23 março 2009

Xassus Folgosus

Este período do ano tem sido profícuo em actividades ofe-roude, desde a mais soft à mais dura.
No domingo, 8 de Março, foi uma das mais duras, para o corpo, embora das mais despreocupadas para o espírito!

Num descampado mesmo em frente à igreja de Folgosa, Maia, o Moto Clube do Porto organizou mais uma das suas provas de pequenas máquinas zumbidoras e fumegantes, denominadas Xassos. Motorizadas, até 50 cm cúbicos, matriculadas até 1990.
Esta foi a primeira prova do ano, em terra, e eu fui convidado pela Tio Tosta Team, a experimentar esta incrível competição ;-)


A máquina da equipa, uma Yamanha DT, de 85, é o protótipo da verdadeira máquina!
Totalmente de origem, estava nos trinques!
É só meter gasolina e tá a andar ;-)


Como se denota pelas fotos seguintes, o stress vivido no espaço das boxes era altíssimo.
Corría-se e saltáva-se, de forma a que tudo estivesse preparado quando fosse dado o sinal de partida.
:-)


E com toda essa correria, já era tempo do briefing inicial, dado pelo director de prova, Sauros.
O apelo principal foi mesmo: divirtam-se, em segurança!
É que o objectivo destas provas é mesmo esse, a diversão, deixando de lado a componente de competição. É impossível, eu sei, e deu para confirmar isso mesmo ao longo da prova...


O início da prova, à Le Mans, reuniu um pelotão pequeno mas entusiasmado.
O alinhamento dos chaços na "recta da meta", bem em frente ao posto de controlo (manual) da contagem de voltinhas.


Dado o "tiro" de partida, aí saem os pilotos a correr...


... e a arrancar!
(de notar o fogo a sair dos escapes ;-)


O Tosta, o manager da equipa, foi o primeiro a rodar durante os 20 min programados para cada piloto.
A táctica da equipa era à prova de fogo, para esta longa prova de 3 horas.
Aqui em grande estilo ;-)


Uma rápida troca de pilotos...


... para o nosso segundo piloto, o Francisco, aqui em demonstração da sua grande experiência.
Sempre certinho, como mandam as regras... da boa educação :-))


E depois... o piloto que se segue... quem mais?
Aqui o je!
Moi memme!
Para uma primeira experiência, acabei por entrar num ritmo aceitável (penso eu ;-) ao fim de algumas poucas voltas.
É que não havia um método muito eficaz de comparação. É que se a equipa que ganhou era constituída por pilotos de motocrosse, e estavam a léguas à minha frente em termos de pilotagem, os restantes estavam... cá para baixo, principalmente devido às montadas.
A grande excepção era mesmo o Vasco, na sua pequena scooter, que também passava por mim a bufar ;-)


Mas o estilo está lá!!!
:-D


E o apoio do público não faltou!
Fica o registo do entusiasmo vivido durante a prova.
(obrigado à meninada ;-))



E depois... a arma secreta da nossa equipa, recrutado em segredo e à última hora.
O Osaga, que acabou por provar que, afinal, o facto da nossa equipa não andar ao ritmo dos mais rápidos não estava na moto, mas antes no kit de unhas dos pilotos (ou na falta dele ;-).


Um reabastecimento com os 4 elementos da equipa a ajudar.
Ainda assim, pareceu-me que mais de metade da gasolina que saiu do jerrican foi regar a relva ;-))


E foi já no final que a nossa valiosa montada sofreu a sua maior privação.
Uma vez que a nossa equipa acabou a prova num mais do que honroso segundo posto, o motor teve que ser aberto para confirmar da legalidade do cilindro e carburador.
Durante 25 anos nunca tinha sido aberta e foi neste fatídico dia que o teve de ser!...
Afinal, parece que há bens que vêm por mal ;-)


Um dia bem passado, animado, em ambiente de competição.
O meu (grande) agradecimento ao Rui Tosta pelo convite para este ensaio de pilotagem.

Como recordação da dureza, ainda tenho hoje, passadas duas semanas, um punho esquerdo meio dorido, resultado duma coisa que nem sequer era suposto fazer, mas que não consegui evitar: apertar a embraiagem durante as passagens de caixa.

Óh pra mim em cima do pódio (improvisado em cima dum atrelado dum semi-trailer), com o nosso grande presidente a fazer a entrega dos respectivos troféus.
;-)

17 março 2009

Dureza da moleza

Sim, a areia, tipicamente mole, também pode ser dura!
Mas já explico... ;-)

Os últimos tempos não têm sido férteis em posts, embora não seja por haver falta de "material"!
Aqui fica a prometida selecção de fotos do passado dia 1 de Março, do passeio organizado (se é que se pode chamar assim...) by me!


De organização teve mesmo muito pouco. Mas, como praticamente toda a gente do grupo concorda, esta é mesmo a melhor forma de se conseguir fazer alguma coisa.
E, desta vez, a "alguma coisa" até foi engraçada.
Digo eu, que sou pouco suspeito! ;-)


A ideia surgiu-me logo quando cheguei a casa, depois de lá ter ido de moto.
"Porque não convidar o grupo com quem ando de carro para lá ir, experimentar a condução na areia?"
Foi esse o ponto de partida, e a adesão foi surpreendentemente grande.


Nos pontos de encontro definidos, e às horas marcadas, lá estávamos nós, em 9 carros, todos prontos a mostrar o Peterhansel que há em nós.
Quais areias do Sahara, qual carapuça. As nossas areias é que são do melhor!
Ou do pior!...
:-))


Com o Pinin a carro zero nas pistas, esta foi mais uma experiência nova para mim!
A "abertura dos troços" tem qualquer coisa de especial...
Uma experiência que não desgostei e que pode ser para repetir.
A ver vamos!


Mas passemos então à explicação da dureza.
A condução na areia tem as suas especificidades (cara, esta... ;-)
Uma delas, a total falta de direccionalidade, depois de entrar nos regos feitos pelos carros que por lá passaram antes, principalmente os mais pesados e de pneus maiores (que basicamente são quase todos...)
A outra, a necessidade de "lanço" para conseguir atingir o topo das dunas.
Ora, estes dois factores juntos faziam com que, de vez em quando, não evitasse uma pancada mais forte com a protecção frontal, o que fez com que terminasse o passeio a precisar de umas pancaditas...
Nada de especial, embora não seja propriamente uma sensação agradável!


A outra coisa muito dura que encontrei por lá foram os mecos que sinalizam alguns cruzamentos.
Umas pequenas colunas com cerca de 20 cm de diâmetro, que em alguns casos quase não sobressaem da superfície da areia e... para disfarçar (só pode!) estão pintados à cor da areia.
Como não podia deixar de ser (...), até porque ia a abrir as "hostilidades", tive um encontro imediato com um destes mecos.
Foi provavelmente a maior pancada que dei, em alguma coisa, em 20 anos de condução automóvel.
O meu co-piloto é que se assustou a sério, tendo em conta o salto que deu da cadeira. "Agora é que f... tudo!", disse ele.
;-)


Tendo batido com a roda da frente direita, parei imediatamente para confirmar se o pneu não estava furado, ou a jante empenada.
Que nada! Estava tudo ok!
Mais estranho ainda foi quando cheguei à estrada e verifiquei que a direcção não sofria de qualquer desalinhamento.
Correu bem! Podia ter corrida mal...
A baixa pressão dos pneus, necessária para circular nestas pistas, deve ter tido influência no bom resultado deste encontro.


Mas foi realmente curioso verificar, na prática, a grande influência que a pressão dos pneus tem na circulação em areia.
Como é possível ver pelo filmezinho que coloquei no post anterior, o Discovery do Manuel não conseguia subir uma das dunas, pois ia com a pressão "normal" para circular em estrada, ligeiramente acima de 2 bar.
Quando resolveu baixá-la para 1,5 bar, até parecia fácil.
É mesmo assim!


Embora não tenha sido utilizada a lista de comunicação do Fórum-TT para a marcação, este foi um encontro ao seu estilo, até porque todos os elementos que lá estavam pertencem à sua lista.
Assim, o almoço foi em pic-nic.
Lá no meio das areias, bem perto do posto de vigia de Areão, encostamos as máquinas e, uns no capôt, outros nas malas dos carros, improvisaram mesas para pousar as "maravilhas gastronómicas" que cada um levou.
Eu usei o guarda-lamas do Defender do Hélder.
Todo-Terreno e Todo-Serviço.
:-)


Como achei melhor meter gasolina, pois a progressão em areia é extremamente "gulosa", acabamos por ir mesmo a Praia de Mira.
Aproveitamos este desvio para um cafezinho numa esplanada junto à praia.
Parecia combinado e, parte do planeado ;-))
E em Praia de Mira também há pescadores de bom gosto!


Para a parte da tarde havia ... a surpresa em termos de percurso.
É que se para "baixo" tinha o trilho marcado no GPS, para "cima" resolvi inventar e vir à descoberta de caminhos novos.
Curiosamente, acabou por correr muito bem, uma vez que as maiores dificuldades encontradas acabaram por apimentar mais o passeio, o que permitiu a todos um maior gozo.
Deu ainda para outras experiências, embora não tanto radicais como a minha (ainda da parte da manhã), onde acabei por "conseguir" ficar completamente atascado, sem possibilidade de sair pelos próprios meios (do carro, apenas).


Muitas destas "experiências" eu não tive oportunidade de presenciar, uma vez que se passaram mais atrás no pelotão, e eu apenas podia ficar à espera, a ouvir pelo rádio CB, lá na frente.
Algumas delas passaram por algumas dificuldades do Frontera do PAS para subir algumas das dunas da parte da tarde e outras por alguns "atascamentos propositados" de algumas das máquinas mais preparadas, que não sentiam as mesmas dificuldades dos "mais comuns dos mortais".
;-)


No geral, penso que correu muito bem!
Para mim serviu para desgustar um tipo de terreno que há muito gostava de conhecer.
É realmente um tipo de condução diferente de tudo o que tinha experimentado antes, com alguns pontos positivos e outros... nem por isso.
O facto da areia se começar a introduzir por todos os cantos, de todas as peças mecânicas, não é propriamente um gozo!
Passados mais de 15 dias ainda ando a limpar areia de alguns sítios, como dos cubos das rodas, junto aos pistões e calços de travão.


Para terminar, e mais uma vez, o agradecimento a todos os que estiveram presentes, por este dia muito bem passado.
Uma boa companhia torna estes dias sempre muito agradáveis!
Pena que alguns não tivessem podido estar presentes.
Garanto que iam gostar de ver a "pequena grande máquina" a liderar o pelotão!!
;-)

06 março 2009

Areias mais confortáveis!

No último domingo, 1 de Março, voltei às areias, agora para experimentar a condução em areia a 4 rodas.
Há muito tempo que o queria fazer, mas só agora, depois de ter experimentado de moto, se proporcionou também de carro.
À minha experiência de há um mês, juntou-se ainda a vontade de treinar na areia para a viagem a Marrocos. Infelizmente eu não vou lá poder ir (...) mas bem que gostaria!


Embora, da mesma forma que de moto, a condução não se assemelhe em nada com aquilo que estava habituado no monte, com o carro é tudo muito mais fácil!
O carro também foge para todos os lados, a direcção parece que não está lá a fazer nada, mas é muito mais confortável, até porque o carro não tomba para o lado... ;-)

Integrado num grupo de 9 carros, o Pinin, até como já é costume, era o mais pequeno :-)
Equipado com os pneus "de estrada", os Michelin Synchrone, senti como principal dificuldade a falta de tracção, mas também a baixa altura do carro.
É que os 2,5 cm que os outros pneus, "de monte", acrescentam, na areia teriam feito muita diferença. Em muito sítios o fundo ia a lavrar e, naturalmente, a prender.
Se toda a gente, antes de lá irmos, me dizia que os Insa Turbo Sahara se enterrariam muito mais facilmente na areia, saí de lá a pensar que... talvez... não tivesse sido bem assim. De forma idêntica à Transalp, o Pinin com os pneus mistos não conseguia cortar os regos e sair deles, ao contrário do que vi todos os outros fazer...


Desta vez não me esqueci da máquina fotográfica e tirei bastantes fotografias.
No entanto, e para já, deixo ficar aqui apenas umas amostras e o filme, pois a máquina de filmar também foi!
Do filme só constam 4 situações, todas de alguma dificuldade, principalmente pela inexperiência dos pilotos em areia.
A última, em que aparece o Pinin completamente atascado, pode-se dizer que foi resultado de "uma experiência" mal conseguida. Até ali ainda não tinha metido as redutoras, nem andado tão devagar. Quando o fiz, e naquela situação em que o terreno subia ligeiramente, ia a experimentar andar devagar. Mas não é possível!
Antes de pousar ainda fiz outra "asneira": depois de parar resolvi vir para trás cerca de 1 m e voltar a "atacar". Como não deu, voltei a tentar uma segunda e uma terceira vez, até que pousou mesmo. Nem para trás nem para a frente.
Como se pode ver pelas imagens, as quatro rodas rodam e o carro quase não sai do sítio. A falta de tracção é muito notória com estes pneus!...
Também da mesma forma que com a Transalp, acabei a pensar:
"Para a próxima tenho de experimentar com os pneus de taco!"



Comigo, e pela primeira vez, levei o meu colega CXRamos (foi ele que gravou as imagens moventes).
Sendo ele inexperiente nestas andanças, deve ter ficado com a ideia de que "estes marroquinos são loucos!"
:-)))
E talvez sejemos mesmo!... ;-)

25 fevereiro 2009

TransAlvão e TransMarão

E aqui está ela, a prometida selecção alargada de fotos do passeio para Trails do passado dia 15 de Fevereiro, o primeiro passeio do ano para este tipo de moto, organizado pelo Moto Clube do Porto.

Marão e Alvão rimam com Tosta (;-) e assim foi!
Mais uma vez o Rui Tosta a comandar as tropas e mais uma vez com início na casa da guarda florestal de Fridão.
Lá, entra-se em terra por uns estradões muito bonitos, e ainda para mais com o dia de sol fantástico que se fez sentir.


Desta vez, dali seguimos um pouco mais para norte, no sentido de Mondim de Basto, e à tão emblemática Senhora da Graça, que tão fotogénica fica, por trás da Transalp!
;-)


Estava prometido ser um passeio fácil, acessível a todos e a todas as motos.
E até foi, mas isso não impede os contratempos dos furos.
Contratempo? Será mesmo? Não sei!...
É que uma das coisas muito animadas destes passeios são as duas de letra que se vai tirando, precisamente nestas paragens. E uma vez que o passeio até era fácil em termos de percurso, tinha de haver outras "distrações" :-)


Mas o que mais destaco neste percurso é a beleza paisagística.
O Alvão é realmente muito bonito!

A primeira paragem turística foi na conhecida "Fisgas de Ermelo".
Aqui, as cabras do monte ao lado... da cabra do monte.
:-)))


E as fisgas, ou quedas de água.
Tanta água e tanta pedra!! :-O


Para nordeste de Ermelo, no sentido de Lamas de Ôlo, atravessamos algumas pequenas aldeias muito interessantes.
Interessantes... esteticamente e paisagisticamente, mas que me custa sempre perceber como é que a população por lá se mantém.
Parece que estão abandonadas no meio das serras, com uns acessos... pouco acessíveis.


Nunca tinha passado em Lamas de Ôlo, embora há muito que conheço esta pequena localidade de nome.
Está num vale muito bonito, atravessado pelo rio Ôlo (... claro! ;-) e por umas pontes de pedra muito antigas. Vale bem a pena uma visita mais calma!


E a sua barragem, logo acima.


E foi ao circundarmos esta barragem que apareceu uma das maiores pequenas (ou pequenas maiores ;-) dificuldades do dia: troços de lama e neve.
Torna o percurso um pouco mais apimentado :-D


É que embora estivesse um bonito sol, lá "em cima" estava bem fresco e a neve ainda se mantinha.
Lindas imagens!


Mas as dificuldades eram só para alguns.
Havia depois aqueles que se "atreviam" a estas coisas...
O Osaga a meter inveja ao pessoal, com um controlo à trial da sua 125.


A chegada ao asfalto da Campeã, onde paramos para almoçar.
E se de início não queria alinhar nas "tripas à moda do Porto", e me fiquei apenas pela sande de presunto transmontano, com queijo e marmelada, não aguentei!
Tive mesmo que mandar vir uma malguinha das tão afamadas tripas.
E que bem que souberam :-)))


E com umas tripas no bucho (...) lá seguimos nós, agora para o alto do Marão.
Lá no alto ainda havia muita neve, e nos recantos mais sombrios o gelo fazia as motos patinar...


A neve é sempre divertida e o grupo aproveitou para uns 15 min de brincadeira.
Um mês antes tinha sido impossível, ou pouco aconselhável, fazer a mesma coisa...


De lá descemos, com direcção sudoeste, por uns trilhos também já bem conhecidos, mas sempre interessantes!...


... É que o ano passado fiquei preso numa destas regueiras, precisamente depois desta curva à esquerda.
É que a fotografia (como sempre) não aparenta, mas neste sítio desce bastante!


O percurso de regresso a Fridão fez-se contornando o Marão, agora por trilhos de menor altitude.
O grau de dificuldade dos mesmos não é elevada, mas o nível de atenção tem de estar bem "lá em cima". É que um erro aqui pode custar uma queda pelas encostas... por umas dezenas largas de metros!


O Sérgio, que fechava o pelotão, na passagem pelo "túnel", perto de uma das antigas e abandonadas minas de volfrâmio do Marão.


Para terminar, a única foto do Tosta em acção.
Ele que voltou a levar a sua DR e que aqui já rodava há uns quilómetros com o pneu da frente furado.
E nem sequer foi isso que o impediu de manter um andamento de 60/70 km/h pelos estradões planos até Fridão :-O
Grande maluco!

20 fevereiro 2009

Marão em comunicação

Marão em comunicação, não fica mal...
Rima e tudo!
;-)

Aqui fica, um filmezinho fantástico, com uma qualidade invejável, próprio de um Berlim ou de um Cannes.
:-D
Durante a subida, por estrada, às antenas (de comunicação... lá está!), instaladas bem no alto do Marão.
Foi a única altura em que me lembrei de filmar, durante o último passeio para Trails do Moto Clube do Porto, que se realizou no passado domingo, 15.



Enquanto não faço uma selecção mais alargada, deixo apenas 4 fotos, tiradas pelo Sérgio e Rodrigo, em que apareço... eu! :-))