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23 janeiro 2013

Turisticamente trabalhando

Há coincidências.
Há quem diga que não, mas acredito que elas existem.

É raro, raríssimo, andar de comboio, mas de todas as vezes que ando fico a pensar que é um transporte muito bom.
É rápido, seguro, dá para andar de pé durante as viagens, chega (quase) a horas...

No domingo fiz, provavelmente, a maior viagem que se pode fazer, seguida, em Portugal: Porto-Faro.
Na segunda-feira fiz a viagem de volta.
Em 30 horas passei 12 dentro de um comboio. Também dizem que já não há caldeiras a vapor, mas eu já fumegava...

Mas essa não é a coincidência.
Durante a viagem fiz meia dúzia de pics com o telemóvel.
Algumas na estação de Faro, antes de partir, enquanto "fazia horas", aproveitando o sol e o calorzinho que se fazia sentir, antes de voltar para o gelo do Porto...




Uma tipo Snoopy, enquanto não saía de cima do Tejo...


E uma última fotografia quando paramos em Coimbra-B.
Qual a razão de ter feito este registo? Por que não o apaguei depois de ter visto a fraca qualidade da imagem?
Não sei!
Mas sei que foi feito dentro do último comboio expresso que por lá passou, antes do acidente com o Intercidades, cerca de hora e meia depois.
Esta, que passou agora a ser uma estação tão conhecida...



01 setembro 2012

Angola - #7.1

Fiquei "perdido" em Lubango.
Gostei da cidade, capital da província da Huíla, antiga Sá de Bandeira, mas não era razão para ter ficado, blogalmente falando (os termos que se vai inventando...), sem relatar nada durante mais de um ano... (Angola - #6.5)
 
O sétimo dia por terras angolanas começou cedo. O toque de alvorada foi dado antes do sol nascer.
Estava previsto ser um looongo dia!... para não variar e estranhar muito ;-)
 

É curioso, mas dois anos depois de lá ter estado, e apenas por passar revista ao registo fotográfico, vêem-me à cabeça alguns pormenores interessantes (esta viagem foi sem dúvida um enorme conjunto de pequenos pormenores interessantes!...)
O pequeno almoço desta segunda manhã no Grande Hotel da Huíla foi feito na companhia de cowboys. Provavelmente eles não gostariam do termo, mas os chapéus e os casacos de pele não enganavam. Por aquilo que nos foi possível perceber, ia decorrer naquele dia uma feira de gado e os grandes produtores da região estavam por lá.
Devia ser mesmo uma grande feira, pois os indivíduos falavam inglês. Da Namíbia? Da África do Sul? Cowboys... do velho oeste?...

O sol a despontar queria dizer que estava na hora de arrancar e de começar a registar pormenores.
Primeiro, o cartaz da região turística da "grande" Lubango. Este é mesmo à porta do hotel mas existem vários iguais.


Os primeiros raios que incidiam sobre as flores desta flame tree.
A fotografia não saiu exatamente como queria, mas ainda assim gostei do efeito da luz quente do início do dia, que incidia na árvore.


À porta do shopping Milennium um... avião?
Este shopping, que não chegamos a visitar, mas que pelos vistos é um dos atuais ex-líbris da cidade, está localizado na praça João Paulo II.
No meio da praça colocaram, um... avião?
Só vejo uma associação possível: em homenagem ao antigo papa, que tanto viajou pelo mundo, resolveram fazer-lhe um monumento de um... avião!
Será?...

 
Três casas, três referências clubísticas ;-)
Portas e postigozinhos verdes, em fundo branco.
Casa Azul. Será um armazém angolano da Loja Azul?
N'Gola em vermelho. Esta tem mesmo um SLB por lá escrito...




Hora de ponta Lubanguense.
Na principal estrada de acesso norte da cidade, curiosamente, havia mais trânsito a sair do que a entrar...


Esta oficina de reparação ainda não tinha aberto.
Os televiso vão continuar avariados por mais um tempo...  ;-)


Lubango ficava para trás.
A distância a percorrer neste dia era grande, mais de 400 km até Huambo.
Por ali não há autoestradas como as conhecemos por cá, pelo que o tempo é muito relativo.
Há estradas boas, com looongas rectas, e há estradas... muito más. As picadas em terra. Mas isso são já outras histórias...
Para já, adeus ao Cristo Rei.


 
Espero que o regresso ao tema não volte a ser daqui por mais um ano...
 

31 agosto 2012

Férias passadas - #3

Integrado no grupo de hotéis "Ô", onde ficamos hospedados em Monfortinho, existe o Clube de Pesca e Tiro.
Não, não levei a minha shot-gun de tiro ao faisão de pena azul nem a cana de pesca à inglesa, mas aproveitei as piscinas do complexo.
 
... Aproveitei...  a meio gás.
Da primeira vez que lá estive batia o dente e tremia como varas verdes, graças a uma infecção da garganta. Uma daquelas coisas que já é costume acontecer-me no inverno, mas no verão foi "uma primeirinha".
Coisas que aparecem e que passam só à custo de antibiótico...
 
Não deu para entrar na água mas o apontador direito ainda funcionava ;-)
 
Feitos verdadeiros profissionais, fomos os primeiros a entrar nas instalações e a aproveitar a frescura do ambiente, com um relvado circundante muito grande e muito bem tratado.
Tudo muito bom, por sinal!
 


 
Para a pesca desportiva existe no clube uma pequena albufeira, onde é também possível uns passeios de caiaque ou de gaivota.
À escolha do freguês, com uma tabela de preços condizente.
Há uns anos, quando lá estive, cheguei a dar ao pedal, mas desta vez fiquei-me pelo registo fotográfico das coloridas embarcações estacionadas no pequeno embarcadouro.






A barragem é feita num pequeníssimo curso de água (não lhe consegui descobrir o nome...), que desagua a pouca distância no rio Erges, aparentemente para efeitos de regadio.
E digo aparentemente porque nesta altura, em pleno verão, poderia estar a circular água para a rega dos campos a jusante, mas não.
O canal estava com aspecto de já não ser usado há uns tempos grandes...



Mas como o objetivo destas Aventuras Blogais não é a verificação do "funcionamento técnico" dos canais de regadio da Beira Baixa, deixo antes, na imagem seguinte, um pormenor de um possível esconderijo para o tiro ao pato.
Parece, mas será?

 
 

30 agosto 2012

Férias passadas - #2

O segundo dia de férias começou por ser dedicado à "recolha" de parte da família.
O escuteiro mirim cá de casa estava a terminar uma semana inteira no XXII ACANAC, ou seja, no acampamento nacional desta miudagem que se dedica às "boas ações".

Coitados!
Quando lá cheguei fiquei com pena daquela gente. É certo que estavam lá porque quiseram, mas não sei se estariam à espera daqueles 40 ºC à sombra.
Estava um dia de calor como eu nunca (nunca!) senti.
Estava QUENTE!
É que nem sequer se sentia a sombra tal era a temperatura da corrente de ar que fazia.
(estava a pensar em escrever brisa, mas este é um termo que faz logo lembrar algum ar fresco, o que não era minimamente o caso!...)



E se estava quente à hora em que a rapaziada trajada de calções esperava pelos autocarros, o que dizer de 3 horas depois.
Após o almoço em Idanha-a-Nova (terra que aprecio muito!) e enquanto atravessava a planície de regresso a Monfortinho, parei para fazer uma tele-fotografia.
QUARENTA e DOIS graus???...


Nunca antes senti tal temperatura.
É absolutamente impressionante! Tórrido!
Coitada da bicharada que não é capaz de arranjar, pelo menos, uma sombra enquanto o sol baixa "qualquer coisa"...


A chegada ao hotel, através das sombras das frondosas árvores do seu jardim, fazia adivinhar um certo fresquinho...
... mas qual quê? Que nada!
Os mais de 40 ºC mantinham-se mesmo por ali!



Só se estava bem era no interior, em ambientes com ar-condicionado, ou debaixo de água.
Isso, literalmente debaixo de água!



Ao final do dia já se aguentava.
Aproveitei para uma voltinha pelas sombras de um dos trilhos pedestres, marcados pela câmara de Idanha.
Não o fiz todo, mas ainda deu para fazer parte do trilho que segue junto às margens do rio Erges.
Do outro lado é Espanha.
As árvores são deles, os reflexos já são nossos ;-)


A serra de Penha Garcia não estava a arder.
Era mesmo do pôr do sol, que tinha acontecido há uns minutos.


Hora de recolher, mas antes uma nova paragem para o registo nocturno da piscina do Astória.
Agora sim, já se respirava, mas a temperatura ainda rondava os 30 ºC.
Venha lá o ar-condicionado!...


 

29 agosto 2012

Férias passadas - #1

É verdade, as férias já passaram.
Ainda não terminaram, mas já passaram. Os dias em "out" já foram.
Logo agora que me estava a habituar a largar o dia-a-dia do pensamento, eis que volto ao mesmo.
Mas para já... a recordação.
 
Etapa 1. A ida.
A ida, sem usar autoestradas, levou-me a fazer a etapa rainha da Volta.
Subir ao alto da Estrela em pleno Agosto é bem diferente do que o fazer no inverno. Mas o diferencial térmico lá estava: 39 ºC no sopé, antes de Seia, para os 26 ºC lá em cima na Torre.
 
Neste ambiente "fresquinho"!, uma paragem para o lanche.
A Lagoa Comprida mais parece um laguinho, "ali em baixo", mas o barco à vela ainda consegue dar alguma escala à imagem (será que sim?...)
 

E para onde se vai do Porto que justifique atravessar o parque natural da serra da Estrela?
Para a Beira Baixa, é claro!
Mais precisamente para onde?
Para a localidade de onde partiram os ciclistas da Volta deste ano, Termas de Monfortinho.
A Volta foi um tema recorrente destas férias, sem dúvida, mas neste caso por pura coincidência!

Eram quase 8 da tarde quando atingimos a meta, a piscina.
Deserta, devido à hora, mas tão apetecível.
O ar estava quente, muito quente. 36 ºC àquela hora e estávamos apenas na véspera do dia mais quente do ano...
Havia que aproveitar!

 

25 fevereiro 2012

Duero longínquo

Praticamente um ano depois dos Pinguinos, volto a Valladolid.
Desta vez de carro e não de moto.
900 quilómetros numa viagem tipo "tirinho".
Ainda agora saíste... chegaste lá... e já cá estás novamente!
Uma rapidinha visita ao Duero, tão diferente do nosso Douro.





E se os Pinguinos de 2011 tinham sido os mais "quentes" de sempre, com temperaturas nocturnas a rondar os 0 ºC, ontem estavam uns "singelos" 12 ºC.
Uma temperatura agradável para um turista caminhante.
Aproveitando a "horinha" livre à hora de almoço, resolvi fazer parte de um trilho pedreste/ciclístico, aberto recentemente ao longo de um dos aquedutos de irrigação de Laguna de Duero.
Aqui não há subidas nem descridas acentuadas. O desnível total do trilho, com uma extensão aproximada de 5 km, não deve ultrapassar os 10 m.
Agradável, sem dúvida!



Agradável mas seco. Muito seco!
O aqueduto, que além de passar pelo meio dos campos percorre zonas habitacionais muito coloridas e recentes, está completamente seco.
A meio do inverno e não há pinta de água em lado nenhum.
O deserto está a chegar até nós!...