Junho costuma ser o meu mês preferido do ano, mas este está super cheio.
Tanto, que o tempo para "encher" o blog escasseia a sério!
No passado 9 de Junho, eu e um grupo restrito de confrades "Balongueiros" fomos a Santarém, a convite do Pedro, visitar a feira nacional de agricultura - feira do Ribatejo.
Em excursão, em dois autocarros fretados pela Cooperativa Agrícola de Valongo, aí fomos nós.
Já não me lembrava de andar de autocarro e ainda por cima na minha primeira excursão ;-)
Saímos da cooperativa às 14:30 em direcção a Almeirim.
Destino: Sopa de Pedra :-)
O autocarro parou junto à praça de touros e ... lá foi tudo a correr, às 18:00, jantar...
O restaurante era já conhecido da maioria: "O Toucinho", do qual o dono era um ex-toureiro.
Por muito cedo que os homens comecem a servir, às 18:00 ainda era muito cedo para jantar, e lá ficou tudo à porta até abrir.
Ainda assim, nunca jantei tão cedo! Às 18:30...
Apenas aqui começaram as fotos...
A minha máquina continua no estaleiro e todas as fotos que aqui estão foram tiradas com uma Casio, emprestada pelo "Zé d'Aurora".
Ele levou a máquina mas não tem propriamente gosto pela fotografia, facto logo aproveitado pela minha pessoa ;-)
Obrigado Zé!
A Sopa de Pedra estava muito boa.
Gostei, mas não voltava lá de propósito para repetir...
O convívio à mesa, esse sim, esteve de alto nível. Claro que o tinto ajudava :-)


Mesmo à saída do restaurante, dois olhares.
"Oh Quim, garrafões desses também há em Valongo", tive logo que ouvir:-)


A malta (quase) toda reunida antes do embarque para Santarém.


Os férteis campos do vale Tejo.
Primeiro um campo de milho a ser regado por aqueles gigantes "sistemas "andantes", e depois uma quinta de vinho.
Fotos tiradas com o autocarro em movimento...

A entrada na feira.
Só numa feira de agricultura se podia ver uma coisa destas: um grande poio (de vaca, cabra?) mesmo à entrada ;-)


Os animais expostos.
Para mim, todos muito bonitos e bem tratados. Belos exemplares das várias raças em mostra.
Mas coitados dos bichos: ainda não eram 20:00 e já todos tentavam dormir.
Ali presos, naquelas grades, missão impossível...




E afinal estamos nós no Ribatejo e não aparece nenhum campino?
Ah, aí está um!!

Mostra de vinhos e respectiva prova.
Não percebi, ninguém do grupo se mostrou interessado...
Alguém me explica?


Já no exterior e a escurecer.
Por esta altura já me tinha perdido do grupo uma série de vezes.
As fotografias faziam-me distrair, e lá ia eu ;-)


Ah, e os cavalos das touradas!
Às 22:00 houve, no interior do recinto da feira, uma tourada com alguns dos grandes nomes do toureio nacional (bom, pelo menos assim me pareceram ;-)
O mais conhecido para mim: Joaquim Bastinhas.



E aqui está ele.
Ah, gajo bom!!! A verdadeira sensualidade do toureiro!
:-)))))
(reparem que não fui o único a fotografar aquela licra ;-)


A entrada dos "heróis" no terreiro.

E aqui alguns olhares sobre o recinto da feira.




O Navio ficou a adorar cavalos.
Confessou-me no final que vai trocar o Punto por um Lusitano.
:-)))

Mas o que seria duma feira destas sem os "comes e bebes"?
A segunda refeição "da noite" foi num restaurante de Macedo de Cavaleiros.
Desta vez entrei numa toada mais leve: um pratinho de caracóis.
Pareceu-me ver alguns estômagos a revolver ;-)

Para o final estava agendada a garraiada.
Segundo me disseram, porque não fiquei para ver, esta não tem mesmo nada a ver com as das queimas das fitas. Aqui o touro é mesmo um touro e não uma vaquinha...
As ambulâncias marcavam presença e o motivo de conversa era mesmo: "quantos vão parar este ano ao hospital?"




À meia noite, a largada de fogo de artifício.
Os ribatejanos não são portuenses... e este fogo não tem nada a ver com o "nosso" do São João, mas é sempre um ponto alto da festa.
Curiosamente, as fotos até não ficaram mal de todo, tendo em conta que as tirei com a câmara na mão, uma mão que tinha acabado de "comer" uns quantos "pratinhos" de caracóis da superbock...
:-)


Mas para mim o ponto mais alto da noite foi mesmo o espectáculo das Sevilhanas.
Cruzei-me com ele por total acaso, mas ali fiquei, a admirar os movimentos daquelas três mulheres e um homem, que de início pensei que fossem mesmo espanhóis.
Um espectáculo colorido e com um ritmo que ao vivo é ... um verdadeiro espectáculo.
Tenho pena de que muitas das fotos tenham pouca qualidade, mas não há muito a fazer.
Na fotografia não há milagres, e a supercompacta da Casio até se safou mais ou menos!
No final, os dançarinos desceram do palco e ficaram mesmo à minha frente.
Só aí percebi que são portugueses.
Dei-lhes os parabéns pela beleza do espectáculo e regressei ao autocarro.
Já eram quase 2:00, hora marcada para o regresso a Valongo e do final de um dia longo mas muito bem passado!




































