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05 abril 2015

PR2 ALB - Albergaria-a-Velha

Mudança de cenário.
Dos trilhos mais citadinos para os de monte, seguindo as placas da PR2 ALB, de Albergaria-a-Velha.

Sem planear, para não variar, lá fiz eu este trilho, aberto no ano passado, ainda sem qualquer referência na web (até ao momento...).
Curiosamente, está prevista, para o próximo sábado, a apresentação oficial da Rota dos Moinhos de Albergaria, com inauguração do site oficial do mesmo.



A qualidade "telefónica" das fotografias é nítida, dada o alto contraste de níveis de luz, uma vez que foram feitas, na sua maioria, junto ao rio, entre sombras e muito sol...
No entanto, e ainda assim, penso que dará para perceber a beleza de alguns dos locais.



O trilho foi aberto muito recentemente, e isso é notório.
Toda a sinalização é nova e o mato foi cortado há pouco tempo.
Quem marcou o trilho, ao contrário de alguns que já percorri, sabia o que estava a fazer: apenas num único sítio tive dúvidas por onde seguir, o que não é nada mau! ;-)



Mas nem tudo é bom.
Este não é, definitivamente, um trilho para todos.
A associar à subida, íngreme, ao alto do monte, entre as aldeias de Vilarinho de São Roque e de Telhadela, estão alguns pontos de difícil passagem. Diria mais, perigosos.
Algumas das descidas, com degraus escavados na terra, são muito escorregadios, com terra a deslizar (por terem sido feitos tão recentemente).
Em nenhum sítio tem cordas ou outra espécie de apoio para a subida ou descida.



Um dos sítios mais perigosos, mas simultaneamente muito interessante, fica a cerca de 1 km a jusante de Vilarinho de São Roque.
Há uma antiga levada, que segue sempre junto ao rio, mas que vai ficando cada vez mais alta, chegando, provavelmente, perto dos 30 m, mais uma vez sem qualquer protecção.
Espero que não haja nenhum acidente por lá...



Só me faltou fazer cerca de 2/3 km do trilho (julgo), por falta de tempo.
Como não o tinha previsto, e a hora de almoço estava a chegar, fiz um corte directo de Ribeira de Fráguas a Telhadela.
Ficou para o terminar numa próxima...



Para finalizar, deixo o registo do percurso efectuado.

29 março 2015

Caminho Português pela Costa - parte 1

De volta aos Caminhos e agora directamente a partir de casa, quer pelo Caminho Português da Costa, quer pelo Central.

Nos últimos três fins-de-semana iniciei a exploração.
No primeiro dia, comecei para norte pelo da Costa, voltei para sul pelo Central.
No segundo, inverti os sentidos. No último, resolvi fazer o que faltava até à Sé do Porto.
Resolvi... em cima da hora, como é hábito ;)

O que deixo a seguir é a compilação do registo desses três dias, no sentido do Caminho, Porto - Santiago, ainda que a maior parte tenha sido feita em sentido inverso.

Assim, começo... surpresa... na Sé do Porto.

Sé do Porto, vista da Calçada de Dom Pedro Pitões

Igreja de São Lourenço (Convento dos Grilos) com vista sobre a zona ribeirinha e o rio Douro, Porto
Estes registos, como sempre acontece, são apenas de alguns pormenores que, por uma razão ou outra, acho curioso na altura.
Primeiro não apetece fotografar nada, até porque o objectivo não é esse, mas rapidamente se torna impossível suster o impulso do "click".
Se há locais no Porto por onde já passei centenas de vezes, nestes já... alguns anos de vida, há outros, por onde nunca passei.
As ruas das Sé, estas que aqui deixo o registo, já as cruzei, ainda que não há muito tempo. Foi há quase dois anos, precisamente no reconhecimento de bicicleta do Caminho mais interior, que passa por Braga.

Escadaria no final da Rua de Pena Ventosa, Porto

Rua de Santana, Porto
Depois de caminhar, a pesquisa sobre os locais é também algo que sempre gostei.
Muitas destas estreitas ruas já foram percorridas por milhares, largos milhares, de pessoas, deixando muita história para trás.
Desta vez, ao passar pela zona de Cedofeita, lembrei-me de ir espreitar uma rua que já "foi minha" em 86/87, a rua do Breiner.
Parece que foi ontem que entrei para a Escola Secundária Fontes Pereira de Melo... mas já lá vão quase 30 anos...

Rua Ferraz, com a Sé em fundo, Porto

Rua de Cedofeita, com a Torre dos Clérigos em fundo, Porto
O Porto continua a manter alguns recantos que lembram outros tempos.
No cimo da rua Nossa Senhora de Fátima existe um largo, com uma igrejazinha ao centro, que mais parece uma capela de uma qualquer vila campestre.
Nunca por ali tinha passado a pé, nem sequer reparado a sério na mesma, mas se se conseguir esquecer os muitos carros que por ali passam, facilmente somos transportados para outra era...

Capela do Senhor da Agonia, Largo da Ramada Alta, Porto

Passagem sob prédio, no cruzamento da Rua Nove de Julho (antiga estrada romana, via veteris) com a Rua da Constituição, Porto
... outra era como a do cerco do Porto, em mil oitocentos e trintas.
Grande parte do Caminho de Santiago pela Costa segue a antiga estrada que ligava o Porto a Vila do Conde, precisamente a que trouxe, a 9 de Julho de 1932, as tropas liberais desde Mindelo ao Porto.
A praça do Exército Libertador, na zona do Carvalhido e junto à sua muito azul e branca igreja, ganhou a sua designação depois do exército de Dom Pedro ter aí pernoitado antes de entrar na cidade - nessa altura, o Carvalhido ficava nos arrabaldes do Porto...

Cruzeiro do Senhor do Padrão, na Praça do Exército Libertadorfinal da Rua Nove de Julho, Porto

Cruzeiro do Padrão da Légua, no entroncamento da Rua de Recarei com a Rua do Senhor, Leça do Balio, Matosinhos - separação do Caminho Português da Costa do Caminho Português Central

Mas se o trilho é antigo, a marcação do Caminho pela Costa... nem por isso. A placa com a indicação para este Caminho é mesmo muito recente.
Em pesquisa, dei com este relato de uma caminhada, de Fevereiro de 2014, onde se pode verificar que a placa junto ao Cruzeiro de Padrão da Légua ainda não existia.
Dali, passando por Custóias, até à entrada no Concelho da Maia, as indicações são apenas efectuadas por estas pequenas placas azuis, colocadas no cimo de postes metálicos.
Bem feito, "bonito", mas não percebo como é que os peregrinos seguem por lá. Admito que se viesse a seguir as setas amarelas, desde a Sé, não iria por lá... Tem inclusivamente, uma cruz amarela de "não siga por ali"!

Mas é mesmo por ali e este percurso tem pontos muitos interessantes, como a ponte de D. Goimil, sobre o rio Leça, recuperada em 2014.

Ponte românica de D. Goimil, Custóias, Matosinhos - passagem sobre o rio Leça da antiga estrada romana, via veteris

Rio Leça - vista da Ponte de D. Goimil

Entrando em terras da Maia, tem-se como grande referência o aeroporto.
É certo que os primeiros peregrinos não tinham essa noção, mas actualmente, os cerca de 4/5 km de Caminho na Maia correm sempre paralelos à pista.
Na mudança de concelho, à entrada de Vila do Conde, mais um troço curioso: uma rua que atravessa toda a zona da pista, bem no final da pista.
Por ali estamos em Aveleda, mas não a terra do verde vinho. Mais parece o verde Minho.

Rua de Lagielas, Aveleda, Vila do Conde - fronteira norte do aeroporto Francisco Sá Carneiro

Verdes campos de Aveleda, Vila do Conde

Travessa da Pena, Aveleda

Em Vila do Conde voltam as placas azuis, no topo de postes metálicos.
É curioso ver o investimento que as autarquias fazem neste tipo de turismo, mas com muito pouco cuidado... Este Caminho Português da Costa precisava de estar melhor sinalizado no seu início pois nas cerca de 6 horas que já percorri neste ainda só me cruzei com um único caminhante.
Mais ainda, perto de minha casa, na entrada em Vila do Conde do Caminho Central, o mapa colocado pela câmara municipal, com as indicações do percurso e alternativas, está errado logo no seu início, como também se pode verificar no track que têm online.
Como é que estará o resto?...

Indicação do Caminho Português da Costa - Rua da Venda Velha, Aveleda

 Verdes e floridos campos em Labruge, Vila do Conde

Para já ainda só cheguei à igreja de Labruge, com a sua estatueta de granito de Santiago de Compostela colocada na praceta frontal.
Na realidade, no dia que lá passei não tinha como objectivo chegar até este ponto, mas antes chegar à praia de Labruge pelo interior, voltando para sul junto à costa.
Nada como ir descobrindo caminhos aos poucos.
E é isso que irei continuar a fazer... aos poucos.

Imagem de Santiago de Compostela, junto à Igreja de Labruge

Na pesquisa para este post dei com vários sites muito interessantes, que no ano passado, na preparação para o Caminho não encontrei.
Para registo, ficam aqui os links para os mesmos.

Um dos mais completos sites sobre Caminhos de Santiago. Em espanhol, o Caminador O´Luis do Freixo.

De uma associação de Esposende, a Viaveteris.

Sem grande informação da sua origem, mas com contactos úteis, tem mesmo a designação de Caminho Português da Costa.

Da C.M. de Vila do Conde, mais um Caminho da Costa.

Para último, outro exemplo de Caminho da Costa, agora da C.M. de Viana do Castelo.

27 setembro 2014

Dos 7 aos 70

E aqui está ele, finalmente, o relato e registo fotográfico da caminhada efectuada no passado 25 de Abril.
Foram 15 km por verdes trilhos de Monte Córdoba, Santo Tirso, desde o Carvalhal de Valinhas, seguindo as margens do rio Leça, até à sua nascente, e voltando.
Um grupo bem heterogéneo, figurando família, amigos/colegas do ISEP e amigos do TT, com idades que variavam, literalmente, dos 7 aos 70 anos.
Ah, e um cão, o Ruf! ;-)


Já fez dois anos desde a primeira vez que andei "perdido" por estes lados.
Por essa altura as marcações dos trilhos traçados pela CM de Santo Tirso estavam em muito mau estado.
Tão maus que, mesmo com as cartas e trilhos, descarregados do site da CM e impressos em papel, era fácil de se ficar com dúvidas quanto à direcção em qualquer cruzamento ou entroncamento.
Mas recentemente voltaram a remarcá-los e agora estão bem melhor.



Este é um percurso que vale a pena fazer.
Primeiro, porque é sempre curioso chegar à nascente de um rio, mais ainda por este ser um rio que desagua no Atlântico, junto ao Porto, e que dá nome a duas localidade que atravessa: Leça do Balio e Leça da Palmeira.
Depois, porque os trilhos são mesmo muito interessantes, principalmente nesta altura do ano, em que as plantas estão todas floridas e o rio ainda leva um bom caudal.



Para "acertar" o percurso ainda tive que fazer umas boas dezenas de quilómetros, distribuídos por 4 investidas. Muitas dúvidas a serem esclarecidas...
"- Será que por aqui tem saída?"
"- Será que vale a pena passar por ali?"
O trilho marcado pela CM, que passa na nascente, obriga a uma volta muito grande para se conseguir fazer com um grupo de pessoas que não estão habituadas a caminhar, pelo que não era o mais indicado.
Assim, acabei por arranjar algumas alternativas novas e o resultado pareceu-me interessante.



Um dia de liberdade.
Nada melhor do que comemorar o dia da revolução do 25 de Abril ao ar livre e o tempo esteve impecável para a prática da caminhada.
As temperaturas pediam um casaco corta-vento e o sol apenas ia aparecendo de quando em vez.
A "janela" sem chuva foi perfeita. Estava previsto não chover da parte da manhã e só começou a cair água quando chegamos ao carro.
Impec!!



Da última vez que fiz o percurso, a solo, no meu ritmo naturalmente acelerado, demorei 2 horas e 36 minutos.
Para este dia, em grupo, a minha previsão bateu certo. O dobro do tempo...
Com o tempo do piquenique junto à nascente incluído demoramos umas boas 5 horinhas e meia.
Mas é mesmo assim. Além do exercício há que aproveitar o convívio e as paisagens!



Já de regresso, a passagem junto a um pequeno rio que desagua no Leça, mesmo a sul de Monte Córdoba.
Qual é? Não consigo descobrir...
Mesmo com cartas militares, googles e wikipedias, não cheguei lá.
Mas que é giro, é! ;-)



Já depois da passagem por Pereira, a maior dificuldade do dia: uma descida complicada. Bem complicada!
No meu plano inicial este troço era para ser feito a subir. Mas, por estar tão próximo do local de partida, com os músculos ainda frios, e tendo em atenção a forma física (ou falta dela ;-) da maioria dos participantes, resolvi trocar as voltas.
Fazê-la a  descer evitou um pico de esforço inicial desnecessário, mas não evitou umas escorregadelas e respectivas "quedas de cu". Nada de especial ;-)
Quando chegamos novamente às margens do rio Leça já tudo tinha ficado para trás, sem consequências.



Sem dúvida que o último quilómetro, efectuado mesmo junto às margens do rio, foi o mais interessante dos quase 15 km do dia.
Uma zona de floresta e fetos, verde e muito fechada.
A água aqui tem um caudal já considerável e é completamente transparente.
Há que conservar estes pequenos tesouros, desconhecidos da maioria.
Um final em beleza!



Deixo para o final um agradecimento a todos os participantes pela agradável companhia.
Ficou desde logo demonstrado o interesse "no próximo", que seria novamente marcado por mim, mas desta vez no Gerês.
Ideia interessante, mas que me parece que vai demorar a concretizar-se...

 

A fechar, o agradecimento maior vai para a Ana Silva PAS e o seu churrasco surpresa...
Muito, muito, bom e que bem que soube.
Gracias!



04 setembro 2014

Caminhando eu vou, pela costa de Matosinhos

Não escrevo, não publico, nada de jeito há uns tempos, que começam a ser demasiado largos.
É verdade!
No entanto, há que continuar, por muito cinzento que o céu esteja.

E cinzento esteve mesmo o céu durante toda a manhã, na caminhada que fiz com o Daniel, me cunhado, no passado dia 28, ainda em plenas férias.
Há muito que andava para experimentar o passadiço da marginal de Matosinhos, que é também um dos Caminhos de Santiago, o "pela costa".
Não fizemos a costa toda, pois começamos "apenas" em Leça, mesmo junto à foz do rio com o mesmo nome, mas chegamos a entrar no concelho vizinho de Vila do Conde.
A fotografia seguinte foi mesmo tirada no ponto mais extremo, mais a norte, da nossa caminhada de 22 km, na foz do pequeno rio Onda.


Não fiz muitas fotos. Não estava para aí virado.
Aliás, nos tempos que correm só mesmo se isso acontecer é que há alguma hipótese de virem aqui parar, pois tempo para edição... não há.
E quando são muitas... só de pensar que tenho que gastar horas perco logo a vontade.
Onde estará o ponto de equilíbrio? Não sei...
Por tudo isto, aqui fica uma pequeníssima mostra fotográfica de Angeiras, onde paramos para umas saborosas lulas grelhadas.