena ponte (mesmo pequena, com cerca de 1 m de largura!) sobre a ribeira de Vilar Chão.
A ponte que previ inicialmente, em casa, não permitia a nossa passagem, como confirmamos nos reconhecimentos, e tivemos que procurar outra.
No entanto, e como aspecto curioso, se fosse hoje não teria tentado passar por lá.
O evento onde participei no fim-de-semana passado, o WTC, deu-me uma experiência a ler cartas que não tinha na altura e que teria evitado aquele erro...


Ainda perto da albufeira, e enquanto começavamos a subir na direcção da Cabreira, tivemos que ultrapassar alguns obstáculos que não estavam previstos...
Muita lama!!
Fiquei a pensar que... se tivesse uns pneus de taco...
Mas, mais uma vez, àquilo que vi, estou muito bem servido! ;-)


E para finalizar este post, sensivelmente a meio do passeio, uma fotografia de um sítio que gostei muito.
Já tinha escolhido uma foto deste local no post sobre o reconhecimento, mas não consigo evitar.
Um caminho murado, de pedra solta, entre verdes campos.


Novas paisagens e mais mostras de tipos de pisos, por onde passamos, já a seguir.
É que é já... a seguir.