16 outubro 2008

Azores 2008 - 11_2

... depois do tal episódio triste do início da viagem do dia, lá continuamos nós, a calcorrear a estrada marginal, no sentido negativo, em torno da ilha Terceira.

A palete de cores mantinha-se:
As paisagens continuavam verdes, com os campos a estenderem-se até ao mar azul, divididos por muros de pedra negra e à sombra de brancas nuvens.


Um dos pontos interessantes deste passeio é o avistamento das ilhas de São Jorge, Pico e Graciosa, à distância, algures no "meio do mar".
Nas fotos elas não aparecem em força porque a tonalidade do cinza-azulado passa muito despercebido sobre a linha do horizonte. Sabendo disto, nem sequer forcei muito para que aparececem mais.
Mas elas estão lá.


Nesta foto, por exemplo, tirada na Ponta da Serreta, vê-se a ilha da Graciosa, lá ao fundo (se não clicarem em cima não a vêm...)


Outro facto curioso da Terceira, que contrasta significativamente em relação a São Miguel, é o colorido das suas casas.
Deixam de ser todas brancas para serem às cores, garridas.
Mas que bem que fica!


Mas aqueles tons de verde...
Pena que em Agosto as flores já estivessem um pouco murchas, pois os verdes com umas pinceladas de cor viva por cima teriam ficado ainda melhor.
Que tal o postal?

13 outubro 2008

Azores 2008 - 11

Para o segundo dia de carro decidimo-nos a dar "meia volta à Terceira, pela esquerda".
Ou seja, e melhor dizendo, saindo de Angra do Heroísmo, a ideia era percorrer meia ilha, junto à costa, no sentido dos ponteiros do relógio.

E foi isso mesmo que começamos por fazer, bem cedinho pela manhã.
Como também já tinha começado a ser prática corrente, primeiro miradouro (como eu gosto deste termo!), primeira paragem para a fotografia.
Este no entanto, viria a revelar-se pela negativa, como as fotos transmitem, em certo ponto.
Mal saí do carro e me cheguei a um pequeno muro de protecção, verifiquei que este era, de longe, o local mais sujo, mais cheio de lixo, de entre todos em que tinha estado nos Açores.
Se até aí me parecia que a limpeza roçava a perfeição, neste sítio essa ideia caiu por terra...
Mas a paisagem "à distância" continuava lá, linda como sempre, bem como a clareza das águas.


A questão era mesmo ali, aos pés.
No meio do lixo o que é que topei ainda: um conjunto de moreias mortas e abandonadas.
Que triste visão!...
Este é um animal marinho (um peixe anguiliforme) que nunca tinha visto ao vivo, e pelo qual tenho, sem saber explicar porquê, uma imagem de "especial".
Ali estava, um "despejo" de moreias, provavelmente por pescadores/mergulhadores menos escrupulosos, que só as pescaram pelo prazer de matar.
Eu, que fui pescador de rio durante tantos anos, fiquei (muito mal) impressionado pela cena. Era incapaz de semelhante.
Mas quase que aposto que aquilo não tem dedo açoreano!...


E por hora fico-me mesmo por aqui...
O tempo para a publicação no blog tem sido diminuto, mas também não quero deixar cair por completo esta actividade que tanto prazer dá.
Vamos lá ver se o próximo não demora tanto ;-)

26 setembro 2008

Azores 2008 - 10

Depois de um dia atascados nas piscinas do hotel, um dia de passeio em quatro rodas.
Para este primeiro dia de pópó resolvemos atacar os Biscoitos.
Biscoitos é uma pequena vila no norte da ilha, conhecida por duas coisas: as piscinas naturais e o vinho, existindo lá, inclusivamente, um museu do vinho.
Mas deste último não trago história, não é que não gostasse ;-)

Sendo a minha primeira visita a piscinas naturais, não deixei de estranhar a organização das mesmas.
Bandeira azul a anunciar a qualidade das mesmas e a verde a atestar o bom dia escolhido para o mergulho.


E se de longe já se começa a gostar do local, quando se chega a ver a água fica-se... de boca, olhos, tudo... aberto.
É lindo! Simplesmente, lindo!
Mas acho que só visto mesmo. As fotos, que até acho que estão bem boas, não conseguem mostrar aquilo que se sente no local. Incrível, mesmo!


E a quantidade de peixes que povoam estas rochas vulcânicas é também assinalável.
Já tinha visto muitos peixes, em quase todos as praias e cais por onde tínhamos estado, mas isto era muito acima disso. De muitas cores e tamanhos, por todo o lado.
Que pena fiquei de não ter uns óculos para mergulhar com eles...
Aqui ficam umas fotos (quase) subaquáticas, com uma máquina sem filtro polarizador.


E voltando à superfície, mais umas shots onde o azul impera (aliás, o azul impera sempre... ;)
O difícil mesmo foi conseguir parar de fotografar...


Para o almoço nada melhor do que um piquenique à sombrinha, no meio do verde e com o mar em fundo.
E nem sequer é preciso procurar muito!...


De tarde resolvemos continuar com o bem-bom, mas agora numa localização um pouco mais à direita no mapa, na Baía das Quatro Ribeiras, para ser mais preciso.
Aqui existe mesmo uma piscina, não natural, mas onde a água é do mar, permanentemente renovada. Mais uma vez um sítio muito bonito, agora com umas cores diferentes , que fugiam mais para os tons verdes.


E se até este dia tinha praticamente evitado apanhar sol quente, neste, e não sei muito bem porquê, resolvi trabalhar um pouco para o bronze.
O resultado ainda hoje se vê... depois de uma tosta daquelas!... :-(
É que nem sequer apanhei muito tempo de sol, mas da maneira que estava branco não devia ter arriscado mesmo.

Enfim, mais um dia excelentemente bem passado, coroado no final por mais uma também boa refeição. De peixe, é claro!
Resolvemos experimentar mais uma das indicações do "nosso homem" local e fomos ao Leme, bem no centro de Angra do Heroísmo.
A este tenho, no entanto, a apontar um ponto negativo: é um restaurante de fumadores. Não reparei antes e depois já era tarde. Já é tão estranho ter que apanhar com fumo enquanto se come...
Grande lei, esta anti-tabágica!

18 setembro 2008

Azores 2008 - 9

O primeiro dia completo de Terceira foi "à hotel", ou seja, "à caracol".
Os movimentos, em amplitude e velocidade, foram reduzidos ao estritamente necessário ;-)
Com umas boas piscinas, estas sim de água doce, e com a "praia" mesmo ali à mão, resolvemos neste dia aproveitar ao máximo as "mordomias" oferecidas pelo hotel.


A subida ao "Caracol", que basicamente é um mirante com cerca de 10 m, foi um dos pontos altos do dia (um bom trocadilho este :-)
Apresenta uma paisagem magnífica e, segundo nos disseram depois, tivemos imensa sorte com a meteorologia, pois a visibilidade estava "para lá da Trapobana", o que aqui significava que se avistavam as ilhas de São Jorge e do Pico.


No entanto, de uma das mordomias mais apreciadas não há qualquer registo fotográfico.
Não há, porque a visão foi um dos sentidos por e simplesmente não utilizados.
Uma massagem tão... tão... relaxante... mas tão, tão, relaxante que... é melhor nem contar!
Fiquemo-nos então mesmo só pelas fotografias ;-)


Da parte de tarde resolvi experimentar a água do mar.
Foi o primeiro local, de muitos na Terceira, onde tive pena de não ter uns óculos com tubo de respiro (o tal conhecido pela sua designação em inglês, de snorkel).
Umas águas claras, transparentes e cheias de peixes, de todos os tipos e feitios. Nunca pensei que fosse possível, no meio de tanta gente, haver tanto peixe!

E o maior peixe lá foi, nadando, até ao "meio do mar".
Sim, aquele Y branco em cima da placa azul é moi même :-)


E um exemplo fototráfico onde umas cores incríveis e um grande motivo (eu e o çalo :), não fazem uma boa imagem.
A falta que faz um bom enquadramento...


E nada como finalizar um dia bem passado com uma boa refeição.
Desta vez a Adega estava lotada e tivemos que procurar novo poiso.
Ficamos contentes com a opção encontrada: o Elios, na rua de São Pedro.
Um restaurante menos típico que o tradicional típico (vá-se lá perceber estas afirmações :-), onde a indicação à entrada de "Restaurante - Pizzaria", a meu ver, só o prejudica.
A comida é simplesmente demasido boa para estar associada ao triste prato italiano!

14 setembro 2008

Azores 2008 - 8

Estava na hora de mudar de poiso. De mudar de ilha.
As paisagens micaelenses iriam dar passagem às terceirenses.
Uma das últimas fotos que tirei em São Miguel foi, do hotel, à Ermida da Mãe de Deus.


Mudar de lugar a meio do período de férias é uma coisa que comecei a fazer há muito tempo. Parece que no mesmo período há "duas férias", o que é sempre interessante ;-)
No entanto, uma mudança de ilhas implica uma logística complicada, nomeadamente pela viagem de avião, que é uma coisa que não gosto.
Não por ter medo de voar, mas pela "confusão" que é voar. É preciso ter tudo pronto bem cedo, estar no areoporto bem cedo, para... esperar, aguardar e ... desesperar.
Não foram as 3 horas e meia de atraso da viagem Porto - Ponta Delgada, mas não andou muito longe. Mais uma vez o avião ficou retido algures. E explicações ou desculpas são coisas que o pessoal dos aeroportos não conhece...
E depois há ainda a viagem em si. Se até acho piada à partida (já achei mais...) pela aceleração que um "bicho" daqueles (mesmo o turbo-hélice desta viagem) consegue ter, o desconforto dos aviões é demasiado grande para o meu gosto, principalmente devido ao ruído acústico.


Mas os períodos menos bons de uma viagem de férias são rapidamente esquecidos, especialmente quando se chega a um lugar como Angra do Heroísmo, ou mais especificamente ao Cais da Silveira, onde fica localizado o Hotel do Caracol.
A vista da varanda era soberba, mesmo sendo uma das piores colocadas para o efeito...


No resto do dia aproveitamos a paisagem junto às piscinas.
Bem, não só a paisagem como as piscinas também ;-)

E nunca digas que estás muito longe de casa.
Não é que encontramos por ali dois casais amigos, que estavam lá também de férias e independentes um do outro?
Este Portugal é tão pequenino ;-)


Depois de um jantar num dos restaurantes mais típicos (será melhor dizer turísticos?) de Angra, a Adega Lusitânia, voltamos ao nosso quarto.
O descanso, depois de mais um longo dia, era merecido.