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31 dezembro 2015

Apontamentos ao pôr do sol... e do ano

Alguns dos últimos raios de sol de 2015.
Ficaram registados. Já não se perdem.

Cabo do Mundo, Perafita.




A meio de uma "volta ao quarteirão", paragem para apreciar o sol e o vento.
Foram vinte quilómetros para "contornar" o aeroporto.


Dois "pilões" com o sol de costas.

O Obelisco da Memória, junto à praia... da Memória.


O vértice geodésico de Picoutos, no alto dos seus 30 m de altitude ;-)


28 dezembro 2015

Um caminho pelas Pedras

"Mais um ficha, mais uma voltinha!".

E esta voltinha foi das grandes, que obrigou a cerca de 250 km, ida e volta, para um encontro de Kempo... chinês, oferta do "Granmestre Gonçalo".

Anyway, aproveitei o final de tarde para um reconhecimento pelos bonitos jardins em torno da nascente, termas e casino de Pedras Salgadas, actualmente conhecido como "spa & nature park".


Estava fresquinho! O interior norte não é bem a mesma coisa que o litoral... À hora que de lá arrancamos, às seis da tarde, estava qualquer coisa como 6 ºC.

Às quatro e meia já só se estava bem a apanhar os últimos e quase horizontais raios de sol.
Que o diga este gatinho equilibrista.


A volta, não planeada, começou por ser algo tão simples como: "vou esticar as pernas fora do pavilhão".
Mas depois de perceber que havia setas amarelas para seguir... a coisa compôs-se ;)
Caminho recentemente marcado, este Caminho Português Interior de Santiago, merece atenção.
Fica aqui a referência para futura pesquisa mais aprofundada.


Não havia tempo para continuar pelo que dei a volta junto à fonte da água das pedras...


Os jardins, muito bem tratados, abrem-se em algumas surpresas.
O edifício do Casino, com uma arquitectura que lembra o (final do) Romantismo é disso mesmo um bom exemplo.

Um pouco à frente, as Eco Houses, que se tornaram, justamente, num actual e autêntico ex libris destes jardins.
Fundidas no meio da floresta, assentes em estacas e cobertas em lousa e madeira, são simplesmente adoráveis. Acredito que vale bem a pena serem experimentadas.


E se as novas Eco Houses estão na moda, algo de muito errado vai acontecendo em Portugal, de tempos a tempos, para se ter deixado umas instalações tão grandiosas como as do hotel Universal entrar em total ruína. De tal maneira, que no google maps aparecem como atracção turística.
Construído no início do séc. XX, até mete dó passar pela rua da entrada principal...



Antes de terminar a voltinha ainda dei com um último ponto de interesse: uma ponte antiga sobre o rio Avelames.
De tal maneira antiga e mal tratada que o trânsito automóvel está impedido de passar pela ponte.
Pelo menos o trânsito pedestre não precisa de molhar os pés ;-)



06 setembro 2015

Sunset by the beach

Aproveitando um fim de tarde magnífico, na companhia de família e amigos, fui este sábado fazer um pequeno troço nas margens do Atlântico...

No início de Abril já tinha feito este percurso, entre Angeiras e Vila Chã, e ainda não estava construído o passadiço que agora existe entre o final da praia de Labruge e São Paio.
O actual impulso construtivo de passadiços deixa-me, por um lado contente, por se estar a criar um património que todos podem desfrutar e capaz de atrair ainda mais turistas, movimentando a nossa necessitada economia, por outro... deixa-me assustado.
Conhecendo-se a falta de organização das instituições estatais, é garantido que foram garantidos os fundos para a construção da obra, mas os necessários para a respectiva manutenção... não.
Há um ano atrás, quando fiz o percurso entre Leça e Angeiras, os passadiços tinham alguns troços em estado lastimável, com imensas tábuas arrancadas e partidas, assinaladas por ramos de arbustos.

Mas hoje é domingo, dia de descanso, de não pensar muito...
Fico-me pelas fantásticas paisagens do local.
Pena a qualidade "telefónica" das imagens, ainda assim interessantes (digo eu ;)




Apreciando o belo pôr-do-sol de ontem... que apetecia ir disparando "ao sabor da passada".




Sobre a foz do rio Onda.


Para fechar, um "artigo de opinião".
Gosto da cor da garrafa, e sendo um produto Super Bock nunca pensei dizer isto: horrível, esta mix-caipirinha.
Arrgghhh!!

Bom, bom é aquele da esquerda.
Uhhmmm!!


10 agosto 2015

Pelas praias do lado

Após mais uma enorme temporada sem contribuir com qualquer elemento, de espécie alguma, aqui volto eu ao caminho.
E não foi apenas no blog que não pus os pés. Os próprios caminhos não me viram nestes dois últimos meses.
E que mal! É que o arranque custa, e isso já eu sei.
Já passei por muitos, muitos "arranques".
Já não sabia o que era ficar a doer-me os músculos das pernas, os joelhos, as virilhas, os tornozelos, as costas, ...
Mas fiquei a senti-los, durante os "tradicionais" 3 dias.


De casa à "praia", passando por Vilar do Pinheiro, Labruge...



... Angeiras, Lavra, ...




O bonito colorido e a dura labuta dos pescadores e peixeiras de Angeiras.





Aveleda e casa novamente, sem passar pelo túnel do aeroporto que ainda está em obras...




17 quilómetros de uma boa voltinha, onde já nem o GPS sabia onde estava.
Foi preciso reiniciar o próprio instrumento para conseguir detectar satélites.
A ver vamos se não volta a acontecer...

02 maio 2015

Caminho Português pela Costa - parte 2

Depois do cancelamento de última hora da caminhada marcada para este fim-de-semana, devido à previsão de trovoada e chuva constante para a região da Serra Amarela, o dia de hoje não podia deixar de ser de caminho.
Fruto do momento, para não variar, lá saltei da cama, preparei a mochila e o equipamento de chuva, e lá segui eu para norte.
Santiago, aí vou eu!
Bem... quase. Quase, Santiago ;-)

Como já tinha chegado, pelo Caminho da Costa, até Labruge, resolvi "pegar" por aí.
Os verdes campos junto ao aeroporto tinham mudado de cor, ainda que com o milho já a despontar em alguns terrenos.
Os aviões, não os da TAP, que esses hoje não tiveram condutor..., lá iam surgindo, de surpresa, do tecto baixo que se verificou o dia inteiro.



Passei por Labruge, mas desta vez não fiz o desvio para a igreja, onde fotografei a estátua de Santiago.
Se há terras onde o caminho vai aos "esses" para passar pelas capelinhas todas (aqui a expressão é literal ;) em terras de Vila do Conde marca-se mesmo com um X amarelo para "não ir por lá".
Não percebo a lógica, até porque se a estátua é interessante é para os peregrinos.
Mas colocam placas bonitinhas. Pelo menos isso...


Os quilómetros seguintes também não foram muito interessantes...
Demasiado "colado" à autoestrada, o caminho é muito ruidoso para o meu gosto. Lembrei-me do "outro", o verdadeiro "pela costa", que também já tinha feito parte, até Vila Chã.
Quando vi a placa da vila, junto ao parque do outlet Nassica, resolvi virar na direcção do mar.
Sem dúvida um caminho mais longo, não marcado, mas que me pareceu a decisão acertada.

Ao chegar ao Largo dos Pescadores, resolvi parar para almoçar. Estava na hora e o estômago dava sinal.
No café confeitaria Sandra já lá almoçavam duas caminheiras, estando também a chegar um outro casal de peregrinos. Estes últimos, aparentemente americanos, pela pronúncia, queriam "a soup". Não havia. Puseram-se novamente a caminho.
As outras duas "almoçavam" duas meias de leite e duas omeletes.
Resolvi meter conversa... Tentei perceber como é que seguiam aquele caminho e não outro.
A conversa não foi fácil: uma era alemã, a outra espanhola. Cinquentonas, perto dos sessenta. Seguiam um guia, impresso, em alemão, onde me mostraram que tinham arrancado no dia anterior da "Cathedral" do Porto, tendo pernoitado em Matosinhos, seguindo sempre junto "à água". No guia não constava o Caminho Português da Costa...
Há ainda muito trabalho de divulgação a fazer.



Depois de meio frango com batatas, uma salada mista e uma Super, lá me meti também eu ao caminho.
Depois de duas horas, o impermeável já mostrava mostras de pouca impermeabilização...
Tirei a camisola de malha polar e voltei a vestir o casaco já molhado por cima da camisola de malha térmica.
Esta é uma muita boa opção para a caminhada à chuva, se não estiver frio, como não estava, mas não deixa de ser desagradável ao vestir...

A marginal de Vila do Conde está realmente muito bem tratada, com passadiços novos, em boas condições.
Num dia de sol, como quando por lá andei há um mês atrás, é extremamente agradável para um "easy esticar de pernas de sunday morning".



Ao chegar a Mindelo o Caminho assinalado pelas setas amarelas muda de curso, para o interior.
Não percebi a razão, mas desconfio que quem o marcou não quisesse que se atravessasse a Paisagem Protegida Regional do Litoral de Vila do Conde e Reserva Ornitológica do Mindelo.
Foram cerca de dois quilómetros em plena solidão.
Além de mim, apenas umas gaivotas pareciam aventurar-se por ali.
Gostei. Pela segunda vez no dia contrariei as indicações, mas valeu a pena.



A travessia do rio Ave obriga a afastar novamente do mar para cruzar a ponte junto ao edifício do antigo mosteiro de Santa Clara, hoje abandonado.

Caminhar a solo tem as suas vantagens. De todas as vezes que fui a Vila do Conde, esta foi a primeira vez que olhei e vi, pormenores desta pequena mas muito interessante cidade.
Não tem nada a ver com Maia, Valongo ou qualquer outra cidade dos concelhos vizinhos do Porto.
Vale a pena uma visita. Com calma...
Fiquei com vontade de conhecer o interior de alguns edifícios.



Mas a ideia que se tinha instalado era fazer o percurso sempre junto ao mar, por isso lá segui eu novamente para poente, até à avenida do Brasil. Daí, para norte.
Zona rica, esta!
Casarões por ali é o que não falta, em contraste absoluto com as casas um quilómetro acima, já na zona dos pescadores, em Caxinas.
Mas o pormenor que mais me chamou à atenção foram os próprios pescadores. Num dia de muita chuva e nevoeiro estavam, naturalmente, em terra, metidos nos pequenos cafés "em cima" do mar, a jogar cartas.
Por duas vezes ficaram a olhar para mim e falar entre eles, quando apontei a lente da câmara para aqueles edifícios vidrados, a tentar apanhar a cena.
Desconfiados...

Mas nem só os pescadores estavam dentro de portas.
Praticamente só eu circulava nos longos calçadões de Vila de Conde e Póvoa de Varzim.
Enquanto passava em frente ao casino, em pouco mais de um minuto vi lá entrar mais de dez pessoas. Jogos de comemoração do dia do trabalhador?...



O trilho estava no fim.
Cheguei à "rotunda do estádio do Varzim", que talvez seja mais conhecida como rotunda do Farol, e voltei para "dentro".
O retorno a casa iria ser feita de comboio, por isso segui na direcção da estação, que era bem mais longe do que eu tinha imaginado. Nada de mal, pois afinal caminhar era o que estava ali a fazer ;)

A última fotografia, feita numa rotunda bem perto da praça de touros, mostra uma cena onde o touro é o elemento central, mas na realidade o que quis registar foi o "arranha céus" a entrar nas nuvens, lá ao fundo.
Nesta foto é mais uma vez notório o "tecto baixo" que se fez sentir o dia todo.
Muita humidade, muita chuva, que já me penetrava (quase) por todo o lado.
Quando cheguei a casa e tirei a roupa, percebi que a única parte que não estava molhada eram os pés, dentro das botas.
Foi um teste extremo ao material, que deu para perceber que não estava preparado para uma semana de chuva, se estivesse a caminho de Santiago...
Fez-me pensar no grande número de pessoas, algumas amigas, que estão precisamente a caminho.
Um Bô Camiño para todos!