25 maio 2009

Novas Paisagens e novos Pisos

Para o almoço deste passeio foi decidido um piquenique.
O dia em que fizemos o reconhecimento estava tão solarengo e tão agradável que a ideia surgiu muito naturalmente. No entanto, esteve para correr menos bem, depois de uma semana inteira em que não parou de chover ;-)

Finalmente na serra da Cabreira, as paisagens mudaram bastante.
Passaram daquele verde forte, saturado, para um mais melado.
Primeira foto, a passagem por uma densa floresta de... (faltou lá o Ernesto para o esclarecimento :-)


Subimos e contornámos a serra a norte.
As imagens destes locais são sempre grandiosas (isto se não houver nevoeiro, é claro! ;-) com o vale do Cávado e o Gerês em fundo.


E se à paisagem juntarmos uma peça bonita?
:-))


Mas as dificuldades estavam à espreita.
Depois das grandes paisagens, as grandes pedras!
Acabou por ser mais fácil de ultrapassar do que eu tinha previsto no reconhecimento...
Ainda bem!


Rodeado o Talefe, estava na altura de tomar a direcção norte-sul.


Mas por aqui surgiu uma dificuldade que "não constava no road-book".
Um troço de cerca de 500 m, muito encharcado e enlameado, que causou uma série de vítimas...
Quantas, não sei. O grupo era grande e, mesmo tendo parado várias vezes para ir a pé ajudar (foi um treino físico muito jeitoso!!) nunca dava para ver todos os participantes.


A fotografia seguinte não dá para perceber, mas a inclinação do terreno em conjunto com a moleza do piso, criada pelo desmatamento recente, tornou esta passagem bem complicada!


Mas aqui estamos nós, em novo reagrupamento no final do troço.
Se por lado as maiores dificuldades são, por definição, complicadas (!...) também são o que mais fica na memória de todos:
"-Eu consegui passar ali!"


Neste ponto havia uma fonte de água. Registamos no track durante o reconhecimento e já tínhamos prevista a pausa para novo reabastecimento.
Mais uma vez o descanso soube bem!


Do track ainda constava uma volta maior, pela serra da Maça, que tem também uns trilhos muito interessantes!
No entanto, os vários tempos de paragem que tivemos fez-nos atrasar relativamente ao previsto.
Começou a fazer-se tarde e já havia quem o dissesse claramente ;-)
Resolvemos então cortar um pouco o percurso, tomando o caminho mais rápido para Busteliberne, que ainda assim não foi pêra doce...


A última paragem programada foi junto ao rio Peio, em Frágua, que já pertence às terras de Cabeceiras de Basto.
A partir daqui foi sempre "a abrir", por estrada, até porque já começava a escurecer um pouco. A hora que tínhamos prevista para chegar à "civilização", mais concretamente ao centro de Cabeceiras, foi assim cumprida.



Como opinião final, e de uma forma geral, penso que correu muito bem.
Todos acabaram o passeio em boas condições, embora os menos experientes (havia dois elementos que participavem pela primeira vez), imagino, devem ter andado uma semana para recuperar, com os "ossos" todos quebrados...
Pelo menos lembro-me das minhas primeiras vezes, que assim fiquei!
;-)

Paisagens e Pisos

Ora vamos lá então à répórtage fotográfica sobre o passeio que fiz em 19 de Abril, com o pessoal do MCP.

A coisa já vem de trás: um mês antes, na companhia do Sérgio Sauros e do Paulo Acácio, fiz o reconhecimento deste passeio, traçado em casa, no computador, sobre as cartas que tenho da zona da serra da Cabreira.
Foi uma experiência muito interessante e que resultou surpreendentemente bem!
Além do post imediatamente anterior a este, já tinha colocado outro com um pequeno filme sobre este assunto. Mas já foi há tanto tempo...

Não registei o número de participantes (na realidade até tenho o número "por aí" guardado...) mas andou perto dos vinte. Muitas motos, na sua maioria BMW (a tal marca charmosa, segundo um jornalista da Motociclismo).
A minha TTransalp foi mesmo a única representante deste modelo. Penso que ficou (sem qualquer ponta de modéstia, é claro!!) bem representada.
;-))

O início oficial estava marcado para Fafe, embora se possa considerar que este já era o segundo ponto de encontro, uma vez que o Sérgio já tinha vindo da sede, em caravana, com a maioria dos experimentados pilotos.
Mas há ainda um terceiro ponto de partida a considerar: a entrada em terra, que se fez junto à barragem da Queimadela.


E que entrada!!
Ainda eu, que seguia a fechar a caravana, não tinha entrado em terra, e já se verificava a primeira queda. A primeira poça de lama, a primeira atravessadela e... já estás no chão!!...
Não, não foi o Ilídio, aka Ferramentas, aka Botas Coloridas
:-))


Mais duzentos metros e... primeira paragem "a sério"!
Aqueles 150 m a subir, entre pedras e regueiras, iriam trazer complicações acrescidas para a sua transposição.
Já no reconhecimento fiquei com esta ideia, depois do Paulo Acácio lá ter ficado parado, com um homem numa V5 parado atrás de nós, à espera que o caminho ficasse desimpedido!... ;-)
O pequeno filme que referi atrás foi feito precisamente aqui.


Um passeio que estava classificado com grau 4, numa escala de 0 a 10, acabou por lhe ser atribuído um bom 7, depois das chuvas que caíram nas semanas que antecederam o passeio...
Se por um lado não havia pó, por outro havia muita lama a dificultar a progressão dos pilotos.

Saídos daquele trilho fechado, verde por todos os lados, entramos nos bons troços que ligam Monte a Luílhas, por onde pouco tempo antes tinha passado o rali do FêCêPê.
Aqui já iam todos com mais confiança, embora o piso continuasse escorregadio q.b.!


A paisagem sobre Luílhas.


E aqui a vista sobre a albufeira do Ermal, vista do alto da serra do Maroiço.


Se já no reconhecimento não tinha gostado muito da descida, neste dia estava ainda mais escorregadia (claro, né!)
Ainda assim, não me pareceu que ninguém tivesse tombado, a não ser mesmo lá no fundo... a atravessar um ribeirozito, em Guilhofrei e já perto da albufeira.
A mesma GS azul, que participou nestes passeios pela primeira vez...

Uma passagem por uma poça de lama.
Aqui ninguém caiu.


E a primeira pausa programada, para descanso e reabastecimento, junto à água.
A todos soube muito bem, além de permitir ainda duas de letra mais descansadamente...


Mas tínhamos que nos pôr a caminho.
Os atrasos iniciais não permitiam grandes demoras.
A sério?...
Cinco minutos depois estávamos novamente a parar, desta vez para uma fotografia de grupo, com a bandeira do clube e tudo.
;-)
A paisagem assim o exigia!
O lugar chama-se Pombal, embora a Ponte de Pombal, seja outra, um pouco a montante deste rio, o Ave, que nasce precisamente na Cabreira.


Um pouco a norte passamos por uma pequena ponte (mesmo pequena, com cerca de 1 m de largura!) sobre a ribeira de Vilar Chão.
A ponte que previ inicialmente, em casa, não permitia a nossa passagem, como confirmamos nos reconhecimentos, e tivemos que procurar outra.
No entanto, e como aspecto curioso, se fosse hoje não teria tentado passar por lá.
O evento onde participei no fim-de-semana passado, o WTC, deu-me uma experiência a ler cartas que não tinha na altura e que teria evitado aquele erro...


Ainda perto da albufeira, e enquanto começavamos a subir na direcção da Cabreira, tivemos que ultrapassar alguns obstáculos que não estavam previstos...
Muita lama!!
Fiquei a pensar que... se tivesse uns pneus de taco...
Mas, mais uma vez, àquilo que vi, estou muito bem servido! ;-)


E para finalizar este post, sensivelmente a meio do passeio, uma fotografia de um sítio que gostei muito.
Já tinha escolhido uma foto deste local no post sobre o reconhecimento, mas não consigo evitar.
Um caminho murado, de pedra solta, entre verdes campos.


Novas paisagens e mais mostras de tipos de pisos, por onde passamos, já a seguir.
É que é já... a seguir.

20 maio 2009

Cabreira em duas

Isto anda mal... mas bem. At the same time.
I can explain: Se não tem havido novos posts é mesmo por nítida falta de tempo. Falta de tempo aos fins-de-semana, o que não deixa de ser interessante!-)
"Material" não falta. Está aí a "estourar".

Há um mês atrás andei pela serra da Cabreira com o pessoal do MCP.
Já mostrei um filmezinho sobre este passeio, mas as fotos, essas... nunca mais saíram!
E ainda não vão chegar agora. Deixo ficar apenas duas amostras, que nem sequer são minhas, para que não se diga que eu desapareci do "éter" ;-)
Tiradas pelo Sauros, aqui está:

TTransAlves on the rocks!


E o grupo todo, à excepção do próprio fotógrafo, claro!
Oh pra mim ao estilo David Attenborough, bem no meio da verde vegetação!

02 maio 2009

Easter flowers

Yes, that’s true, in English.
I'll maybe start to write some things this way...

And yes, the photographs were made on the Easter day, in Valongo.
I hope you enjoy it!



28 abril 2009

Arga Nomada

Voltando às fotografias e ao passeio - também conhecido no meio como verdasca - que fiz no dia 4 com a malta do norte do Nomad's...

Há muito que queria experimentar rolar com esta malta.
Há cerca de 2 anos que estava inscrito no site mas, à excepção do reconhecimento que fiz na areia, com o Sérgio e o Pedro, ainda não tinha feito nenhum passeio com eles.
Surgiu esta oportunidade, que se encaixou bem no meio do reconhecimento e passeio do MCP e, lá fui eu.

O encontro, como já vinha a ser frequente nestes passeio, foi em frente ao estádio do Braga.
Quando cheguei, bem em cima da hora marcada, só lá estavam 3 elementos (todos estreantes, por sinal :-) mas os restantes não demoraram a aparecer.
Verdadeiros profissionais da coisa!!


O trilho tinha sido marcado por um dos elementos mais activos do grupo, o Morais, e tinha como objectivo ligar o ponto de partida a Caminha, o mais possível por maus caminhos ;-)
Ainda assim, só já perto de Vila Verde é que entramos em terra.
E rapidamente as coisas começaram a aquecer... Na primeira subida, e numa curva tipo gancho, caiu uma GS mesmo à minha frente, mas sem nada a reportar.
Um pouco mais à frente, uma queda com maiores consequências: uma DR650 que partiu a manete de embraiagem. Mas a capacidade de desenrasque desta malta é espectacular!
Rapidamente aparecem as ferramentas necessárias e duas manetes de substituição que, infelizmente, não serviram.
Mas não há qualquer crise: "vai-se a Vila verde buscar uma manete!"
E assim foi. 45 minutos depois estava o problema resolvido e a caravana a andar novamente.


Alguns dos caminhos percorridos estavam a ficar completamente fechados pelas giestas.
Não estavam tão maus como os que tinha feito duas semanas antes, no reconhecimento para o MCP pela Cabreira, mas não andavam longe.
Mas passar em sítios estreitos, fechados por vegetação e cheios de buracos... tem sempre que se lhe diga.
Nas fotos, as dificuldades não transparecem convenientemente, até porque nos piores locais quase não "apetecia" tirar a máquina para fora :-)


Aqui, à entrada de um dos regos mais fundos por onde já alguma vez passei.
No pior sítio, a TTransalp ficou encaixada no rego e os pés andavam à altura do assento.
E digo andavam porque foram mesmo... a andar!!


Já depois de sair dos regos, percebe-se que o trilho já foi mais largo.
Atrás de mim, e a fechar a caravana da parte da manhã, esteve a Ténéré do Pedro, que me tinha ligado no dia anterior para sairmos juntos do Porto.
Mas a cama tem um atractivo especial para ele :-) e eu acabei por chegar a Braga sozinho, depois de uma viagem nas calmas, sempre à espera de o ver pelos espelhos retrovisores.


Subimos, descemos, voltamos a subir e a descer..., até chegarmos a Ponte de Lima.
Objectivo: almoçar.
A cidade do rio e da ponte, aqui enquadrada com uma corda de roupa deixada a secar.
;-)


Depois de uns apetitosos rojões - comidos num restaurante a que chegamos através de uma "relações públicas", instalada junto ao rio... - avançamos no sentido da serra D'Arga, sempre para norte, portanto.
Só que o percurso iria trazer mais paragens. A primeira, num corta-fogo, bem no alto da serra e com Vila Praia de Âncora à vista.


O problema foi um furo no pneu de trás da KTM do Morais.
Logo ele, que tinha acabado de me ultrapassar - ultrapassagem registada no vídeo do post anterior.
Teria sido uma espécie de mau-olhado??
Nã!!! ;-)


O que vale é que a equipa "Careca" entrou em acção!!!
Tirar a roda fora, desmontar o pneu da jante (também tenho de arranjar uns ferros desmonta...), colar um remendo (depois de alguma discussão sobre como e qual seria o melhor...) e montar novamente.
A coisa, infelizmente, não ficou lá muito bem feita, como se veio a notar um pouco mais à frente!...


Mas lá continuamos e sempre com a melhor selecção de trilhos, ou seja, os piores que se conseguia encontrar!! :-)
A foto foi tirada no final de um troço... dos piores que fiz até hoje.
Cerca de 1 km seguido de piso duríssimo, com muita pedra solta e muitos regos, mas sempre fechado, no meio de giestas.
Quando de lá saí... pareceu um alívio voltar a ver o sol!!
E não é que afinal... não era por ali? Bem...
Primeiro não me quis acreditar (afinal até estávamos a ir na direcção certa!)
Depois... fui-me demorando, à espera que todo o pessoal desse a volta para trás.
Quando estava eu a arrancar percebi que afinal... já estavam todos a voltar novamente.
Episódio interessante, este!! :-))


Um pouco mais à frente, nova paragem.
O remendo feito na roda não ficou perfeito e a câmara voltou a perder todo o ar. Foi chamada novamente a equipa "Careca" ao serviço para terminar o trabalho anterior.
Desta vez, em vez de remendo, foi utilizada uma câmara de ar nova, cedida pelo Hermínio.


E para encher novamente o pneu, nada melhor do que o super-mini-compressor do Pedro.
Fantástico!!
Aqui está ele em acção, com o "enorme bicho" na mão.
;-)


Mas estava a fazer-se tarde e Caminha ainda estava longe.
Resolveu-se, ali mesmo, encortar o passeio, e terminar junto à costa.
A terra mais próxima era Afife, onde fomos estacionar junto à praia e mais concretamente junto a um daqueles barzinhos mesmo em cima da praia.


A ideia era tomar um "refresco". Mais especificamente, o Favaios que já se tornou tracional nestes passeios há algum tempo.
Curiosamente, é o mesmo Favaios que também é consumido nos passeios do Clube Audio-TT. Será que a malta do TT tem algum acordo com a produtora deste néctar duriense??...
:-)
Estas praias nortenhas são frias e ventosas mas muito bonitas!


E aí estamos nós, um grupo de indivíduos meio loucos, na prespectiva de muitos, a brindar a mais um passeio bem conseguido.
À excepção do Pedro, que tinha conhecido dois meses antes, em Aveiro, não conhecia ninguém, mas parecíamos um grupo de amigos de longa data.
Este é mais um fenómeno muito interessante destes grupos. É mesmo assim!

Não cheguei a agradecer pessoalmente à generosa alma que ofereceu o Favaios (que nem sequer cheguei a saber quem era...)
Faço-o aqui!


Um verdadeiro coração de ouro, este pessoal!!