16 abril 2007

Bertiandos com o Lima aos pés

Neste sábado de tarde lá parti eu, acompanhado apenas pela catarina e pelo Pinin, a caminho de Bertiandos.
Bertiandos é uma pequena e pacata aldeia minhota que fica muito perto de Ponte de Lima, a jusante da mesma para quem segue as águas limpídas do rio, e que apresenta uma fantástica reserva biológica, que atravessei no meu caminho.
O objectivo desta viagem foi o encontro com o grupo de amigos do Audio-TT, que faziam um passeio organizado pelo Rui Martins e Eduardo Vasconcelos, pela serra D'Arga.



A hora marcada para lá chegar, para o almoço, era às 14:30.
Às 14:20 lá estava eu, depois de ter saído do Porto às 13:20 e de uma viagem "mesmo nas calmas".
Depois de ter confirmado que ainda iriam demorar mais um pouco (o UMM Amarelo do Rui resolveu que o depósito de combustível estava a pesar demais e que era melhor deixá-lo mesmo no meio do monte ;-), resolvi dar uma volta a pé e conhecer melhor os arredores e, claro, tirar umas fotografias.



O restaurante escolhido, O Celeiro, fica mesmo ao lado do Solar de Bertiandos, um belo solar dos "antigamentes" (as suas fundações remontam ao século XVI), que domina sobre uma imensa zona de campos e lameiros, onde o que não falta são as vinhas do bom néctar da região.



O Lima nesta zona corre com uma limpidez incrível e, para mim, surpreendente.
É uma zona plana, onde as águas claras permitem ver os extensos areais do leito do rio.
Da mesma forma, também se vês grandes cardumes de peixe.
De grandes peixes que eu não consigo identificar (...)
Serão bogas? Serão achigãs? ... se são, nunca tinha visto tanta achigã e assim em cardume...



Sempre com a serra D'Arga em fundo, lá fui eu novamente a caminho do restaurante.
Já eram 15:00 e a fome começava a apertar :-)



A restante aventura do dia irá ser contada, mas para já, intervalo para almoço.

Se quiserem seguir directamente para a colecção de 162 fotos, estejam à vontade ;-)

11 abril 2007

Inside colors

É verdade, mais uma sessão de flores.
De bonitas flores!
O meu olhar anda muito virado para este assunto fotográfico, que eu admito gostar muito.

É que fotografar flores nem sequer é muito fácil.
Continuo à procura de um melhor ângulo, de uma melhor iluminação, mas para já ainda não consegui chegar "àquela" fotografia. A "verdadeira"! Para mim, nem estou ainda a falar dos outros.

Desta vez dediquei-me aos interiores delicados. Aos pormenores.
Claro que nem todas as flores têm a mesma beleza, mas penso que este conjunto está bastante aprezentável!

1.

2.

3.

4.

5.

6.

7.


Desta vez resolvi numerar as fotos de forma a poder haver uma votação.
Mais uma vez, aceitam-se críticas!

10 abril 2007

O Lés-a-Lés do nosso contentamento


Isto está complicado.
Muito complicado!

Este ano, pelo segundo ano consecutivo, não sei se vou conseguir participar numa das "aventuras" que mais gozo me deu até hoje: o Lés-a-Lés.

É que não arrisco a participar se não conseguir entregar a tese antes, mas nem sequer é o único impedimento.
Por um lado tenho aulas, que são precisamente à sexta e ao sábado, dias em que decorre o passeio. Por outro, vou ter no fim-de-semana anterior, ou talvez no outro antes, o Desafio ao NorTTe, encontro TT que estou a (des)ajudar a organizar com alguns amigos do Fórum-TT.

Por ora, fico-me pela informação e por um appetizer:

"O itinerário, privilegiando os mais desconhecidos recantos do nosso País, começa, no dia 8 de Junho, em Arcos de Valdevez, cumprindo os primeiros quilómetros nas verdejantes serranias do Parque Nacional Peneda-Gerês, com visitas às belíssimas aldeias de Soajo e Lindoso, donas de eiras comunitárias e dos espigueiros mais característicos de Portugal..."

A notícia completa podem vê-la aqui.

06 abril 2007

Pelos trilhos da Cabreira, parte 2

E aqui fica a segunda parte do passeio/prova de orientação que fiz em Março de 2006.
Curiosamente, ou talvez não, é mesmo a segunda parte do dia, porque corresponde ao período após almoço.

Aliás, começa mesmo na altura do almoço, aqui comigo a posar junto da grande máquina.
Eu sei, nesta foto o Pinin até parece pequeno dada a grandiosidade da minha pessoa!! ;-)
Na realidade, este foi o último passeio organizado, pelo monte, antes de ter subido a suspensão. De qualquer forma, é mesmo a perspectiva da fotografia que torna o Pinin mais baixo do que é.



Um dos pontos que marcamos para a orientação foi neste cume bem encharcado, e por isso mesmo tão cheio de lama.
Uma das grandes dificuldades que surgiu nesse dia, a nível de TT, foi a falta de tracção dos Synchrone na lama. Foi a primeira vez que senti reais dificuldades de progressão. Mesmo assim, nunca fiquei atascado de forma a que me tivessem de "ir buscar".




O corta fogo que aparece retratado na imagem seguinte também não foi pêra doce de fazer. Muita pedra solta, que obrigava o Pinin a progredir sempre aos saltos. A subir vê-se o FronTTera do Pedro Silva.
Outra coisa que me recordo dessa subida foi um certo cheiro de ... esforço. Fazer uma subida tão longa em primeira reduzida... tem os seus custos, embora eu não tenha descoberto, até hoje, em quê.
De qualquer forma chegamos lá cima sem qualquer problema!



Dado não ter parado de chover um instante durante a nossa permanência no topo, a paisagem não estava particularmente atractiva. Dito de outra forma: inexistente.
Assim, fico-me por uma imagem abstracta.




Mais verdejante, e muito mais "cá em baixo", ficava o ponto mais valioso em termos de pontuação. Era distante, com um acesso complicado.
A imagem abaixo mostra a "entrada", já complicada, mas foi um pouco mais à frente que apareceu a maior dificuldade do dia: uns degraus de pedra que assustavam, pois caso o carro inclinasse mais um pouco... podia ficar encostado e numa posição difícil de o tirar, mesmo rebocado.

Depois de estudado ao pormenor o local, lá foi o Pedro. Passou logo à primeira, ainda que com dois ou três solavancos, como podem ver.
Neste momento eu ainda duvidava se deveria sequer tentar.
Depois do Pedro, lá foi o Defender branco. Tenta daqui, tenta dali. Volta a tentar. Mas não. Não consegue subir. A inexperiência de condução TT era muito grande.

Eu, em vez de achar que aquilo era mesmo difícil, resolvi tentar.
Pancadas ;-)
E lá fui eu, devagar, devagarinho. Claro que também não passei à primeira mas, surpresa das surpresas, passei à segunda, com uma souplesse que até a mim me deixou completamente surpreendido.
Ah grande Pinin!!



As paisagens da Cabreira é que continuavam a surpreender, sempre pela positiva!
Aqui fica um trilho enlameado, bem pelo meio dos...
(aqui é que eu fico mal. Não sei como se chamam estas árvores. Alguém sabe e pode ajudar?)



Apesar de estarmos a mais de meio de Março, ou seja, praticamente na Primavera, as cores das encostas, as viradas "para lá", que é como quem diz, as viradas para nascente, estavam cobertas por uns perfeitos tons outonais, por sinal lindíssimos!



E aqui está ele, na localização de mais um dos pontos de maior dificuldade.
Neste, a dificuldade estava numa subida, com cerca de 200 m, cheia, mas cheia mesmo, de lama, com alguma profundidade (mesmo a subir :-O) e muito macia.
A solução para fazer aquilo, até porque já estava muito remexido por termos sido quase os últimos a fazer a subida, foi passar ao lado dos trilhos já marcados pelos rodados.
O pouco peso do Pinin, relativamente aos outros pelo menos (pois ainda pesa uns bons 1600 kg), permite algumas destas "habilidades".



Esta foto foi tirada num sítio onde o Pedro ficou atascado ao tentar atravessar uma daquelas regueiras.
Até foi divertido vê-lo a tirar de lá o carro sem qualquer ajuda exterior. Para trás e para a frente, até conseguir ganhar alguma tracção que lhe permitisse sair daquele buraco cheio de terra mole.
Podem vê-lo aqui em accção, num filme constituído por uma sequência de fotografias, com efeito old. Interessante!
Eu e o Defender branco não nos metemos pelo sítio mais radical e acabamos por passar de uma maneira muito simples, sem qualquer dificuldade.



Mais uma paisagem curiosa.
Gosto desta fotografia pelas cores e pelo enquadramento.



E este? Coitado!
Também ninguém lhe mandou meter o "bedelho" onde não era chamado.

02 abril 2007

Porto 1, os outros... 1...

Este fim-de-semana não foi concerteza daqueles de que vou guardar grandes recordações.
Depois de um sábado inteiro passado a trabalhar (das 8:00 às 19:30...) já não contava que o domingo viesse a render muito, mas que tinha que acordar às 4:30 devido a uma indisposição (estomacal? intestinal? qualquer coisa acabada em al?...), aí eu não chegava.
Ainda hoje não me sinto totalmente bem.
E ainda por cima cheio de sono (mas isso já é normal ;-))

Portantos (sim, porque são mais do que um...), e assim sendo, não há fotos do momento.

Mas há sempre as fotos e as aventuras mais antigas a necessitarem da respectiva publicação.

Há cerca de um ano, mais precisamente no dia 18 de Março, participei num desafio de orientação, organizado, e muito bem, pelo Ruy Machado, do Fórum-TT.
O dia não estava grande coisa, com muita chuva e algum frio à mistura, mas nada que assustasse.
O primeiro ponto de encontro era em Braga, no parque da Bracalândia, mas o ponto inicial, indicado apenas por coordenadas, era em Vieira do Minho, ou melhor, para lá de, já bem no interior da própria serra da Cabreira.

Aqui fica um exemplo de uma casa apalaçada que fica bem no centro desta bela localidade (que não fica nem sequer perto de Oeiras ;-)



A sucessão de fotos seguintes segue um bocado a sequência seguida pela nossa equipa, constituída por três elementos: eu, o PAS e o ... homem do Defender branco (foi a primeira e última vez que o vi, peço desculpa mas não me recordo do nome...)
Encontramos este cavalos a pastar no primeiro ponto que fizemos, junto a um portão de ferro entre muros de pedra miúda.



O dia foi praticamente todo passado "no meio das nuvens", mas de vez em quando lá abria um pouco. Nesses curtos instantes era-nos permitido observar a grandiosa e bela paisagem ...



A primeira dificuldade a nível de TT: uma descida com algumas regueiras... daquelas.
Ainda antes de chegar ao local tive algumas vozes a dizer que... o Pinin talvez não passe... que seria complicado. Mas quando lá cheguei achei que deveria pelo menos tentar. E afinal a dificuldade não era assim tanta.
A escolha dos caminhos em condução TT faz muito a diferença!



E aqui estou eu em pose, a atravessar uma das tais regueiras.
A fotografia foi tirada pelo Rui Chibante, que me acompanhou no Pinin nesse dia.
Para quem nunca tinha andado num TT a sério, foi a experiência da vida dele!
(eheheheh, deixa ver se te picas ;-))))



Um dos muitos locais perdidos na Cabreira.
Infelizmente naquela altura ainda não tinha o GPS a funcionar com o Ozi... por isso não tenho qualquer registo do local exacto onde tirei esta fotografia.
Mas que é bonito é, e lá mais ainda!




Um dos vários ribeirinhos que atravessamos durante este dia.



O local da fotografia seguinte, embora não tenha as coordenadas dele, consigo apontar para a carta e dizer exactamente onde é.
Um ano antes tinha feito um passeio de BTT pelo mesmo local. Na altura recolhi um trilho GPS da internet, de um BTTista daqueles "à séria", que anda pra... xuxu!!
Estudei bem o percurso, imprimi em várias folhas, e lá fomos nós, eu o Nogueira e o Zé Gusto. Foi dureza... mas muito bom!!
E este é um dos locais que me ficou gravado na memória. Uma casa abandonada dos antigos serviços florestais que, por alguma razão pouco razoável, digo eu, deixou de existir. Pelo menos deixou de actuar, e é isso que é o mais importante!



Aqui já estavamos na altura do almoço.
Voltamos ao local da partida que, curiosamente, também me lembrava muito bem da BTT. Fica mesmo "lá em cima". E para chegar lá..... ó pernas.....
Mas o que mais gosto nesta imagem é o ar infantil do Pinin, no meio de um "bruto" Toyota, do Ruy, e de um "bruto" UMM.
Não parece mesmo um miúdo ali no meio? ;-)



Para já fico-me mesmo por aqui.
Tenho mais uma dose de fotos para mostrar, da pequena selecção que fiz entre as muitas que tirei nesse dia.
aTTé