14 fevereiro 2009

Já outrora... foi a neve!

A conversa da lesão no peito fez-me lembrar da minha "ida à neve", de há uns anos atrás.
Fui a San Isidro, numa viagem de 4 dias, sendo dois deles para viagens e os outros dois, os do meio, para a neve propriamente dita.


Se na altura fiquei entusiasmado com a actividade, e cheio de vontade de a repetir rapidamente, nunca mais aconteceu. Acho que a falta de disponibilidade dos mesmos 4 dias, nesta altura, seja a principal razão.
Enfim, não dá para tudo!

Aqui ficam umas pics do "jeitoso" à saída do hotel...


E logo após ter pegado naquelas "coisas maljeitosas de meter nos pés", chamadas de skis...
:-))


E foi aqui pelo meio que tive a primeira lesão... um pé torcido.
Desta vez não foi numa queda, mas (apenas!...) através do esforço que fiz para me pôr de pé.
Quem não sabe é como quem não vê... e antes de fazer as aulas para principiantes fiz muita asneirinha!


Mas a pior de todas foi no segundo dia, quando achei que já sabia alguma coisa e... resolvi fazer uma pista vermelha.
Uma atravessadela menos controlada e o típico: skis para um lado, esquiador para o outro... a aterrar mesmo em cima do punho que segurava o bastão.
Não parti nada, mas ainda deu para ficar uns tempitos meio torcido, com umas dores como se tivesse partido!
:-(

10 fevereiro 2009

Esplendor... na areia

Vamos lá então à parte II deste curso intensivo de condução em areia.

Depois de começarmos a ver que o tempo estava a apertar, resolvemos marcar como objectivo chegar a Praia de Mira e voltar para norte, não pelo mesmo percurso, mas por outro trilho, mais junto ao mar.

Mas as coisas complicaram-se logo ao final de 100 m. Mal tínhamos acabado de entrar em areia novamente, por um caminho entre as canas e junto ao canal de Mira, aparece-nos... isto:


O caminho entrava por água dentro :-O
E não foi caso único. Depois de termos conseguido dar a volta ao primeiro lago... eis que se nos depara um segundo, e depois um terceiro e...


Chegou um ponto em que ficamos (bem, eu fiquei!...) completamente exaustos!
É que cada ponto onde era preciso dar a volta estava a custar cada vez mais, pois os pneus slick da Transalp não ajudavam a sair dos regos.


Depois de dez minutos de pé, enquanto eu ajudava o Sérgio a sair com a moto dele do sítio onde tinha ficado atascado, e no momento em que dizia: "olha para ela de pé, sem descanso!", não é que resolve cair mesmo para a fotografia???....
Parecia de propósito e a dizer: "Vamos embora!!"


Decidimos mesmo aí dar por terminado o reconhecimento por aquele dia.
Ainda faltava dar a volta às outras duas motos e voltar tudo para trás, até ao alcatrão.
E só isso já não foi pêra doce!...
Acho que a imagem seguinte é ilustrativa disso mesmo ;-)


O Pedro, esse, embora estivesse já com um punho ligado (O Sérgio, como bom líder de caravana, anda sempre preparado para todas as ocasiões! ;) ) conseguiu virar a sua Teneré com muito mais facilidade.
À custa de uma experiência muito maior do que a minha em areia, mas presumo que também à custa dos seus Karoo.
Foi aqui que decidi: "Não volto à areia sem trocar de pneus!"


O Sérgio, estava todo divertido a tirar fotos :)
A sua Transalp kitada, não andava na areia como a minha. Planava por cima dela ;)
Mas também teve direito a pelo menos uma fotografia...


Treino, treino, treino. É isso que falta!
Para já, estou numa de recuperação, pois fiquei mesmo, mesmo, "roto".
(curiosidade... de uma coincidência "atroz": enquanto escrevia estas linhas, liga-me a senhora do ginásio onde estou inscrito (sim, apenas inscrito), a perguntar porque é que não ponho lá os pés... há meses!...)
Falta de preparação física também é coisa que a areia não perdoa.

Não volto à areia sem uns pneus de taco, na moto, e com os meus slick, na cintura!
:-D

09 fevereiro 2009

Areia do nosso contentamento

No passado sábado, 7 de Fevereiro, um fantástico dia de sol ;-), fiz o meu primeiro passeio com a Transalp em areia.

A ideia já tinha surgido há uns meses, no final do País Dekarta, em que participei com o Sérgio Alves, entre Valongo e Santa Marta de Penaguião.
No meio de vários fins-de-semana ocupados, lá conseguimos este livre (embora em paralelo com outro aqui do grupo norte dos Nomad's... )
Além do meu baptismo neste tipo de terreno, a ideia do passeio era também criar um track que permita, num futuro próximo, realizar um passeio (ligeiramente) mais organizado, onde se possa convidar mais pessoal, quer para moto como para carro.

Além de mim e do Sérgio, compareceu ainda o Pedro (Vinhal ?), que tive imenso gosto em conhecer, quer pela simpatia, quer pela ajuda e incentivo que me foi dando durante todo o passeio.

Marcados no dia anterior pelo Sérgio, através de cartas militares e imagens do Google, os trilhos e waypoints começavam algures em Gafanha da Encarnação (para mim continua a ser "Aveiro" ;-), "descia" até Figueira da Foz, e voltavam até perto do ponto de partida.
No entanto, acabamos por fazer apenas uma versão mais curta do que o previsto, tendo feito "inversão de marcha" em Mira. Os reconhecimentos são mesmo assim, e nem por isso achei que o passeio tivesse sido propriamente curto... :-)


Enquanto "fazíamos horas", à espera do Pedro, que acordou um pouco mais tarde, resolvi fazer os primeiros ensaios.
O primeiro contacto que fiz com a areia foi... desastroso!
Em 300 m para lá, e de volta para cá, caí 4 vezes. com a agravante de ter ficado logo com as costas a "arder"...
Andar em areia mole não tem mesmo nada a ver com andar em terra, lama ou pedra. O tipo de condução é totalmente diferente!
Embora já me tivessem transmitido os conceitos teóricos necessários, a prática estava a faltar.
E cheguei mesmo a pensar em desistir rapidamente:
"Ora bem, se eu cair 4 vezes por 500 m, ao fim dos 50 km até à Figueira dá... um N demasiado grande de quedas, que eu provavelmente não aguento!!"
Mas não.
Depois de ter enchido novamente os pneus, pois esvaziei-os tanto à primeira, que ficaram abaixo de 0,5 bar... (daí o desvio até Ílhavo, que aparece na imagem anterior), lá entramos na areia "a sério".
(Para variar - não sei o que se está a passar comigo - voltei a não levar máquina fotográfica... :-(
Assim, a acompanhar o relato, aqui ficam algumas fotos de alta-qualidade ;-) tiradas pelo telemóvel do Sérgio.


É preciso é confiança e dar algum gás!!
Em segunda e/ou terceira pois em primeira não dá...
E lá fui eu, a andar sobre/entre areia ;-)


Na primeira subida (claro!...) lá fiquei atascado e a precisar de ajuda para sair dali...


É que além da experiência não existir, os pneus não eram propriamente adaptados ao terreno.
Pareciam slicks, com os rasgos cheios de areia :-O


Segundo os meus parceiros Nomad's, e de forma a motivar-me um pouco mais ;-) eu até consegui adquirir a técnica muito rapidamente.
O truque passa mesmo por "perder o medo" e manter uma velocidade razoável.
Mas nunca pensei que pudesse rolar em areia fofa, igual à da praia (...) a 60 km/h!!!
Mas é verdade!

Aqui estou eu, numa das muitas paragens que fomos fazendo, para descansar um pouco, ou apenas para duas de letra ;-)


E o Pedro, na sua atitude sempre positiva e divertida.



Mas nem tudo foram rosas...
É que se cair a 5 km/h não é bem cair, é mais deixar cair a moto para o lado, cair em velocidade é... um bocadinho pior!
Por muito fofa que possa ser a areia, um impacto maior deixou-me marcas no peito, por ter aterrado mesmo em cima do punho fechado. Neste momento, mais de 48 h depois, ainda estou (bastante) dorido...
Fez-me lembrar de uma queda semelhante, numa superfície ainda mais fofa, a neve, na minha primeira, e última até agora, experiência de ski, onde também estive uma semanita a Voltaren para recuperar... :-(

Depois de começar a andar na areia, o segundo aspecto a aprender rapidamente é que não se pode parar onde se quer, correndo o sério risco de ficar atascado ao tentar arrancar.
Aqui uma série de fotos onde essa foi a grande dificuldade, pois não parei bem no topo da subida, onde era suposto...


E claro que o resultado é ficarmos esgotados fisicamente e a precisar de uns bons minutos de descanso!!
;-)


Mas às vezes não há mesmo hipótese!...
Uma pequena distração, uma maior atravessadela e... já estás parado a meio duma subida e a precisar de ajuda para sair dali...
E... mais uma vez o Pedro na ajuda constante!
Obrigado ao Pedro e ao Sérgio pelas várias ajudas ao longo deste dia!


Alguns trilhos menos moles, onde dava para umas atravessadelas mais controladas... e outras nem por isso.
Posso estar enganado, mas na última foto, e bem no centro, havia um "baixo" onde a areia voltava a ficar completamente fofa e, ao atravessar por cima de uma raíz escondida, lá fui eu novamente ao tapete...
Acho que deve haver um filmezinho desta última queda do dia, mas isso só mesmo em "cenas do próximo episódio".


Até mais logo, pois ainda faltam mais umas fotos e filmes para terminar o relato.

04 fevereiro 2009

Novos olhares

Há muito que não colocava aqui nada sobre o tema "Olhares".
Hoje deu-me para "passar os olhos" pelas fotos deste ano. De 2009.
E dei com estes pormenores.
Alguns macro. Outros nem por isso.
Aproveitei ainda para experimentar diferentes formatos para o enquadramento.





Que dizer?
Tremendamente variados...
Não têm um tema definido...
O gafanhoto está a mais... ;-)

Tudo isto num dia de sol fantástico.
E foi este ano. Eu sei que já ninguém se lembra, mas é verdade!
:-)))

01 fevereiro 2009

Da escuridão...

E nada como começar novamente com um "chavão":
E da escuridão fez-se a luz

... por duas razões:
Primeiro, porque foi na "escuridão" (na zona fora do track) que apareceram as zonas mais trialeiras, com mais "sal".
Segundo, porque foi a única altura em que o sol fez realmente a sua aparição.
;-)


E enquanto se esperava que o organizador-mor do evento, Barroso, desse notícias sobre se dava, ou não para passar "por ali", o pessoal aproveitava para sair dos carros e dar "duas de letra" no meio do monte, que é uma coisa que sabe muito bem.
;-)


Esta era mais uma zona, das muitas actualmente, onde as árvores e arbustos crescem desordenadamente.
Depois de um incêndio, e antes dos terrenos serem novamente lavrados e replantados , a "natureza brava" toma conta de tudo.
Há quem afirme que esta é umas das razões pela qual o Todo-Terreno é uma mais valia, pois vai desimpedindo os caminhos que, de outra forma, começam a ficar intransitáveis.
Esta é também a desculpa que eu dou para ter a pintura do Pinin toda riscada: a preciosa ajuda aos bombeiros e restante protecção civil.
:-)))


Ena que confusão!
A inversão de marcha nestes locais não é propriamente simples, mas é aqui que fico a pensar naqueles tristes condutores que não conseguem fazer uma marcha-a-trás de 5 m numa rua com 6 m de largura...
;-)


Mas lá continuamos o nosso percurso, por uns caminhos mais ou menos complicados, com mais ou menos pedras, com mais ou menos regueiras...


O problema destes dias próximos do solstício de inverno é mesmo a sua curta duração.
Ainda para mais num dia (muito) nublado, faz com que pouco depois das 5 da tarde já esteja praticamente noite.
Mas neste dia até o pôr do sol foi interessante.
Reparem na fotografia - não, não é nenhum artifício de imagem, photoshopada!


A última luz do dia permitia tirar também as últimas fotografias do dia.
Mesmo de dentro do carro, pois as condições atmosféricas no exterior não estavam propriamente apetecíveis..., as fotos até ficaram interessantes!


E assim terminou a avenTTura do dia, já perto do restaurante onde se iria realizar o jantar de Natal.
Ainda paramos numa confeitaria para um lanchezinho (quentinho!!) e onde alguns dos elementos se despediram, pois não podiam estar presentes no jantar. Na realidade foi mais uma "troca", pois se uns se foram, outros chegaram ;-)

Do jantar, deixo as fotos "de família" apenas para "a família".
Fica aqui o ambiente quente e acolhedor, que por lá se viveu, representado pela lenha que ardia na lareira.
Um bom NaTTal!