11 junho 2008

Portugal Lés-a-Lés 2008 - o regresso

No dia do regresso já consegui acordar (muito ... ;-) mais tarde.
Deixei as 5 e acordei apenas às 6 horas. Já o sol iluminava as nuvens que pairavam sobre o mar calmo do sudoeste algarvio.

Mais uma vez, o primeiro impulso foi para o click...


... e para a confirmação se as bichinhas tinham passado bem a noite.

Sim, lá estavam elas, acompanhadas por mais umas 20, que entretanto tinham chegado para pernoitar no mesmo hotel.


O pensamento do dia estava totalmente voltado para o "regresso a casa" e para o rever da família, que se é obrigado a deixar para trás. É que se à partida até não sabe nada mal (admito ;-), ao fim de 3 dias a saudade aperta...

E, da mesma forma que durante o percurso do Lés-a-Lés a diferença de andamento entre a XL e a XR tinha provocado a necessidade de "liberdade", no regresso por autoestrada ainda seria mais crítico.
Assim, e por comum acordo, os EnduróTrail separaram-se logo após o pequeno almoço. A mais pequena XR partiu mais cedo, depois de um recomendado ajuste da tensão da corrente.
Objectivo: chegar ao Porto apenas pela estrada nacional, o que representaria uma verdadeira terceira etapa do Lés-a-Lés, com mais de 600 km...

Com desejos de "- Boa-viagem!" para ambos, lá nos despedimos.


Fazer 600 km seguidos, mesmo por autoestrada, não é pêra doce. Pelo contrário, é uma seca.
Este é sempre o sentimento à partida!

E antes dela, uma despedida fotográfica da praia de Salema, naquela muito agradável manhã de final de Maio.


Não parece (nada...), mas uma hora e meia antes destas fotos terem sido tiradas tinha caído um aguaceiro "daqueles", pesadíssimo!...
Ao contrário de muitas das praias da nossa costa, esta já tinha nadador salvador a postos. Aqui vai ele, a caminho de mais um salvamento ;-)


9:30 e aí vou para “cima”:
Salema; N125 até Lagos; A22 (Via do Infante); A2 (IP1) – meti gasolina na área de serviço de Almodôvar; A13 (IC11 e IC3) – meti gasolina na área de serviço de Salvaterra de Magos; IC10 (à passagem por Santarém); A1 (por apenas 500 m...); A15 (IP6); A8 (IC1); A17 (continuação da IC1); A25 (IP5) – tive que “suar” um pouco para chegar à área de serviço de Aveiro. Já ia nos fumos... A A17 está completa mas não tem áreas de serviço. Mesmo assim, prefiro, por muito, utilizar esta alternativa à A1, pela serenidade com que se consegue rolar; A1 (IP1) – até Estarreja; A29 (IC1); A20 (IP1) – passagem pelo Freixo; A20 (IC23 - VCI); A3 (IP1); A41 (IC24); Casa, às 15:45.
Com a atenção necessária para percorrer todas estas estradas, de "seca" a viagem não teve nada.

Foram 636 km de percurso, perfeitamente nas calmas, como atestam as seis horas e um quarto de viagem, contando com as três paragens para reabastecimento e uma para comer qualquer coisa.
Foi um tirinho! ;-)


A máquina merecia descanso!
Não deu qualquer problema, nenhum susto, nada.
Da outra vez, em 2005, o cabo de retorno do acelerador tinha partido (no engate do punho), provavelmente devido a uma montagem defeituosa. Mesmo assim, permitiu fazer todo o percurso sem precisar de assistência.
Desta vez, zero falhas.


Para terminar, vamos a contas:
Inscrição no Lés-a-Lés: 125 €
Gasolina:
Gasto total: 109,8 €
Média total: 5,48 l/100 km
Média mínima (zona norte, antes de Coimbra): 4,57 l/100 km
Média Máxima (autoestrada, claro!): 7,67 l/100 km
Portagens de autoestrada: 39,3 €
Alojamento (apenas a minha parte - metade dos quartos): 75,4 €
Refeições (um almoço, um pequeno-almoço e... cafés): 12,3 €

Gastos totais: 360,8 €

Se a este valor ainda somar os componentes de desgaste da moto (pois sempre são 2000 km...) o valor chega, em números redondos, aos 400 euros.
Visto assim até pode parecer um valor um pouco puxado, mas valeu a pena.
Ah, se valeu!

10 junho 2008

Portugal Lés-a-Lés 2008 - o relato - 9

Depois das valentes curvas da serra com o mesmo nome, Monchique estava marcada como ponto de paragem para reabastecimento.
E se para mim era "a" paragem, para o José Luís era a 3ª do dia, dada a pouca capacidade do depósito da XR. Desta vez teve ainda que acrescentar algum óleo.
A Transalp, essa, continuava em plena forma, sem qualquer problema a reportar.


Já cheirava a praia...
O mar via-se de longe e as tabuletas já há muito que marcavam a proximidade do canto mais ocidental deste Algarve mas, para chegar a Sagres ainda havia que percorrer mais uns longos quilómetros...

Os últimos postos de "picagem" ficavam bem perto do mar, e melhor ainda, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Mais uma zona muito agradável para uma calma visita, longe do típico rebuliço dos veraneantes algarvios. Estradas estreitas, no meio de uma vegetação rasteira, onde mais uma vez me senti inebriado pelos aromas.
Com o sol a presentear-nos neste final de tarde, e ainda antes de passarmos às mais isoladas praias de Boca do Rio, Zavial e Ingrina, passamos mesmo em frente ao hotel que tínhamos marcado para essa noite, em Salema (já em Coimbra tinha acontecido a mesma coincidência...).


É desta... chegamos a Sagres.... Não. Ainda não.
Ainda faltavam umas últimas curvas e uns últimos troços de terra por entre algumas aldeias mais isoladas e mais típicas (será que isso ainda existe?).

É agora? Sim, chegamos!!
Mesmo em frente ao forte de Sagres, pôr do sol, com o cabo de São Vicente ao fundo. É que não podia ter acabado com melhor cenário!


Senti uma sensação de concretização, como se realmente tivesse feito alguma coisa de grandioso. Afinal, tinham sido mais de mil difíceis quilómetros e mais de muitas curvas...

E aqui estávamos nós, à hora exacta, com o palanque da chegada à vista.
O speaker a dar os parabéns a todos, principalmente àqueles que lá chegavam com pequenas máquinas, com motores de 50 cc. Isso sim, deve ser uma aventura a sério!...


Um desses grandes aventureiros, o Osvaldo, que todos os anos participa nesta "grande maluqueira" (como lhe chamei logo no início deste relato). Este ano, com uma Vaca com Halibute (Yamaha FS 1) foi o primeiro a chegar a Sagres, totalmente dentro do tempo. Pena o seu companheiro de sempre, o Torcato, não ter chegado sequer a Bragança, fruto de uma queda na viagem... As melhoras para ele!


Subimos o palanque, tiramos a foto oficial, descemos e recebemos o diploma de participação, juntamente com uns "recuerdos".
Um que gostei muito foi o livro "Motos - A paixão em segurança" de Paulo Noivo. Estou a lê-lo, com atenção, e a verificar que o gostava de o ter lido há uns anos... quando comecei a andar de moto. Já vai um pouco tarde mas ainda assim dá para aprender umas coisas.

Jantámos e rapidamente nos fizemos à estrada para voltarmos a Salema. O azimute estava agora traçado para... a cama.
O quê? Não há festejos, lançamento de fogo preso ou semelhante??
Eu sei, parece estranho, mas o descanso era merecido e muito necessário.
Mas há sempre tempo para uma última fotografia: praia de Salema à noite.


Fica apenas a faltar o regresso...

07 junho 2008

Portugal Lés-a-Lés 2008 - o relato - 8

A interromper os estradões de terra esteve o lanche. E, por alguma razão organizativa que não cheguei a entender, para obter esta refeição era preciso entregar uma senha em troca da sande mista, maça e garrafa de água. Seriam os aldeões alentejanos pouco conviáveis? Não me parece!

Curiosamente, foi nesta paragem onde a Transalp esteve mais perto de tombar... O asfalto onde estacionámos era tão fino que o descanso entrou terra dentro. Por sorte, houve quem tivesse reparado e, antes que acontecesse, chamado a minha atenção. Mais ainda, foram logo buscar uma pedra para colocar por baixo (na foto).
Este pessoal é impecável! Obrigado!


E assim continuamos, em direcção ao ponto quente da tarde..., do dia..., do Lés-a-Lés inteiro...
Primeiro, nova "picagem", antes da passagem a vau pela ribeira do Torgal, pequeno afluente do rio Mira (que desagua em Vila Nova de Mil Fontes, umas das várias titulares a Princesa do Alentejo ;-)

As meninas do MCP sempre em grande! Aqui, enquadradas com umas florzinhas azuis, como merecem ;-)


As travessias a vau são sempre um dos pontos mais temidos destes passeios. Para os perto de mil motociclistas que compôem a caravana, este é o tipo de condução menos praticado e que, naturalmente, causa maiores dificuldades.

Grandes filas se juntavam para ver passar os outros.
Ou seria para os ver tombar? :-)


Mas a passagem a vau não era a maior dificuldade...
Embora com umas pedras soltas pelo meio, era relativamente estreita e até havia uns sapos dentro de água para ajudar. Pode ter sido por sorte (ou por azar ;-) mas não vi ninguém ter problemas nesta travessia.
Vi foi o sapo levar um banho daqueles, de uma Tiger mais atrevida...


O grande problema estava à espera logo a seguir. Um lamaçal de primeiríssima água ;-)
E aqui não resisto a transcrever o texto da notícia publicada no site da Federação Nacional de Motociclismo:

"... os elementos do Moto-Emergência tiveram o maior trabalho de todo o Lés-a-Lés… ajudando a levantar motos tombadas nos traiçoeiros poços de lama existentes logo à saída da ribeira. E chegaram à conclusão que a preparação física dos participantes está longe de ser olímpica, registando inúmeros casos de extremo cansaço, chegando mesmo à exaustão. ..."

Estes não estavam assim tão exautos.
Oh pra eles todos felizes por estarem prestes a chafurdar :-)


Vou? Não vou?
Sim, foi e... caiu. Uma Dominator vermelha, que me fez lembrar imediatamente de uma outra que conheço, que também gosta de tombar (... :-), não se sentiu suficientemente confiante para passar uma das piores poças. É que isto é (quase) apenas uma questão de confiança!
Este foi o único que vi tombar, mesmo à minha frente.

Curiosamente, ou talvez não, passei totalmente "na boa"!! O treino dos últimos passeios para Trails do MCP deram-me um à vontade que me permite actualmente brincar nestas passagens mais complicadas.
Não chego a Dakar, como o Paulo Marques, mas acredito que já deve dar para passar do Alentejo :-)


Mais à frente, já a passar por Odemira, e enquanto esperava pelo meu companheiro de equipa (que afinal não estava para trás, mas para a frente...) vi muita gente parada nas primeira estações de serviço a lavar equipamento: botas, calças, luvas...


A entrada no Algarve fez-se ao atravessar a ribeira de Seixe, a tal que desagua na Praia de Odeceixe. Esta é também uma zona que me deixou boas lembranças.

Primeiro, a estrada municipal, de São Teotónio até aqui, que percorre a serra da Brejeira, com uns aromas que ficaram registados na memória (ao procurar informação na web sobre esta serra descobri isto, que justifica o porquê dos bons aromas locais e dos estrangeiros estarem a povoar estas localidades serranas isoladas ;-)

Segundo, pelo restante trajecto até Monchique. Umas curvas fantásticas onde puxei realmente pela máquina e onde devo ter abusado... talvez... um pouquinho.
Nada de mais!...


Neste "posto de picagem" de tarjetas também não registaram os adiantados (não foi em todos que isto aconteceu). Daí, um ajuntamento de algumas dezenas de participantes.

Nós esperamos cerca de 10 min, mas havia por lá gente que estava com quase 1 hora de avanço... Mas era um sítio agradável para esperar e estava sol!

06 junho 2008

Portugal Lés-a-Lés 2008 - o relato - 7

Só após termos passado por Grândola é que percebi o porquê de lhe chamarem vila morena: a cor da terra.
Tem um tom avermelhado, como de quem passou um dia no bronze.
Será?... ;-)


Primeiro um grande estradão, de muito bom piso, onde a organização pedia para não se ultrapassar os (1)70 km/h.
É que nem o Paulo Marques, campeãoníssimo das provas Trail, passou o limite. Tá bem, eu acredito...


E foi por aqui que comecei a utilizar a máquina fotográfica em pleno andamento.
Descobri depois que a qualidade das fotografias assim tiradas não ficou a melhor (...), mas apetecia captar todas aquelas paisagens, bem diferentes das que estou habituado a observar.
Além disso, os tempos do roadbook passaram, com a terra, a serem muito mais "esticados". É que nós, os EnduróTrail, rodávamos em terra à mesma velocidade que rodávamos em asfalto. Passamos, por esta altura, a estar ligeiramente à frente do tempo previsto...


Mas foi após este grande estradão que apareceu um dos caminhos mais deliciosos. Um troço de terra, às curvas, relativamente estreito e com um piso mais ou menos regular, que atravessava umas terras pacíficas e com um colorido muito bonito.


Aqui pelo meio, junto a mais um posto de "picagem", encontrei um simpático casal de holandeses, sentados em cadeiras de praia, junto ao caminho. Aproveitei, enquanto "fazíamos horas", para conversar um pouco com eles. Estavam reformados e passavam uns tempos em casa da filha, who lives just over there. Gostavam muito do Alentejo e vinham cá muitas vezes.
É que se estas terras estão a ser abandonadas pelos portugueses, estão a ser povoadas por holandeses e alemães... Vá-se lá perceber estas coisas!


Este foi, para mim, e logo a seguir aos dois miradouros sobre o Douro, o segundo lugar de eleição deste Lés-a-Lés.
Já tinha feito umas férias perto desta zona, em Odeceixe, mas na altura não penetrei por estes estradões. Pode ser que numa próxima...

03 junho 2008

Portugal Lés-a-Lés 2008 - o relato - 6

Mais um dia. E que dia. Este prometia!
Os avisos estavam lançados desde Bragança: a segunda etapa vai ser longa... e dura.
Partida de Coimbra às 6:00 :-O, para o número 1. Chegada a Sagres às 19:30.
Treze horas e meia de percurso, com muito pouco tempo de paragens programadas, a maior das quais de apenas 40 min, para almoço, e com as longas rectas alentejanas pelo meio.

Para nós, equipa 228, a hora de partida era às 7:16. Até não parecia mal ;-)
Querendo garantir que estávamos no palanque de partida à hora certa, lá tínhamos posto o despertador para as 5:30...
Mas, e mais uma vez, acordei antes da "marca". Às 5:15 já estava de olho aberto e, claro, sem nunca mais conseguir adormecer.
Máquina em punho, lá fui eu "clicar" para a janela. A foto seguinte não é a das 5 e tal... É antes a das 6:00, com uma luz bastante mais interessante!
Fórum Coimbra ao fundo.


Pelo segundo dia consecutivo, pequeno almoço no hotel... nada!
A esta hora já não foi mau aquilo que a "Dona Inês" nos arranjou: num saco plástico, um pão misto, um pacote de leite e uma maça...
Antes das 7:00 já estávamos a caminho pois desta vez tínhamos uma maior distância para cumprir até ao ponto de partida.
Chegamos, vimos o ambiente e entramos na "nossa" posição, na fila entretanto formada. Tudo bem até aqui. O problema foi que, aqueles 50 m demoraram muito mais do que o esperado para cumprir devido aos... atrasados. Chegavam, e como estavam atrasados (...) metiam-se à frente de toda a gente. E não foi um ou outro. Foram muitos!
Eu sei, sou eu que sou mau feitio!!... Mas nem os maus feitio do costume (elementos da organização do MCP) conseguiram "pôr mão na situação".
Quando, finalmente, chegamos ao palanque já estávamos com 15 min de atraso... e logo a seguir mais 5, para vestir o impermeável. É que o sol com que o dia acordou tinha sido de pouca dura.


Desta forma, e embora atrasados, saímos da bonita cidade de Coimbra "nas calmas", com um piso molhado, muito escorregadio. Lá seguimos em direcção a sul, acompanhados ainda um pouco pelo Mondego.
A primeira paragem foi no "Alcabideque", local de recolha de água para a antiga Conímbriga. Ponto de "picagem" e de nos perguntarem se tínhamos trazido arroz... para cozinhar com os patos que por lá nadavam ;-)


Nesta parte da manhã a chuva não deu tréguas...
Não chovia com muita intensidade mas fez-se acompanhar durante umas horas seguidas.
E foi desta forma que chegamos ao castelo de Ourém, depois de mais um pequeno troço de terra e de algumas estradas retorcidas (pena a chuva que não permitiu desfrutá-las na totalidade...)
Lá em cima encontrámos um pequeno almoço retemperante, em particular o café de máquina!! Haviam era de ter colocado duas ou três máquinas, pois quando abandonamos o local havia uma fila de 20 a 30 à espera do bendito café...


A partir daqui, fizemos a entrada na zona dos touros. Esta zona centro do país é, actualmente, a que menos conheço. E, ainda por cima, não passamos em nenhuma das minhas conhecidas, Salvaterra de Magos ou Benavente. Antes, cruzamos Golegã e Chamusca, igualmente paisagens de charneca, terras que o Tejo alaga em alturas de muita chuva . Só não tinha saltado fora das margens neste dia, de tanta chuva, porque o respeitinho pelos motociclistas é muito bonito! :-)

Um pouco "ao lado", já na barragem de Montargil, onde se fez a primeira de várias aparições dos carros da Baja Transibérica, que decorreu durante os mesmos dias do Lés-a-Lés.


O almoço, em Brotas, fez-se sem grandes histórias. Uma tenda montada num campo onde, em simultâneo, havia uma concentração dos motards locais. Embora com piores condições logísticas, ao contrário do almoço do dia anterior, estava bem organizada. Havia uma fila única, tipo cantina, que funcionava muito bem.

Como ainda não tínhamos recuperado o tempo de atraso da partida (aliás, acrescentamos mais uns minutos a esse atraso...) não ficamos muito tristes com a anulação do desvio de visita à Torres das Águias. Problemas com o proprietário... Ainda assim, e pelas descrições do roadbook, deve ser um sítio que vale a pena visitar.

Aqui... na passagem de uma vila... tipicamente alentejana.


E numa recta ...tipicamente alentejana...


É nestas situações que faz falta o GPS. Ainda não fiz a instalação do PDA numa caixa de protecção, própria para utilização na moto, mas para a próxima tem de estar pronto!
Um dos aspectos que me causa mais confusão a seguir apenas o roadbook é de não me conseguir localizar. Quando a navegar por estradas que desconheço, ainda por cima ao longo de longas (isto deve dar uma figura de estilo interessante ;-) rectas, é difícil perceber "onde estou".

Longas rectas que atravessam terras de pasto e azeitona.
O pensamento na altura ainda está fresco: "Muitas vaquinhas, prestes a ir parar aos pratos com a etiqueta de carne alentejana..."


Ah, finalmente uma identificação: Grândola. A tal vila morena, embora me pareça bem branquinha ;-)


E com que rapidez se rola por estas terras planas!