17 abril 2007

And the winner is...

Bom, penso que depois de uma semana de votação aberta posso dar por encerrada esta "actividade" ;-)

A minha ideia inicial foi de obter opiniões sobre a minha forma de observar as flores. Opiniões de "diferentes quadrantes", que foram conseguidas.
É curioso verificar a existência de perspectivas totalmente diferentes na forma de olhar para uma fotografia.
Aqueles que olham sobretudo numa perspectiva técnica, aqueles para quem a beleza em termos de côr e forma é tudo e aqueles que gostam, e pronto!
No entanto, e no final, vai dar quase tudo dar ao mesmo: a componente técnica é importante (muito!!) mas representa apenas aquilo que se conhece sobre "como mostrar melhor aquilo que se gosta de ver".
Por isso é que no início eu dizia que gostava de aprender a tirar melhores fotos. Há certos aspectos, técnicos, a melhorar, porque sei que há coisas que actualmente não consigo fazer e gostava de conseguir. Mostrar exactamente aquilo que se quer.

Mas vamos a números:

A primeira classificada, com 5 nomeações para primeira, a número 6



A minha crítica a esta foto:
A iluminação não é a melhor. Falta-lhe... sol!
Há uma pétala, de uma segunda flor, no canto superior direito, que estraga um pouco o enquadramento...
A nitidez dos estiletes da flor não é total. A focagem não foi feita no ponto exacto onde devia.

A segunda classificada, sem nenhuma nomeação para primeira mas, curiosamente, 5 nomeações para segunda, a número 7



Sem dúvida que pelo pormenor da pequena aranha e não pela flor em si.
Falta-lhe sobretudo nitidez no centro.
Mas se estivesse nítida, até eu era capaz de votar nela !-)

E finalmente a minha preferida, a número 2.
Tem apenas duas nomeações, uma para segundo e outra para primeiro.
E imaginem quem votou nela para primeiro: a minha cara metade, claro!!
E juro que não foi nada combinado. Afinal, cara metade é cara metade!!!



Esta fotografia tem um "je ne sais quoi" que me atrai particularmente.
Ou sei.
Tem uma palete de cores que me agrada.
Uma forma, em termos de distribuição das pétalas que, estando "desgrenhada", mantém um certo rigor geométrico. Dá-lhe um ar selvagem sobre uma pureza de cores.
O fundo totalmente desfocado e totalmente verde está ... perfeito!
Uma elevada nitidez do centro da flor, com os extremos "de cá e de lá" a fugir para a desfocagem.
A iluminação está impecável. Aqui sim temos o sol a brilhar!

Não consegui convencer quase ninguém desta minha opinião, mas ... é a minha opinião :-)
Obrigado a todos os que participaram e deram a sua opinião.

16 abril 2007

Bertiandos com o Lima aos pés

Neste sábado de tarde lá parti eu, acompanhado apenas pela catarina e pelo Pinin, a caminho de Bertiandos.
Bertiandos é uma pequena e pacata aldeia minhota que fica muito perto de Ponte de Lima, a jusante da mesma para quem segue as águas limpídas do rio, e que apresenta uma fantástica reserva biológica, que atravessei no meu caminho.
O objectivo desta viagem foi o encontro com o grupo de amigos do Audio-TT, que faziam um passeio organizado pelo Rui Martins e Eduardo Vasconcelos, pela serra D'Arga.



A hora marcada para lá chegar, para o almoço, era às 14:30.
Às 14:20 lá estava eu, depois de ter saído do Porto às 13:20 e de uma viagem "mesmo nas calmas".
Depois de ter confirmado que ainda iriam demorar mais um pouco (o UMM Amarelo do Rui resolveu que o depósito de combustível estava a pesar demais e que era melhor deixá-lo mesmo no meio do monte ;-), resolvi dar uma volta a pé e conhecer melhor os arredores e, claro, tirar umas fotografias.



O restaurante escolhido, O Celeiro, fica mesmo ao lado do Solar de Bertiandos, um belo solar dos "antigamentes" (as suas fundações remontam ao século XVI), que domina sobre uma imensa zona de campos e lameiros, onde o que não falta são as vinhas do bom néctar da região.



O Lima nesta zona corre com uma limpidez incrível e, para mim, surpreendente.
É uma zona plana, onde as águas claras permitem ver os extensos areais do leito do rio.
Da mesma forma, também se vês grandes cardumes de peixe.
De grandes peixes que eu não consigo identificar (...)
Serão bogas? Serão achigãs? ... se são, nunca tinha visto tanta achigã e assim em cardume...



Sempre com a serra D'Arga em fundo, lá fui eu novamente a caminho do restaurante.
Já eram 15:00 e a fome começava a apertar :-)



A restante aventura do dia irá ser contada, mas para já, intervalo para almoço.

Se quiserem seguir directamente para a colecção de 162 fotos, estejam à vontade ;-)

11 abril 2007

Inside colors

É verdade, mais uma sessão de flores.
De bonitas flores!
O meu olhar anda muito virado para este assunto fotográfico, que eu admito gostar muito.

É que fotografar flores nem sequer é muito fácil.
Continuo à procura de um melhor ângulo, de uma melhor iluminação, mas para já ainda não consegui chegar "àquela" fotografia. A "verdadeira"! Para mim, nem estou ainda a falar dos outros.

Desta vez dediquei-me aos interiores delicados. Aos pormenores.
Claro que nem todas as flores têm a mesma beleza, mas penso que este conjunto está bastante aprezentável!

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.


Desta vez resolvi numerar as fotos de forma a poder haver uma votação.
Mais uma vez, aceitam-se críticas!

10 abril 2007

O Lés-a-Lés do nosso contentamento


Isto está complicado.
Muito complicado!

Este ano, pelo segundo ano consecutivo, não sei se vou conseguir participar numa das "aventuras" que mais gozo me deu até hoje: o Lés-a-Lés.

É que não arrisco a participar se não conseguir entregar a tese antes, mas nem sequer é o único impedimento.
Por um lado tenho aulas, que são precisamente à sexta e ao sábado, dias em que decorre o passeio. Por outro, vou ter no fim-de-semana anterior, ou talvez no outro antes, o Desafio ao NorTTe, encontro TT que estou a (des)ajudar a organizar com alguns amigos do Fórum-TT.

Por ora, fico-me pela informação e por um appetizer:

"O itinerário, privilegiando os mais desconhecidos recantos do nosso País, começa, no dia 8 de Junho, em Arcos de Valdevez, cumprindo os primeiros quilómetros nas verdejantes serranias do Parque Nacional Peneda-Gerês, com visitas às belíssimas aldeias de Soajo e Lindoso, donas de eiras comunitárias e dos espigueiros mais característicos de Portugal..."

A notícia completa podem vê-la aqui.

06 abril 2007

Pelos trilhos da Cabreira, parte 2

E aqui fica a segunda parte do passeio/prova de orientação que fiz em Março de 2006.
Curiosamente, ou talvez não, é mesmo a segunda parte do dia, porque corresponde ao período após almoço.

Aliás, começa mesmo na altura do almoço, aqui comigo a posar junto da grande máquina.
Eu sei, nesta foto o Pinin até parece pequeno dada a grandiosidade da minha pessoa!! ;-)
Na realidade, este foi o último passeio organizado, pelo monte, antes de ter subido a suspensão. De qualquer forma, é mesmo a perspectiva da fotografia que torna o Pinin mais baixo do que é.



Um dos pontos que marcamos para a orientação foi neste cume bem encharcado, e por isso mesmo tão cheio de lama.
Uma das grandes dificuldades que surgiu nesse dia, a nível de TT, foi a falta de tracção dos Synchrone na lama. Foi a primeira vez que senti reais dificuldades de progressão. Mesmo assim, nunca fiquei atascado de forma a que me tivessem de "ir buscar".




O corta fogo que aparece retratado na imagem seguinte também não foi pêra doce de fazer. Muita pedra solta, que obrigava o Pinin a progredir sempre aos saltos. A subir vê-se o FronTTera do Pedro Silva.
Outra coisa que me recordo dessa subida foi um certo cheiro de ... esforço. Fazer uma subida tão longa em primeira reduzida... tem os seus custos, embora eu não tenha descoberto, até hoje, em quê.
De qualquer forma chegamos lá cima sem qualquer problema!



Dado não ter parado de chover um instante durante a nossa permanência no topo, a paisagem não estava particularmente atractiva. Dito de outra forma: inexistente.
Assim, fico-me por uma imagem abstracta.




Mais verdejante, e muito mais "cá em baixo", ficava o ponto mais valioso em termos de pontuação. Era distante, com um acesso complicado.
A imagem abaixo mostra a "entrada", já complicada, mas foi um pouco mais à frente que apareceu a maior dificuldade do dia: uns degraus de pedra que assustavam, pois caso o carro inclinasse mais um pouco... podia ficar encostado e numa posição difícil de o tirar, mesmo rebocado.

Depois de estudado ao pormenor o local, lá foi o Pedro. Passou logo à primeira, ainda que com dois ou três solavancos, como podem ver.
Neste momento eu ainda duvidava se deveria sequer tentar.
Depois do Pedro, lá foi o Defender branco. Tenta daqui, tenta dali. Volta a tentar. Mas não. Não consegue subir. A inexperiência de condução TT era muito grande.

Eu, em vez de achar que aquilo era mesmo difícil, resolvi tentar.
Pancadas ;-)
E lá fui eu, devagar, devagarinho. Claro que também não passei à primeira mas, surpresa das surpresas, passei à segunda, com uma souplesse que até a mim me deixou completamente surpreendido.
Ah grande Pinin!!



As paisagens da Cabreira é que continuavam a surpreender, sempre pela positiva!
Aqui fica um trilho enlameado, bem pelo meio dos...
(aqui é que eu fico mal. Não sei como se chamam estas árvores. Alguém sabe e pode ajudar?)



Apesar de estarmos a mais de meio de Março, ou seja, praticamente na Primavera, as cores das encostas, as viradas "para lá", que é como quem diz, as viradas para nascente, estavam cobertas por uns perfeitos tons outonais, por sinal lindíssimos!



E aqui está ele, na localização de mais um dos pontos de maior dificuldade.
Neste, a dificuldade estava numa subida, com cerca de 200 m, cheia, mas cheia mesmo, de lama, com alguma profundidade (mesmo a subir :-O) e muito macia.
A solução para fazer aquilo, até porque já estava muito remexido por termos sido quase os últimos a fazer a subida, foi passar ao lado dos trilhos já marcados pelos rodados.
O pouco peso do Pinin, relativamente aos outros pelo menos (pois ainda pesa uns bons 1600 kg), permite algumas destas "habilidades".



Esta foto foi tirada num sítio onde o Pedro ficou atascado ao tentar atravessar uma daquelas regueiras.
Até foi divertido vê-lo a tirar de lá o carro sem qualquer ajuda exterior. Para trás e para a frente, até conseguir ganhar alguma tracção que lhe permitisse sair daquele buraco cheio de terra mole.
Podem vê-lo aqui em accção, num filme constituído por uma sequência de fotografias, com efeito old. Interessante!
Eu e o Defender branco não nos metemos pelo sítio mais radical e acabamos por passar de uma maneira muito simples, sem qualquer dificuldade.



Mais uma paisagem curiosa.
Gosto desta fotografia pelas cores e pelo enquadramento.



E este? Coitado!
Também ninguém lhe mandou meter o "bedelho" onde não era chamado.